segunda-feira, 23 de maio de 2011

Inveja



Sinônimo de cobiça, a inveja é o desejo de possuir ou gozar de algum bem que outrem possui ou desfruta. Fruto da preguiça, da falta da capacidade e crença na força pessoal que possuímos de alterar o nosso destino e nossas vidas.

A inveja demonstra uma certa incapacidade de construção pessoal por cobiça sobre as coisas alheias. Mais que um defeito a inveja é uma doença silenciosa, que chega de mansinho e faz casa na vida dos menos vigilantes. Sua propagação e aplicabilidade em alguma das vezes é nociva e pode gerar conflitos, secções e até mortes desnecessárias, pois o envolvidos pela cobiça não medem esforços para propagar suas mais íntimas pervesidades.

Nota-se na Biblia a hestoria de Caim e Abel, cujo simbolismo nos dá a dualidade entre a razão e a cobiça, onde a incapacidade de ser humilde e às vezes até generoso nos faz agir de forma insana frente às nossas relações pessoais e sociais. Quanto mais ambiciosos somos, mais fragilizados nos tornamos frente ao poder das práticas invejosas. A vontade insatisfeita de alguns, forja as manifestações de desequlibrio e desrespeito em relação ao outro. Parece que ocorre um esquecimento sobre a grande responsabilidade daquele que possui mais em relação aos outros.

Somos escravizados por sentimentos de apego que nos mantem escravos de nossas mais baixas ilusões, queremos acumular o que não conseguimos carregar. Sendo que o outro passa a ser referência apenas para a manifestação do nosso despeito e de nossas mais baixas intenções. Quantas secções, desuniões e desconfortos provocados em favor de uma aparente satisfação, até mesmo porque, a inveja quando se manifesta de forma irrefreada não traz satisfação e seu descontrole alimenta a necessidade de sempre se querer mais do que realmente se precisa. Inclusive, perdoem a pessoalidade, mas temos que ter nos outros que sobressaem nas varias manifestações da vida, uma referência positiva e um incentivo maior, pois o sol brilha para todos e nossas ingerências em desfavor de nossos irmãos nos faz estacionar em nossa caminhada pessoal e espiritual.

Sendo assim, feita uma análise intima daqueles que vibram na inveja, nota-se uma dicotomia e certo egoísmo desenfreado, e até mesmo uma preguiça em relação à maior magia do ser humano – a vontade. Pensamos inclusive, no mau exemplo que tal defeito traz para as gerações futuras, até mesmo porque, a inveja é uma manifestação que pode gerar efeitos sobre as organizações coletivas, onde grupos de pessoas ou até mesmo suas representações, podem por atos de cobiça caçar a liberdade e até a vida daqueles que por um motivo ou outro manifestam ganhos de caráter e de alta grandeza material.

Finalmente, ficamos as vezes irresignados, pois vemos na atualidade um incentivo, mesmo que disfarçado de uma competição negativa que visa apenas a manifestação de disputas por poder e controle de massas para alimento da sanha apegada ao dominio e a dominação. Diante destas manifestações, só nos resta a resistência e divulgação da caridade e da diligencia como formas de combate a este defeito que vilipendia a evolução da humanidade há muitos séculos.

Quanto custa a sua dignidade?

Aratanan - Voando baixo!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

30ª FESTA DO PRETO VELHO DE BELO HORIZONTE - MG

No dia 14 de maio do corrente foi celebrada a 30ª Festa do Preto Velho em Belo Horizonte - MG. Como sempre digo as fotos falam por si. Vejo com passar dos anos que a Umbanda é uma fonte de resistência ao mal, ela se manifesta da forma que pode e luta contra os próprios umbandistas e contra todos que querem transformá-la em uma religião segregativa. Nada melhor do que o tempo para nos fazer pensar e refletir sobre a nossa real função no seio de nossa sociedade, bem como os compromissos de amor e união a que estamos diretamente ligados.

Caso queira ampliar, click em cima das fotos.

Aratanan







































sexta-feira, 13 de maio de 2011

Preguiça – doença que dá em médium!






Respeitável público, permitam apresentar as voces o mais do mesmo – O Médium. Pior inimigo que um terreiro pode ter (ressalvo as exceções, não podemos generalizar). O bichinho danado! Isso sem falar nos trejeitos, trimiliques, esquizitices e maus hábitos que os acompanham.

Chegam sempre com caras de bons moços, humildes, cabisbaixos e muito das vezes sofrendo de um mal que aparentemente não tem cura – IGNORÂNCIA. No início fazem de tudo por um carinho uma atenção especial, uma possibilidade de estreitar as amizades, mas o bichinho danado, está ali, encroado, esperando para brotar.

O tempo passa várias lições são dadas, aprendizados transferidos, caminhos são abertos, graus consciencionais são revisados, padrões modificados e diretrizes são traçadas. Mas o bichinho danado está lá, encroado, pronto para brotar. Basta um mínimo de perda na confiança para que a praga se alastre e ai começa o velho enredo: “- eu não gosto de fulano, não combino com sicrano, sou melhor do que beltrano e vamos que vamos”.

Com o tempo o bichinho danado aflora, sai do casulo e se manifesta – PREGUIÇA – basta uma pergunta ou questionamento para o diabo do médium se melindrar, ficar ofendido, chorar, fazer pirraça, bater cabeça e comprar briga com tudo e com todos.

Quando o dirigente do terreiro é precavido ele já mina estas coisas antes delas se avolumarem, mas quando é despreparado, serve de motivo para uma limpeza de seus desafetos (conheço alguns que agiram e agem assim). No final o mesmo de sempre, briguinhas, chiliques e outras frescuras mais. Quem perde sempre é a Umbanda e o plano espiritual positivo, pois se o que entendemos por bem decai, vai sobrar o que de pior existe por ai.

E o danado do médium continua, não arreda o pé. Voce dá aula, passa apostila, indica livros, filmes, mostra como faz, explica por mais de uma vez, faz encontros, abre giras, fecha giras e a preguiça física e a mental continuam as mesmas. Ficam só esperando um momento para virarem a metralhadora e crucificarem aquele que mais interesse tem em suas modificações consciencionais.

Fazer o que? Desistir? Chorar? Mandar todo mundo “para” ou “onde”?
A resposta é simples. Como diz o Sr. Gira Mundo que baixa em um grande irmão, amigo, ...: “Medium é igual a criança, tem hora que tem que corrigir ...” (nâo só os médiusm, mas alguns dirigentes também). Assim, entre o desgosto de quem aposta e a intenção de quem quer destruir, alguém tem que se posicionar e as vezes a decisão é meio amarga, o sabor é meio agressivo, mas no final todos acabam sobrevivendo.

E aproveitando para dar mais uma oportunidade aos médiuns preguiçosos que lerem este e-mail (apenas eles), façam o favor de ler as “Sete Lágrimas de Pai Velho” (eu sei que voces vão esquecer e dar uma desculpa esfarrapada), pois estamos todos no mesmo barco e a desgraça de um é a desgraça de todos. Não caminharemos em nosso destino enquanto um fio de ignorância, ainda habitar o planeta. Pensem nisso, ...!

Aratanan – Quanto mais eu estudo mais burro sei que sou!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Me Perdoem!




Já ouvi falar de amor, gratidão, amizade, generosidade, alegria, união, humildade, família e outras manifestações junto às práticas religiosas existentes, e, principalmente junto às práticas de Umbanda.

Caminhei e caminho, tentado amar, perdoar, ter gratidão, ser generoso, humilde e principalmente vendo em todos uma grande família global. Sei que somos fruto de uma essência e a manifestação inescusável do poder de Deus, o qual não está no externo, mas no interior de cada um de nós.

Conheci pessoas boas que se perderam pela vaidade, loucura e demencias outras, mas sempre fiz da minha caminhada uma busca pela concretização do verdadeiro amor. Posso confessar inclusive que o tempo foi nosso grande aliado, pois após as grandes pedras no caminho, olho para trás e vejo o que sobrou de algumas pessoas que conheci e vivi - NADA.

Sei que sou importante para algumas delas, para uns de forma positiva, para outros de forma negativa, tanto que, utilizam do nosso nome para vilipendiar e massacrar as consciencias alheias. Vendilhões do templo de sempre, pobres coitados que não sentem as suas demências pessoais e os prejuízos que acumulam em seus já desgastados carmas.
Perder a cofiança no ser humano isso eu não faço, mesmo porque o mundo é vasto e posso servir para alguns em detrimento dos outros. Já não sei mais quem é da minha confiança, mas aposto em todos que eu conheço, sempre sabendo que a ingratidão é meu maior pagamento.

Já conheci religiões de várias espécies e posso atestar que todas são boas e o único entrave de suas manifestações são os seus líderes. Acredito que todos podem e devem dar ou doar o pouco que possuem dentro de suas consciências, sendo que toda manifestação da vontade, além de magia é uma forma do exercício cotidiano do verdadeiro poder.

Dinheiro não me compra cofesso não precisar dele, ainda mais quando vejo que determinadas pessoas tem um preço muito baixo e vivem a explorar pobres almas desgraçadas pela ignorância, com intuito de manter a sua irrefreada cobiça pelo poder. Isso pode ser chamado de aliança cármica, onde a vítima e o agressor possuem um liame subjetivo muito sutil e se confundem dentro de um mesmo cenário e/ou ambiente.

Já fui chamado por todos os adjetivos que se possa imaginar, uns bons outros ruins, mas continuo firme, pois não tenho prazer em ver ninguém sofrer, mesmo aqueles que ainda não me entenderam. Quem me conhece sabe dos meus propósitos, de minhas intenções e da força que possuo. Minha resposta é quase sempre o silêncio e quando vejo a situação existencial de todos os seres, vejo também um espelho de tudo que possuo.

Já fui de certa forma uma imposição, quem me descobriu, na maioria das vezes, me usou para suas baixas intenções, mas sempre passo por tudo e sou vitorioso. Alguns pensam em acabar comigo, mas como a fênix que ressurge das cinzas, sempre renasço e me faço presente.

Sou confundido, odiado, e às vezes desprezado por alguns, mas existo e isso basta, quem quiser saber meu nome é muito fácil, feche os olhos, respire fundo e pronuncie.

FÉ!
Aratanan