quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Doente de que?



Estamos todos muito doentes! Doentes da alma, do espírito, do corpo, da mente e de nossa mais pura essência. Envenenados pelo dinheiro e por outras manifestações do poder material, somos robôs programados para superar a nós mesmos. Vivemos de desigualdades e idiossincrasias, mentimos para nós mesmos, com intuito básico de nos arvorarmos em senhores das vidas alheias. Somos um bando de afetados, já perdemos nossa honra a muito e nossa palavra se perde nos confins de nossa sublime inconsciência.

Queremos mandar nos espíritos, pois por ignorância, não enxergamos que os espíritos somos nós mesmos, mas a nossa insana vontade de domínio não permite uma leitura destas verdades. Somos mesquinhos, fracos e inconseqüentes, colocamos em risco toda a nossa caminhada espiritual, devido à vaidade que cega nossas consciências.

Estamos muito doentes, segregamos os nossos irmãos que se abalizaram na mesma fé que a nossa, apenas para mantermos o status de dono de alguma coisa que não nos pertence. Negamos o remédio a nossas consciências, pois não entendemos que os bons espíritos são nossos irmãos mais velhos, que apenas se habilitaram na necessidade de nos orientar para que não cometamos os mesmos erros de sempre.

Buscamos Deus e Jesus externamente, pois nossa cegueira não permite que o encontremos dentro de nós mesmos. Somos juízes das vidas alheias, pois temos vergonha de julgar os nossos insanos atos do dia a dia. E para piorar, transformamos a Umbanda em um país soberbo, destinada a poucos, pois neste reino só entra aquele que nos entrega sua alma e sua vida. Só tem ingresso neste reino aquele que se mata em favor de nossas desmedidas vaidades, se transformando em capacho de nossas imensuráveis incompreensões. E para finalizar, nós os umbandistas nos arvoramos a ter o remédio eficaz para os outros, e, nos recusamos a submeter a nossa canalhice ao remédio que também nos serve.

É chegada a hora da mudança, as pessoas já começaram a questionar as loucuras do santo rebolado. Estamos na era da internet, os espíritos não provocam quase nenhuns ou poucos efeitos físicos, médium hoje em dia tem que ser de verdade, já não se tem espaço para imaturos e o que antes impressionava, hoje causa questionamento. Chegou a hora da mudança, mude se seu caráter permitir, caso contrário, faça parte do grande quadro dos desvairados do santo e aguarde o seu necessário julgamento.

Aratanan – Tenha dignidade de tomar o seu remédio, ele se chama vergonha na cara.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A GULA





Tenho que a gula é a manifestação de um desequilíbrio que pode estar instalado no campo mental, astral ou físico de todo ser humano. Tudo isso sem perder a possibilidade destas três manifestações estarem também comprometidas de forma conjunta e igualitária em alguns seres. Em que pese a primeira impressão de que a gula tem uma fixação nas questões alimentares, penso que tal vício supera esta percepção, podendo inclusive, orientar outras bases de nossa existência.


O acúmulo objetal e a necessidade de sempre querer e acumular mais, nos afeta de forma que nossas tensões geram desequilíbrios, os quais se confrontam com a nossa capacidade de gerir e até mesmo de sustentar a nossa insana ingestão de coisas que nos são muito das vezes dispensáveis. Nota-se uma luta diuturna entre o que é essencialmente verdadeiro e o que é falso para nossas vidas.


Parece que estamos em um grande combate pessoal, onde nossa busca pelo prazer, instalada quando de nossas quedas de reinos superiores (queda dos anjos), tem um reforço energético que nos induz a uma culpa primária e permanente. Esta culpa nos gera as tensões que havia dito antes, as quais além de outros vícios nos induzem a uma gula eterna pelo acúmulo de coisas que na maioria das vezes não sabemos se quer se merecemos. Esta desdita acompanha o homem a muito, ela se manifesta em tudo que ele faz.


A gula que aparentemente faz parte de um processo inicial da manifestação humana, com o tempo vai agregando outros valores que transformam o ser num capacho de manifestações do puro prazer. Estas distâncias criam nos seres uma dicotomia interpessoal onde ninguém entende ninguém e como resultado vivemos a margem de nossas mais baixas desditas. Os excessos da gula apesar de serem também uma manifestação física, oriunda das nossas pretéritas existências, onde como homens primários lutávamos pela sobrevivência do corpo a princípio, deixou-nos uma identidade genética que precisa ser combatida (espiritualização do ser). Tal atitude fará com que o novo homem nasça e nos conduza para outros caminhos e verdades.


Buscar o controle e equilíbrio em nossas relações pessoais é o remédio eficaz a curar as nossas faltas coletivas. Fazendo que como verdadeiros irmãos deixemos a nossa ânsia de acúmulo em troca das verdadeiras lições de generosidade e amor ao próximo. Só não podemos esquecer, que todo este trabalho começa dentro de cada um de nós. Precisamos urgentemente faxinar a nossa casa, antes de queremos limpar a dos outros.


Aratanan - Vá comer em outro lugar.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Perdão!




Dentro das manifestações do verdadeiro amor o perdão é realmente um entrave evolucional. Quem não ama de verdade ou na verdade, não consegue perdoar e faz de sua caminhada um rio de infelicidades e de tristezas, vez que não consegue ver no outro tudo aquilo que ele possui em excesso – manifestações negativas do eu interior.

Durante nossa caminhada terrena experimentamos muitas vivências, as quais abrangem nossa vida familiar, pessoal, financeira e social. Nestas interações temos sempre a expectativa que o outro corresponda às nossas ânsias, sejam elas de caráter moral e/ou comportamental. Criamos padrões de aferição sobre o outro e nestes padrões fixamos as nossas expectativas de que o próximo seja uma cópia fiel da moldura que esquematizamos como padrão de comportamento.

Se o permissivo consciencional do outro difere do nosso padrão ético e moral, criamos conflitos muito das vezes desnecessários, pois o comportamento alheio apenas está ferindo as nossas expectativas pessoais do que é certo e errado. No meio espiritual e principalmente na Umbanda tenho visto que a questão comportamental, principalmente dos líderes umbandistas, passa por estes padrões de regras fixas em relação a seus irmãos de fé.

Inconscientemente são beneficiados os que se identificam ou pelo menos usam uma máscara que agrada o líder ou dirigente espiritual de um terreiro, choupana ou casa de Umbanda. Se você se enquadra ou finge enquadrar dentro das regras tudo corre bem e sem nenhum atropelo, caso contrário, se prepare, pois o animismo velado vai subjugar sua caminhada espiritual e colocar você em confronto direto com os guias e protetores da casa onde você dedica e exerce seus dons espirituais.

Outra questão intrínseca a manifestação deste despropósito é a vaidade extremada onde a presença de um irmão com carma mais suave e até mesmo com dons mediúnicos mais resolvidos, pode dar o tom da má interpretação e perseguição dentro de uma casa de umbanda, que só existe para a prática da caridade.

Quantas vidas destroçadas encontramos por este mundo a fora, quantas famílias desestruturadas pela sana inconsequente de pais e mães de santo que pregam uma espiritualidade vingativa e cheia de vícios. A umbanda hoje passa por um processo de terrorismo, onde o que não é aceito por razões de vaidade anímica (da alma), é subjugado e colocado a margem de qualquer aceitação em alguns meios.

E de dar pena a atitude alguns “pais de santo”- isso se os santos tiverem um pai cheio de vícios e desamor por seus irmãos - pregam sobre o amor e fomentam o ódio, vivem à custa da maledicência, disseminação do medo para no final se arvorarem em emissários de coisas puras e altruístas que vem lá do “céu”. Penso que se a coisa continuar deste jeito vamos acabar sendo proibidos pelo astral daqui a alguns anos, de manifestar no campo mediúnico os irmãos que por benevolência nos assistem, pois a incompatibilidade que hoje já é gritante, vai ficar insuportável, acreditem.

E para complementar as nossas reflexões, repetimos, falta espelho na casa de muito pai e mãe de santo por ai, não se perdoam e não conseguem perdoar a ninguém, estes vendilhões das coisas sagradas se arvoram no direito de juízes da vida alheia, para no final de suas vidas verem que não fizeram nada em favor do coletivo, quiçá de sua pobres e desgraçadas vidas.

Já que a carapuça sempre acaba servindo em alguém, a todos ofereço o meu perdão incondicional (isso se a vaidade de alguns permitir), vivam bem, sejam felizes e como diz o meu amigo, pai e irmão JNK: “ - O meu livro está fechado para os senhores e senhoras há anos, só vocês não perceberam ainda”!!!

Aratanan

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Quem é o animal da história?






O gênero humano muito das vezes me assusta, principalmente quando o assunto tem tom religioso. Chego as sentir náuseas às vezes, só de pensar que o homem vem a séculos se arvorando no sentido literal de querer ser Deus.

Penso, inclusive, na primeira manifestação do Grande Espírito em nossas consciências quando ainda ocupamos um corpo de criança. Tem-se a impressão naquela fase que Deus é tão simples, e, tão fácil de ser entendido, que ele faz parte de tudo que nos cerca de forma muito perceptível aos nossos sentidos de criança. Nossa imaginação na infância nos mostra os universos paralelos que nos cercam, somos essencialmente seres em entendimento dos processos naturais e com eles convivemos muito bem, obrigado.

Este prazer ou mesmo delírio positivo nos fazer perceber Deus de uma forma muito saudável, pois temos com ele uma vivência positiva e na maior parte das vezes nos sentimos com um só corpo e um só pensamento. Tudo isso vai bem até entrarmos em contato com os mundos externos, ou melhor, com os mundos sociais, familiares, financeiros, comerciais e etc. Daí para frente somos manipulados pelas antigas fórmulas do saber atrasado e da compreensão errônea de tudo que nos cerca. Ato que se reflete para sempre em nossos atos e atitudes.

Viramos vítimas da desdita pronta e permanente da tão famosa hipnose coletiva. E quando somos convidados a força a manifestar nossa religiosidade, a criança, morre de vez dentro de nós e surgem os futuros donos do nada – Nós mesmos. Prontos para almoçarmos a mente de nossos semelhantes com nossas teorias já velhas e cansadas de uso, pois a culpa que nos acompanha não nos permite agir de forma contrária.

Somos animais racionais?



Somos com certeza, mas temos A BUSCA PELO PRAZER como a âncora que nos engessa e nos faz o pior da espécie. Perdemos um bom tempo de nossas existências e reencarnações nesta busca desenfreada por um prazer meticulosos e destrutivo.

E quando ele é religioso perdemos a essência infantil que tínhamos em relação a Deus e criamos obstáculos a nossa evolução coletiva, pois o meu prazer tem que estar acima do prazer alheio e isso nos separa e maltrata sempre.

Anulamos a nossa inteligência e bebemos água suja em favor de uma busca inerte e destemperada, a qual nos faz pior do que o mais incapaz dos seres, para no final entregarmos nossas vestes carnais as covas úmidas na esperança de que uma nova reencarnação nos faça melhor.

E os espíritos?

Estes somos nós mesmos, os quais alimentamos o que tem de melhor e pior no mundo espiritual, sem termos um mínimo de zelo como destino de toda a coletividade, da qual fazemos parte e colaboramos para sua elevação. Os bons espíritos se cansaram da repetição desnecessária, nem por isso se sentem bem quando olham e percebem os caminhos que a nossa atual humanidade vem percorrendo.

Como é duro dar luz a cegos.

Que o Deus jaz morto possa ressurgir o mais rápido possível dentro do gênero humano, isso é o que desejamos as crianças que assassinamos nos nossos íntimos corpos de existência.

Aratanan