segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Como se espiritualizar em um mundo tão materialista!


Uma das perguntas que mais ouço no dia a dia, é a de como se espiritualizar em um mundo tão materialista? Sempre respondo dizendo que devemos buscar o equilíbrio, dando ao corpo o que é do corpo e ao espirito o que é do espirito.

Apesar de usar esta resposta, confesso que tenho um certo medo de como as pessoas vão interpretar esta minha posição. Vez que, qualquer liberalidade nos dias de hoje, soa como um incentivo a anarquia e a falta de compromisso pessoal.

Não obstante, penso que as pessoas tem uma condição natural de se desequilibrarem quando lhe damos um mínimo de liberdade. Pareçe que estão todos presos em uma prisão de segurança máxima, bastando apenas um descuido para que fujam dos compromissos assumidos antes da presente reencarnação.

Não podemos porém, nos esqueçer que nosso corpo possui algumas necesidades e como dizia o Rabi da Galiléia: “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus (Mc 12,13 e 17)”. Dessa forma nossas ncessidades fisiológicas devem ser respeitadas, bem como nossas fraquezas neste campo. O que devemos ter em mente é que nem tudo nos é permitido, devemos nos acautelar de algumas atitudes.

E tudo isto só é possivel se procurarmos o equilíbrio, tentando não inflingir as leis naturais. Viver um dia por vez, lutando contra os apegos, o ódio, a ignorância e a ambição doentia. Além disso, somos obrigados a viver aqui e agora; assim devemos ter em mente que nossos problemas devem ser resolvidos de forma urgente, para que não perdamos a tão gloriosa chance de evoluir (menos peso em nossas consciências).

Viver é uma necessidade .......

Boas palavras....

Enquanto isso a maioria vai se perdendo e fazendo se perder os que os acompanham .....

Paciência ...

Aratanan de Aracruz – O difícil é ser humano, fácil é ser qualquer coisa!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ESPIRITOS UNIVERSAIS, HOMENS TEMPORAIS!


Que somos todos espíritos, isto é uma verdade! A diferença está no grau de evolução de cada um, seja ele reencarnado ou ser espiritual. No contato de anos junto aos espíritos e muito deles ultra-evoluídos, percebemos que a capacidade dos seres espirituais de se dividirem em favor do bem comum é imensurável. Nossos irmãos por mais evoluídos que sejam, tem sempre uma palavra de carinho, amor e até de reprimenda para nos passar, conforme a necessidade que se faz presente (isto quando os médiuns deixam). Noto nas manifestações espirituais a capacidade enorme que nossos irmãos do astral têm de nos compreender, de nos ajudar, nos direcionar e muito mais do que isso nos "amar".


Em contrapartida nós pobres mortais e temporais, acumulamos de tudo um pouco. Ninguém que ser pobre materialmente, ninguém quer ser feio, pouco espiritualizado, burro, etc e etc. A vaidade impera; nossa evolução é temporal e limitada, pois não nos agüentamos e quem dirá os outros. Quanto sofisma, mentira, enganação, quanta falsa iniciação, preceito, mandinga e outras coisas mais. No meio humano impera a máxima: “É tempo de murici, cada um por si”. Que pena que é assim. Enquanto isso, nossos irmãos espirituais se viram com o que encontram, tentam de todas as formas manterem a mensagem de colaboração eterna que vem lá do alto. E como sempre digo paciência.....

Pensando em tudo isso lanço os seguintes questionamentos, para que você, nobre leitor, tente responder de forma honesta. Sei que suas respostas podem ajudar a equilibrarmos um pouco as coisas. Então vamos lá:

SE DEUS CRIOU O BEM, SERÁ QUE O MAL REALMENTE EXISTE? “DEVEMOS ACREDITAR NO QUE; “BEM” OU ‘MAL”? SERÁ QUE DEUS PASSOU PROCURAÇÃO PARA QUE ALGUÉM NESTE MUNDO MATERIAL, POSSA TER O DIREITO DE COMANDAR A VIDA E DESTINO DE CADA UM DE NÓS? FEITIÇO E OUTRAS PORCARIAS ESTÃO DENTRO DA LEI DIVINA? VOCE SERIA CAPAZ DE DEFINIR O TERMO MAGIA? E O TERMO “AMOR”?

Pense nisso, tenho certeza que você vai acabar revendo seus velhos e decrépitos conceitos. Sua mudança é primordial para a mudança das coisas.

Aratanan de Aracruz – Não me entenda, se entenda!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Quem não gosta da mãe, não gosta do filho!


Causa estranheza a divisão que fazem de Jesus e sua mãezinha. Adoram o mestre sobre todas as coisas, mas fazem uma distinção entre ele e quem o gerou. Isso mostra a falsa moral que usamos para manifestar a nossa fé. Gostamos de uns e não gostamos de outros. Posssuímos fotos de parentes falecidos, mas não podemos ter uma imagem em casa. Adoramos a uns e negamos a outros. Tal incoerência é tão grande que possuímos religiões onde as pessoas amam a Deus mas não aceitam os frutos de sua criação, inclusive Jesus.

Diante de tanta incoerência vou parar por aqui.

Viva a Senhora mãe de Jesus. Viva a todos os seres viventes e espirituais. Quero amar a todos sem distinção, mesmo que esse amor seja capaz de dizer não!

Aratanan de Aracruz!

domingo, 11 de outubro de 2009

O meu tempero é melhor que o seu!


Venho analisando as várias correntes espirituais espalhadas por todo mundo: Budismo, Catolicismo, Bramismo, Islamismo, Protestantismo, Umbandismo, Cadomblecista, Daimista, Neo-petenconstalismo, Zoroastriamo, Hinduísmo, Satanismo, e vários outros “ismos” que encontramos por aí.

Em que pese às várias manifestações do conhecimento divino, ou até mesmo da vontade de se descrever, ou, mesmo entender a divindade, todos sem exceção acabam puxando a farinha para o seu lado.

Eu mesmo na condição de umbandista acabo defendendo e às vezes sendo meio que intolerante com as atitudes e vícios de “alguns” irmãos evangélicos. Em que pese esta falha, tento quando posso estabelecer um canal de amizade e até de compreensão pela ignorância egoísta e alheia, no que se refere ao filo religioso que todos abraçam.

Durante algum tempo preferi ficar em silencio, pois entendia que o debate às vezes deixava mágoas que não cicatrizavam rapidamente. Pude notar que as pessoas na maioria das vezes se escondem atrás do que chamam religião, apenas para mascarar a sua real identidade. Se isso é ruim? Posso garantir que não, pois a religião acaba frenando muito dos vícios que a raça humana possui.

Penso no futuro que a desilusão com as grandes religiões e com o rumo que as mesmas estão tomando, vai abrir um canal para que todos tenham a liberdade de cultuar a divindade de uma forma livre e consciente. Penso também que não vou mais precisar me definir como umbandista, mas apenas como um filho da criação. E a forma como vou manifestar o meu conhecimento e devoção será universalista por natureza.

Lembro muito bem o dia em que em uma gira de umbanda, um Pai velho que conhecemos muito bem, obrigado, perguntou qual era a religião dos esquimós. Não foi surpresa o silencio que se manifestou naquele ambiente. E maior surpresa quando ele mesmo respondeu que a religião dos esquimós é DEUS (se é que você me entende).

Para finalizar sei que o caminho até a divindade é longo, mas um dia chegaremos lá e o engraçado é que chegaremos juntos. Tudo isso é claro, depois de vencermos nossas dificuldades mais prementes.

Aratanan de Aracruz – Sou filho do sol, sou filho da lua eu brilho com as estrelas porque elas me acompanham ....