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domingo, 4 de março de 2012

Umbanda e nossas reflexões!




Representamos a dualidade da manifestação, onde o criador se fez, através de nós carne, somos os filhos desta verdade que é absoluta, devemos buscar sempre o caminho do meio pra a chegada ao Reino. Precismos interiorizar, ou adentrar o portal de nossas consciência para sabermos o que realmente somos. Somos o fruto da verdade, nos estabilizamos na fé tendo o orgulho como mola balizadora desta caminhada. O mal e o bem não existem o que e existe é o resultado da experimentação. O próprio Deus não quebra esa lei d evolução e precismos realmente acredita nela para nos separarmos do inuti e de tudo aquilo que trava nosso processo de volta ao início.
É na criação que nos fortalecemos, deus vive dentro da essêencia de cada ser, as aparências são o mote da devastação mental em que vivemos. Nossa verdade é unica ela se estabiliza no interior de nossa existência. A chave da sabedoria está na capacidade de se entender de forma inerior, precisamos sempre visistar esse universo subjetivo que habita em nosso ser. O homem externo é a consequência da atividade ou inatividade de sua exitência em Deus. Sou capaz a medidade que consigo perceber a capacidade intinseca que me acompanha, afasto a preguiça e outros vicíos a medida que me vejo como parte do todo.

A eterna aliança é uma lei, a qual é inquebrantável, este é o verdadeiro juramento de nossas almas, dele não podemos escapar. Fixar a vontade na materialidade, disperta o apego e por consequência os vários níveis da ira. Somos obrigados à transformação, não poderemos ou conseguiremos fazer diferente. Pois nossa esperança já está limitada e a nossa saudade é a mola que nos faz percorrer o caminho da volta. Estamos em buca do eterno orgasmo e não consiguiremos a alegria eterna enquanto não nos divenciliarmos das ancoras e o peso da culpa que carregamos. Deus é amor e ele liberta, desde a consic~encia mais modesta até a cosnciência que se faz presente em seu ser eterno.

A maior honraria do ser é a vontade, a qual é a maior magia a ele dedicada. Somos motivados por esta eneria, pois ela é a primeira manifestação de Deus. Sem ela não existem eleitos, pois seremos seres domináveis e sem alma. Nossa capacidde de ineragir na matéria, serve como opção clara de que estamos em franca caminhada na via da experimentação. Avançamos ou estacionamos na experiência da matéria, mas nunca regredimos, pois as leis são imutáveis e servem de forma constante a vontade da criação. Na união de nossas consciências Deus se faz presente, animando a forma e mantendo o espirito, pois o simbolismo da obre tem que se manifestar em favor da luta constante entre o prazer material e o orgasmo espiritual.

Nossa mente se manifesta dentro das tres regras da cosmogeneses, inicio, meio e fim ou nascer, crescer e morrer. O ego é manifestação entre o ser ou não ser, ele é a linha divisória entre o permitido e não permitido. Sendo ainda a linha de equilíbrio entre a vontade e a preguissa da alama e do espirito. Saber esperar é um remédio eficaz, a grande manifestação de nossa verdadeira missão. Esperar trabalhando é uma pilha eficaz a manutenção de nossa energia essenial, pois podemos alivir o nosso ego do desprazer das falsas perdas. O homem busca a satisfação da alma, mesmo que inconsciente, temos a graça do mundo de ilusões pra compensar o descrédito que demos no pretérito a outra via de evolução do espirítio.

O Ego tem maior vigor na manifestação da carne, mesmo sendo sua essência espiritual, sua atuação serve como um mediador de coisas que agradam ou desagradam a alma imortal. Nossas características se manifestam, na presença da alma que possui um ego, ou percepção do todo. Por isso somos eternos insatisfeitos com as premissas e deveres do espirito, vez que nossa manifestação acaba tendo mais poder do que a nossa essência. A distância do homem de sua fonte de existência, faz com este cordão divisório seja frágil e precise de uma compensação para que a verdadeira justiça se faça presente. O deleite da alma prescinde do deleite de coisas sensíveis, pois este era o verdadeiro escrpte de noss evolução a qual se manifestou em um caminho opcional, por única e exclusiva manifestação de nossa vontade.

Penso que o homem acumula um pouco de tudo, pois as riquezas materiais servem como forma de educação e experiência no que se refere a priorização de valores. Só pode dar quem tem, esta frase resume um pouco de nossas experiência reencarnatórias, onde as vivências do pretérito se manifstam como matérias de uma escola invisível, a qual em sua caminhada para a aprovação nos cobra o desapego dos ensinos passados para que utras possibilidades e aprendizados se manifestem em nosso curso de retorno. A boa receita se faz presente pela experiência e com o tempo aprendemos a valorar as coisas de nossa essência, desprezando com respeito devido, todas as coisas que são feitas para a nossa singela manifestação material. Liberdade é um bem, conquistado com a perda de outros.

Aratanan - A receita está pronta, deixa de ser orguloso!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Umbanda e o Poder do Dinheiro





Como nos deixou gravado um dos Grandes Mestres que passou por este planeta: “O dinheiro tem uma linguagem universal, em qualquer lugar deste planeta, onde são faladas centenas de línguas e dialetos, tem o dinheiro a sua universalidade verbal garantida”.

O pior é que esta linguagem na maioria das vezes é vinculada a pobreza de sentimentos, recheada dos surtos ignóbeis da avareza e do egoísmo, quando não, de doenças luxuriosas e outros apetrechos ambiciosos.

O dinheiro possui uma energia própria, geralmente ela está ligada ao movimento energético, pois na maioria das vezes o dinheiro não se permite a estagnação. Quem o possui muito das vezes é alvo fácil da perniciosa vontade de retê-lo, sofrendo por consequência os mais vis e desprezíveis efeitos de sua força.

Por dinheiro, boas e más coisas são feitas neste mundo, pois esta mola de sustento cobra o seu valor essencial da humanidade, ele foi criado para servir de mensuração à nossa falta de generosidade. Assim todas as discrepâncias sócias vividas pela humanidade se referem em sua maioria à falta do vil metal e sua inóspita utilização.

Na umbanda o dinheiro muito das vezes compra a consciência dos despreparados, fazendo mote de destilação do poder e de desigualdade no tratamento. Dinheiro é poder, quem o tem é tratado diferente na maioria das vezes, querendo ou não quem dinheiro, tem benefícios que o “pobrezinhos” não têm.

Por outro lado, o dinheiro alimenta o fetichismo e a fantasia, criando atos mágicos e doutrinários desnecessários, salvas e melindres formais, como se as entidades verdadeiras de Umbanda precisassem dele para pagar o almoço de cada dia. Tem muito terreiro de Umbanda que vive das comiseráveis atividades financeiras, utilizando mais do que necessitam, apenas para manter a fachada de casas bonitas, iguais aos túmulos, que são calhados de branco por fora e escondem em seu interior a podridão do que é devolvido a mãe terra.

A pior faceta do dinheiro na Umbanda está ligada a invencionice, onde as cãs que o possuem aos borbotões, ditam padrões de moda e beleza. Inventando a cada circulo novas tendência e verdade que a nossa querida mãe Umbanda nunca precisou ou precisa. Este assunto é realmente delicado.

Mais do que roupa bonita e fantasias fetichistas, que são dispensáveis em favor da evolução consciencional de cada irmão, precisamos urgentemente criar a tal da vergonha na cara, pois melhor do que viver da Umbanda, é viver para ela. E isso é muito fácil - me perdoem os complicados.

Aratanan – Vai trabalhar vagabundo, deixa de vagabundagem.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Umbanda e Avareza ...


Os avarentos. Dante conversa com o papa Adriano V (Divina Comédia, Purgatório, Canto XIX) - gravura de Gustave Doré, século 19

Relacionada com os tratos pessoais referentes à perda, a avareza como um dos males que infligem o crescimento espiritual dos seres humanos é o reflexo de comportamentos não refreados que se fixam na infância com reflexo direto na alma de cada ser.

O avaro se fixa na incapacidade de se dividir e de compartilhar as coisas que possui. Filho do egoísmo precisa entender as leis universais de boa convivência para se libertar das amarras impostas pelo egoísmo. Para vencer este vício o avaro precisa solidificar os conceitos de magnanimidade (sol) e da temperança (Vênus) para que devidamente escudado pela castidade mental possa se ver livre do acúmulo e do excesso que na realidade pertence a todos.

A avareza, quando permitida pela invigilância, vibra em todos os campos da manifestação humana apenas anulando os princípios e regras universais as quais estamos submetidos. Sua capacidade mental pode ficar prejudicada pela fixação e medo de ser superado em suas empreitadas de cunho consciencional. Sua manifestação astral ou emocional é por vezes recheada de injustiças, vez que o egoísmo que o nutre pode trazer dissabores e falta de caridade para com os que prestam apoio emotivo.

Fisicamente ele se esgota ao perder energia nas questões de trato pessoal, mantendo um escudamento corporal que se dinamiza negativamente em suas questões físicas. Se o excesso de desprendimento pode trazer consequências danosas no que se refere à manutenção da própria existência, o acúmulo desmedido também é nocivo às questões de sobrevivência do próprio ser.

Uma vida recheada de avarezas é uma vida de restrições, pois existe uma grande perda de energia com aquilo que podemos acumular e em contra parte uma perda também com aquilo que precisamos trazer para nossas vivências para nos aperfeiçoar. Assim, o que nos faz bem na maioria das vezes não é de agrado comum e geral, servindo como intoxicação egoística a massagear as nossas mais baixas vilezas. A avareza inclusive, não permite um processo de experimentação e evolução plena, pois danifica e martiriza as questões de trato social, criando muitas das vezes, um isolamento material sem reflexo em nossas necessidades de evolução coletiva.

Penso que o avaro não tem uma certeza sobre sua passagem temporal no corpo carnal, a sensação que o sustenta é de eternidade na matéria, todos os exemplos ligados ao desencarne parecem não afetá-lo diretamente, pois sua visão egoísta não lhe permite acessar novas possibilidades sobre as leis naturais de empréstimo que a mãe natureza nos permite de forma muito altruísta e verdadeira.

Assim, se o pródigo peca pelo desprendimento, o avaro se aniquila pela incapacidade de dividir e se dividir, muitas vezes em favor dele mesmo. Para finalizar, independente do campo de atuação da avareza, ou seja, dinheiro, trabalho, conquistas pessoais, sexuais e outras, tem o avaro a sensação de que ao acumular terá a felicidade resguardada pelo aporte material, ato que na maioria das vezes se dissolve frente a aplicação das leis naturais, principalmente a doença (forma perfeita de ensino e valoração da existência).

Na Umbanda, pior do que ser avaro é não ter capacidade para lida e ficar pelas espreitas buscando o que ainda não nos é permitido. Tudo tem sua hora e seu tempo, deve ser por isso que temos tantos desajustados em nosso meio, os quais não conseguem sustentar o pouco que possuem e querem de forma muito sorrateira acumular o que ainda não conseguem carregar. E se lhes é dado de forma antecipada, não fazem nada em favor deles mesmo e quiçá dos outros que os tem como referência.

Aratanan - Vaidade, vaidade, vaidade ...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Perdendo o medo do perigo!





Segundo a psique, o medo dentro de suas várias manifestações é uma forma de manifestação dos mecanismos de defesa do ego. Assim, quando manifestamos estados equilibrados e bem mensurados do que podemos chamar de medo, estamos na realidade nos defendendo dos assédios físicos ou energéticos que permeiam a nossa manifestação na carne.

Assim, um pouco de medo não faz mal a ninguém, pelo contrário, protege a pessoa de atitudes e vivências que muito das vezes podem desgraçar o futuro de quem se arvora nas buscas insanas de experiências cujo caminho de retorno é impossível. O sujeito sem medo, não passa de um ser sem limites, suas atitudes são de trato imediato e as conseqüências, doa a quem doer, são apenas fruto da recompensa direta que se manifesta em seus desejos de cunho muito pessoal e egoísta.

Não fosse isso, segundo a tão bagunçada Bíblia Católica (você sabe o que significa a palavra católico?), São Pedro teve medo de andar sobre as águas, junto com o Mestre Jesus. Se formos fazer uma leitura histórica, teremos um grande mestre tentando provar a questão da fé a um dos seus futuros iniciados, ou melhor, criando um ato de confiança ou “rapport” para com um de seus discípulos. Se formos fazer uma leitura simbólica, teremos uma demonstração de que os que podem mais tem mais responsabilidade com os que têm menos; que a quem mais for dado maior a responsabilidade; que nossos limites são fruto de nossa incapacidade de vibrar em coisas maiores e de maior poder; que a única arma que temos contra as provas existências é a nossa capacidade de acreditar em novas possibilidades mediante a manifestação de nossos atos de fé, etc;

(Ponto, parágrafo! Até ai tudo bem ...)

Mas, E quando a nossa cretinice, perde o medo do compromisso e dos planos de realização das leis universais de evolução e do amor eterno ordenado pelo criador? O que acontece com o homem quando perde o senso de responsabilidade em relação a todos os seus irmãos terrenos?

Se for na política e no crime, não precisamos nem perder tempo com explanações sem fim, pois os jornais diários nos mostram o nível de compromisso de certos cidadãos por este mundo a fora. Na questão religiosa, a coisa complica, pois a perda de medo das ações e compromissos divinos nos impõe um crime que muito das vezes não é punido pelas leis deste mundo. Onde as esferas astrais permitem até um certo conforto aos falsos, devido a uma gama de fatores que não nos cabe o julgamento. Parece que o divino aceita e tem uma certa tolerância com as malversações religiosas, aproveitando o mínimo de cada ato nefasto e o transformando de forma muito pessoal em atos que beneficiam uma minoria. Em síntese o astral aproveita tudo. Pois se assim não for, vai para o ralo a questão da fé pessoal de cada um ...

O pior de tudo é que a perda do medo religioso cria um sem numero de atividades ditas religiosas, as quais apenas defendem os interesses mesquinhos de alguns filhos da mentira (ressalvo as exceções) tendo como resultado final, apenas o locupletamento de suas vilanias materiais. E todo esse domínio se manifesta no fato de que os que têm medo, e às vezes medo demais, se entregam e entregam também suas posses a desmedida ganância luxurienta destes, ainda ignorantes seres.

Enquanto isso o poder oculto do mundo, aquele que você não vê, continua sua insana luta pelo domínio das massas, insuflando a contra cultura religiosa, e, mantendo a grande maioria dos seres sob rédea curta ou em falsa liberdade mental, pois o domínio pode ser efetivado por mais de uma forma de vilania.

Paz e luz a todos, que nossas reflexões nos protejam do caminho escolhido pela nossa sociedade, a falta de medo e de outras virtudes que embaçam a nossa obrigatória evolução.
Aratanan

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Passarim cantô no nim.






E aê vovô!
Como vai vosmicê?
- Mior do que ontem fio amigo, aquelas dô nas junta, cada dia mais trabaioza, mas com a dignade de Deus vamu caminhando em favô de nois mesmo.

É vovô, fico pensando no tempo, imaginando quando o senhor era novo, nas suas vivencias, seus planos, alegrias e esperanças. Valeu à pena vovô querido?
- Craro mizifio, esse nego que vus fala, nasceu na senzala, que nem Passarim em nim fechado. Já nasci preso na gaiola, que nem o azulão que o sinhozinho cria anos. Quem num pode cum mandinga* não carrega patuá, se Deus quis anssim, mio deixá do jeito que tá.

Mas o senhor nunca pensou em liberdade, em sair da vida difícil que o senhor já havia experimentado desde o nascimento?
- Prá simplificá mizifio, vou cunta pro cê, uma pequena historinha. A historinha de um Passarim que nasceu dentro de um nim fechado, que suncês chama de gaiola. Acustumado a beber água boa e com cumida farta todos os dia, o bichim ia que nem boi nu pastu. Conduidu de dó, o dono dele quis fazê um binificio pu pobri du bichim e numa bela manhã de dumingo sortô o danado que saiu vuando, vuando e vuandu que não parava mais. Quandu chegô dinoiti, o bichim pousou numa arvori e ficou lá alto paradim qui nem uma istátua. Coitadu num tava custamado com tanta nuvidade. O tempu foi passandu e o passarim foi levando sua vidinha modesta, lutando contra as difircuidade e pensô no tempo que havia parsado sozinho no matu e arresorvel vortá pro nim. Lá chegando, quando seu dono viu o bichim, viu que ele tava magrim, meio dispenado e com dó do bichim vorto com ele pra gaiola. No ortro dia, bem cedo o dono foi cuidar du bichim e deparou com ele quase morto. Num disispero e num tentar acurdi, o dono moiô a cabeça du bichim e ele bem mólim deu seu ultimo suspiro e ultimo canto, oio o dono nos ói e morreu. Eta coisa linda, o Passarim cantô nu nim.

Me desculpe vovô, mas não entendi bem a moral desta história?
- Deixa qui eu explico, mizifio! Deus tem um projetu pra cada um de nóis, num importa o que você faça di sua vida, mas o projeto vai ter qui ser cumpridu. Pur mais que suncê voe pu mundo ao fora, vai ter que vortá um dia pra fonte di ondi suncê saiu. Nós tudu vem du céu e é pra lá que nóis vai vortá, nascer na senzala ou na gaiola, pôca diferença faiz na nossa vida, pois obrigatoriamente nóis vai têr que cantar pra subi. Morar da istória, o corpo vai embora u qui fica é a lembrança, as veiz até do nosso “canto”.

Ao querido Pai Arruda e suas histórias fantásticas.

* Mandinga no Brasil Colonial era a designação de um grupo étnico de origem africana, praticante do islamismo, possuidor do hábito de carregar junto ao peito, pendurado em um cordão, pequeno pedaço de couro com inscrições de trechos do Alcorão, que negros de outras etnias denominavam patuá. Depois de feita a inscrição, o couro era dobrado e fechado costurando-se uma borda na outra.


Por serem mais instruídos que outros grupos e conhecerem a escrita, eram geralmente escolhidos para exercer funções de confiança, dentre elas a de capitão do mato. Costumavam usar turbantes, sob os quais normalmente mantinham seus cabelos espichados. Diversos negros de outras etnias, quando fugiam, também espichavam o cabelo e usavam o patuá em um cordão junto ao peito, porém sem as inscrições, para tentar disfarçar o fato de não serem livres. Mas os mandinga tinham o costume de se reconhecer mutuamente recitando trechos do Alcorão uns para os outros. Caso o negro interpelado não recitasse o trecho correto, o capitão do mato de etnia mandinga, capturaria o fugitivo imediatamente. Outras etnias viam, nessa mútua identificação, alguma espécie de magia, e muitas vezes atribuíam ao patuá poderes extraordinários, que permitiam ao mandinga identificar os fugitivos.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Origens da Umbanda





Prezados Umbandistas da atualidade, não estamos fazendo nada de novo neste nosso universo chamado de Umbanda. Repetimos de forma constante as atividades espirituais que nos foram passadas em eras já perdidas pela poeira dos tempos. Nossa raça já esteve no auge de sua evolução, por motivos que desconhecemos, espíritos ultra-elevadas que outrora habitaram este planeta, tiveram que continuar suas caminhadas evolutivas em outros orbes.

Por consequência, nosso planeta teve que receber outros espíritos que em processo de evolução se capacitaram a habitar nossa querida mãe terra. Sendo que no auge de nossa caminhada evolutiva, praticávamos duas espécies de cultos ao sagrado, o culto ao sol, acreditando apenas na masculinidade da energia criadora, também chamados de cultos solares (Dorismo). E nesta mesma época os cultos de adoração à energia feminina da fonte criadora, os cultos lunares (Ionismo). Sendo que por características subjetivas, à época, tais cultos e suas respectivas manifestações se repeliam em ideais, liturgias e boa convivência pessoal (Cisma de Irshu).

Dizer qual destas manifestações estava com a razão, além de precipitação é uma atitude meramente ansiosa e desvinculada de bom senso, até mesmo porque, sempre orientamos aos que nos procuram a buscar o caminho do meio. Nem mais, nem menos de preferência igual. Por conseqüências óbvias, recebemos por herança estas duas formas de devoção ao sagrado, os princípios solares e lunares, ou melhor, as manifestações masculinas e passivas, ou quiçá, ativas e negativas da fonte criadora, a qual é pela grande maioria de seres, chamada de Deus.

Pois bem, acreditamos que tais resoluções de posicionamento, nos deram uma herança espiritual que permanece há muitos milhares de séculos, ou seja, sempre estamos adorando ou devotando a magnitude ativa e/ou negativa da essência da criação. Independente da religião que apresentarmos em exteriorização, estaremos sempre manifestando esta herança energética.

Inclusive, penso que os vários rituais de umbanda, em seu modo, forma, alegorias, imprecações e celeumas à parte, significam apenas nosso modo de manifestar esta herança, a qual nos faz perceber e sentir Deus da forma que conseguimos. Pense, inclusive, que religião é apenas uma manifestação exteriorizada dos nossos sentidos, não uma introjeção pessoal da percepção do que é sagrado. Por isso, que independente de onde estivermos no planeta, seja no pólo sul ou pólo norte, o que é sagrado vai estar presente independentemente de nosso credo religioso.

Tal assertiva tira a fantasia de que sem religião, ou evangelho, ou que for não existe salvação. Vez que o que é sagrado não se encarcera na visão turva e cheia de religionismo dos seres humanos. Assim, o esquimó que cultua o sol, o índio que cultua a lua e o ateu que não cultua nada, estão e sempre estarão, sob a mesma influência da manifestação do sagrado, através da sua atividade e/ou passividade de própria existência. Vivemos uma tradução turva do passado e somos escravizados por idéias antigas de um fenômeno simples e real, ou seja, a manifestação do sagrado pela sua atividade, neutralidade e passividade.

Mortos de fome pela salvação, nos alimentamos de pseudo elucidadores das palavras que vem ao coração pelo caminho místico. Vivemos em profunda crise de identidade, seja ela social, moral, religiosa e outras. Minhas posições e verdades me impõem um ritmo de diferenças, não aceito o outro em suas posições e nunca conseguimos conversar sobre nada, pois o que penso, por ser diferente do outro me inabilita frente a crenças que se modificam de forma contínua e permanente. Lembre-se, que muitos homens forma mortos por afirmar que a terra é redonda, e, hoje tal assertiva não pode ser contrariada, pois e tornou uma crença comum, até o dia que nos for provado que ela, talvez, seja ovalada.

O próprio fenômeno espiritual que explicamos com sensionalismo, aos poucos vai perdendo as características de sobrenatural, para um caminho de naturalidade a medida que as pessoas vão se informando e perdendo o receio de se instruírem em favor de suas essências, a quais são também fenômenos de cunho puramente científico. E para finalizar, tirando as aberrações de alguns ritos que existem por ai, junto às manifestações de Umbanda que tudo abarca, estamos repetindo pura e tão somente os ritos solares e lunares que se perdem nas idas dos tempos. Todo e qualquer ser que se permite a sabedoria, não cria obstáculos ao novo, vive e experimenta as coisas numa sensação de puro êxtase pela simples existência e capacidade de interagir com as propostas cármicas que lhe são apresentadas.

Aratanan – Estamos fazendo o mais do mesmo

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sexo e Umbanda






Sexo em sua leitura conceitual – A palavra “sexo” (do Latim secare: cortar, dividir) originalmente refere-se a nada mais do que a divisão da raça humana em dois grupos: fêmeas e machos. Todos os indivíduos pertencem a um destes dois grupos, i.e. a um dos dois sexos. Um indivíduo é fêmea ou macho. Contudo, numa inspeção mais detalhada, o assunto não é assim tão simples. Em alguns casos pode ser extremamente difícil determinar se um indivíduo em particular é do sexo feminino ou masculino, haja vista intervenções genéticas que ditam ordens diversas de manifestação da sexualidade. Por outro norte, acreditamos inclusive, no caráter espiritual das manifestações sexuais, vez que a identidade sexual de cada um se expressa não no corpo físico que possui, mas no corpo espiritual que. Por outro lado, o ato ligado às práticas sexuais recebe também o nome de sexo, sendo que a atividade sexual tem por base compensações da libido com efeitos físicos, astrais e mentais.

Sexo na religião de Umbanda – Tirando os tabus que ainda existem e que não nos cabe o julgamento, a manifestação sexual na Umbanda é por vezes uma salada de desencontros, com leituras precipitadas e perigosas. Ressalvamos os atos positivos que se consubstanciam de forma respeitosa, onde várias famílias foram constituídas e ainda são dentro das várias formas e modo de se viver a Umbanda, mas como toda banda que se preza tem seu lado podre ....

Esta semana inclusive, fomos testemunha de dois casos que nos foram contados por irmãos que exercem o sacerdócio umbandista há anos. Basicamente e como não poderiam ser diferentes, nos dois casos os médiuns utilizaram as figuras da Pomba-giras para “acalientar” seus leitos domésticos e como já era de esperar, se deram muito mal nas duas empreitadas de que fomos ouvinte. Mal mesmo.

Há anos estamos divulgando e brigando para informar basicamente que a Pomba-gira não é puta, prostituta mulher de programa, vadia, baixo nível e etc (temos muito respeito pelas prostitutas, até mesmo porque, respeitamos muito a figura da mulher e suas características pessoais). Tais substantivos são utilizados apenas para denegrir e em alguns casos para vender a falta de vergonha na cara que alguns médiuns estabeleceram como bandeira de trabalho. È de doer, saber que muitos pseudo médiuns se arvoram na figura das SENHORITAS POMBAS-GIRAS, apenas para fomentar a sua sede sexual destemperada e muito das vezes desequilibradas.

Já basta a o sexo gratuito e sem vergonha que encontramos na web e na televisão, bem como o despautério em que vivem muitas crianças e jovens espalhadas por este país a fora. Alimentar a figura de um espírito como o das pombas-gira com uma série de características que não lhe pertencem, apenas pela conotação sexual, que alguns KIUMBAS (Espíritos Renitentes), vem impondo à consciência dos menos afortunados mentalmente, o que é uma grande desgraça, diga-se de passagem.

Por isso médiuns, cuidado, pois se em suas vidas profanas, alto é o perigo das ciladas sexuais, as quais existem por ai a torto e a direita e que andam desgraçando a vida de muitas famílias. Claro é o perigo, e, neste caso não excluo ninguém, de que você um dia possa se encontrar fomentando a mentira, o animismo vicioso, o fetichismo desvairado apenas para alimentar a sua sanha sexual desequilibrada. Pense nas desgraças que tal atitude traz para as pessoas que passam por suas mãos e o risco que você corre ao assumir estes desmandos, muito das vezes até por obra de um “bom” obsessor que lhe comanda a vontade.

Sexo é bom quando a pessoas são boas, perversão não é sexo, é desequilíbrio necessitando de reforma. Para finalizar, nos dois casos que escutei: primeiro da Pomba-gira (médium) que falava francês e que tinha um cambono próprio e particular, segundo da Pomba-gira (médium) que entrou numa de seduzir todo mundo no terreiro e que teve que mudar de cidade para ser morta, fica a nossa reiterada ressalva.

Respeite-se!!!!

Aratanan – E tenha vergonha na cara!!!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Iniciação e Mestrado na Umbanda - Eterno Conflito!




Não temos a capacidade de ser tão profundo em análises que desmistificam e trazem luz aos corações alinhados com as crenças permitidas pelo nosso grande mestre criador. Sempre especulamos e vendemos as nossas verdades, pois sempre fomos instruídos a aceitar partes de nossas vidas como uma forma de verdade inabalável e imutável. Neste ínterim temos que nos posicionar a favor ou contra alguma coisa, seja um pensamento, atitude e às vezes até contra os nossos próprios irmãos - Simplesmente por que temos verdades.

“Só pode ser mestre aquele que se sustenta” – Pois só pode dar e receber quem de alguma forma se preparou para isso. Neste caso o cadinho forjado pelo sabor das vivências reencarnatórias, molda a personalidade e também as verdades de cada um. O mundo, inclusive está cheio de verdades, deve ser por isso que temos uma diversidade de gostos, posições, religiões, posturas, embates e desarmonias, vez que nos portamos dentro do que chamamos grau consciencional presente.

Se sustentar é o mesmo que se habilitar de forma justa, sem vicissitudes de qualquer efeito, doando e recebendo de forma generosa, tendo como pagamento apenas a certeza de que o caminho é longo e árduo.

Pois, se agirmos de forma diferente, atrairemos apenas os podres poderes. Aqueles que carregamos dentro de nossa essência e que no silêncio de nossa desdita nos fazem falsos com nós mesmos e com todos aqueles que nos atravessam a caminhada. É o egoísmo e a vaidade que habitaram o coração do primeiro homem e que por herança genética, habita ainda nossos instintos e busca pelo prazer.

Todos os vaidosos e orgulhosos são sustentados. É o famoso narcisismo que em busca de trocas esconde as verdadeiras intenções pessoais que habitam a alma de todos os pobres espíritos que habitam o universo. A sensação desta classe de irmãos é a de que o sustento obtido de forma maledicente vai embasar a falta de caráter das ações que serão implementadas em desfavor das coletividades que atravessarem suas falsas caminhadas.

Tais características são a expressão dos três aspectos da iniciação (mental, astral e físico), onde o não iniciar ou estagnar, fomenta os antônimos desta grande verdade essencial. Todos podem, mas nem todos conseguem mesmo que artifícios firmados em conluios e leis de salva os encham de dijinas e fabulosos bordados nas blusas. A verdadeira magia está firmada na capacidade de se interiorizar (isto não é uma verdade, apenas uma crença), é o INRI dos magos, o fazer nascer de novo, a morte pelo fogo do homem velho. Não o que é velho e físico, mas sim, o velho essencial, seja ainda mental e/ou astral.

E para finalizar, se nada for feito em tempo hábil em curto espaço de tempo, teremos apenas espaças lembranças de nossas buscas e compromissos espirituais, mortos de fome pelo espírito, caminharemos para um aniquilamento da mente, voltando o homem a sua essência instintiva e ao término de um projeto, que por nossa culpa, não deu certo.

Iniciar é nascer de novo. Mestre é todo aquele que é dono do seu destino.

Aratanan

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Preconceito ou pré-concepção na Umbanda?





A pré-concepção é a idéia estabelecida de forma antecipada, sem que experimentemos, mesmo que no campo mental uma vivência, fato ou ato. Já o preconceito é a exteriorização daquilo que vivenciamos ou já experimentamos, seja também um fato, ato ou vivência que em determinado momento passou por nossas vidas.

Para desarticularmos estas mazelas, as quais são do mesmo teor e forma de entendimento, pois as variações conceituais são mínimas, devemos deixar de ser Deus em vários momentos de nossas vidas. Precisamos urgentemente deixar de dar uma sentença final em relação as coisas que vivenciamos, parece que somos os donos da verdade e deixamos de analisar os fatos na medida certa em que merecem ser analisados.

Somos o refluxo de nossas idiotices, tratamos mal as crianças, as mulheres e os velhos, tudo isso para os marmanjos de plantão. A identidade do outro é o norte para nossos posicionamentos mais mesquinhos. Temos uma curiosidade em saber se fulano é isso, aquilo e etc, pois nosso egoísmo e falta de altruísmo nos impele ao cego julgamento alheio.

Nossas crianças são tratadas como bichinhos de estimação, isto quando nascem em lares privilegiados, pois os menos afortunados são tratados como parasitas de vida obrigatória e tem que lutar pela sobrevivência de cada dia. No caso dos velhos, como se não fossemos ficar velhos um dia, nossa percepção das coisas beira a acefalia mental, pois esquecemos e fazemos com os outros, o que obrigatoriamente será feito com nós. Lembre-se das campanhas em favor dos idosos e das crianças, precisamos ser lembrados que eles existem através da mídia, devido o nosso tribadismo em relação a eles.

E quando falamos das mulheres a coisa piora, parece que nossas irmãs são a manifestação apenas da sexualidade e da repressão via boca surda que lhes são impostas. Para nós os idiotas de testículos tudo, para elas nada. Pense nas guerras, na falta de amor cósmico, nos regionalismos, nas posições arbitrárias que em grande maioria foram tomadas pelo mundo. Escusas a parte, penso que 98% dos disparates espalhados contra a coletividade no mundo, foram praticados por nós - os homens.

As mulheres em sua maioria vivem outra realidade energética, elas trazem à luz um ser vivente, dão equilíbrio para energia ativa e complementam os atos de vivência em favor da prole e da família (hoje muita coisa esta mudada). Quantas bocas foram caladas por este mundo a fora, em razão de um falso e portentoso discurso machista. E quando a situação desemboca para a liderança em terreiros ou demais cultos religiosos, ai que a coisa descamba de vez.

Nossos complexos edipianos e nossos desejos inconfessáveis fazem da mulher, líder de terreiro, uma submissa e muito das vezes até uma incapaz. Parece que a verdade existe apenas em favor do homem e que Deus tem gênero manifesto como se fosse um ser limitado e atrasado no espaço tempo em que vivemos.



Coitados é o que somos, e, que as mulheres de nossas vidas tenham pena de nós.

Enquanto isso, vamos vivendo nossos preconceitos, sejam eles raciais, sociais, de gênero, etc. E o que conhecemos como mundo, continua em sua desmedida manutenção de nossa espécie sob a alcunha de que dias melhores virão.

Aratanan

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ser ou Estar Umbandista!





O pior inimigo da Umbanda é o Umbandista. Quanto melindre, desamor, vaidade, status, mentira, safadeza e especulação sobre a fé que anima nossas vivências. Por outro lado um dos grandes inimigos de nossa sagrada Mãe Umbanda esta na figura falida do que podemos chamar de Umbandistas frustrados. Estes são um perigo medonho, pois nas suas tentativas de troca, permissividade, bajulação e etc, quebraram a cara quando encontraram um igual e vivem de exprobrar e ridicularizar a todos aqueles que de uma forma ou outra passaram em suas tão apegadas vidas.

Que o mundo está de mal para pior, isso nós sabemos, mas lutar para que ele permaneça nestas condições é falta de bom senso coletivo e configuração extrema de vaidade puramente subjetiva. Na Psicanálise encontramos um ato psicanalítico chamado “Totem e Tabu”, onde a grosso modo, o filho por disputa tenta eliminar o Pai para ter a supremacia do poder social e sente culpa por pensar e muito das vezes agir de forma inconsciente em favor desta disputa.

Deve ser por isso que em nosso meio existe tanto Pai, Mãe, Ex-pai, Ex-mãe, Avô, Avó que se quer conhecemos, mas por reflexão sentimos culpa por não termos se quer chegado a barra de suas atividades e atitudes coletivas. Veja, Inclusive, que estou falando apenas dos conhecidos, imagine você, a quantidade de irmãos que permearam suas vidas em favor da Umbanda e se quer foram conhecidos.

Falando nisso, penso que os conhecidos devem e vão dever sempre a coletividade pela oportunidade que estão tendo e que não estão aproveitando. Quem somos nós para julgar atos alheios, mas infelizmente o vil metal e as fantasias mentais, diga-se loucura, estão arrebentando com a manifestação de nossa querida religião.

Em síntese, uns amam, outros apedrejam, outros exploram e a grande maioria faz da Umbanda um gládio de manifestações funestas, pessoais e revanchistas e os Orixás .......???

Ainda bem que eles estão bem longe, pois a vergonha é muito grande frente a nossa pequenez consciencional diante é claro de tanta luz e paz que está nos sendo oferecida.

Aratanan – Ainda Bem que o mesmo pau que bate em Pedro, bate em Paulo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A Verdadeira Religiosidade de Umbanda Liberta.





A verdade é uma dádiva. Só têm acesso a sua manifestação aqueles que são capazes de enxergar com os bons olhos da alma e não com os olhos da vida e até mesmo com os olhos de suas limitadas esperanças. Quando digo que a verdade se manifesta, faço apenas uma ressalva, que ao se manifestar ela não se apresenta em sua totalidade, pois nossos olhos ainda embaçados pela luxúria, mesquinhez e falta de caridade pessoal não nos permitem um só décimo ou bocado deste evento que chamamos de - verdade.

Nossas expectativas são muito frágeis e nossas verdades (estas de caráter moral e essencial) se decompõem frente a qualquer facho de luz que venha ser colocada em confronto com o que defendemos como sua manifestação. Nossas certezas se evaporam quando aqueles com quem nos alinhamos se fragilizam, pois por questões reflexivas vamos sofrer os mesmos embates e desatinos dos que nos antecederam. Deve ser por isso que algumas pessoas estão sempre se contradizendo, falam, propagam e vendem idéias que depois eles mesmos não sustentam. Chamo isso de “animismo vicioso”, onde a alma fala de forma desarmônica e impõe falsas crenças que desestabilizam o meio e os locais de manifestação do ser neste estado de vício.

Por isso defendemos a Umbanda que liberta, seja ela de escola for, mas sua manifestação precisa se livrar das fantasias, fetiches e animismos viciosos que apenas atrasam a nossa caminhada evolutiva. Espiritualmente ainda estamos na idade das cavernas, nossos limites territoriais, econômicos e sociais nos mostram que o domínio das massas sem a aplicação de crenças de emprego coletivo está nos levando à falência institucional moderna.

Nós os Umbandistas, devemos abdicar do que entendemos por verdades e mostrar sem nenhuma vergonha que nossas crenças ou análises das verdades que nos foram apresentadas, é que precisam dar o tom da melodia de nossa evolução. Precisamos acabar rapidamente com o modismo e o conforto que a roupa branca nos concede e fazer vibrar nosso grito de irresignação com o que é propagado atualmente dentro de nossos terreiros. Chega de tanto proselitismo e invencionismos, a Umbanda clama por lucidez urgente. Pois verdades e crenças não podem ser confundidas e a medida do amor universal nos pesa na consciência, quando usamos a religião e não a religiosidade, que nos faz ser igual e definitivamente verdadeiros perante as leis naturais e espirituais que nos regem, para adotarmos posturas de cunho unicamente subjetivo e prejudicial.

Chega de invencionice! Chega de mau querer! Chega de mentiras! Chega de Falsidade!


Precisamos resgatar o bom Deus dentro de nossas consciências e fazer da religiosidade de Umbanda uma forma eficaz de melhoria dos nossos processos de evolução eterna.

Aratanan – Se vou mudar o mundo não sei, apenas tento!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Religião, religiosidade ou tábua de salvação?





Pense no primeiro homem que surgiu sobre a face da terra, se é que ele surgiu sozinho. Pense nos seus traumas vivências, crenças, pensamentos, doutrinas, modos e costumes. Pense na solidão e no desamparo de ter surgido neste planeta sem que lhes fossem ditas as suas reais origens e as bases de sua constituição. Pense na falta que este homem sentia do pai ou criador que deveria tê-lo gerado, ao invés de lançá-lo em um planeta sem lhe mostrar as raízes de sua origem.

Consegiu pensar?

Então se prepare para seguinte notícia: existe muito deste primeiro homem dentro de voce. Estas questões mal resolvidas habitam seu ser diuturnamente, temos ainda muito deste homem primitivo. Nossos instintos e verdades caminham de forma silenciosa dentro desta herança genética. Ainda caçamos, habitamos e temos relações sociais muito pareceidas com as relações deste primeiro homem. Fazemos a guerra, lutamos por comida, religião, conforto social e demais mazelas de nossa essência animal da mesma forma do exemplo que foi dado.
Somos fruto desta intrincada manipulação genética, realmente somos filhos das estrelas e viemos habitar este planeta na condição de escravos de nossos destinos e deliberadamente compromissados com nossa evolução que é meramente espiritual.

Para complementar pense no fato que durante muito tempo a ciência e a religião andaram de mãos dadas, elas eram uma só manifestação dos conhecimentos terrenos e espirituais. Com a separação foi criado um novo modelo de percepção das coisas, onde o que é espiritual não pode ser científico e vice versa. Quem perde com isso somos todos nós, pois a crença ou discrença nas realizações espirituais passa sempre pelo crivo da necessidade de comprovação fática.

No que se refere a religião, criou-se um sentimento de culpa em relação a suas verdades, pois a medida que os fatos religiosos não são aceitos pela ciência, o religioso se enveredou para uma situação de eterno culpado, sentindo-se desconfortável todas as vezes que sua fé é colocada a prova, ou quando não consegue provar os atos de suas crenças. Para os cristãos a imagem do cristo crucificado passou a ser a cruz de cada um, pois por pura manipulação dos fatos aquela imagem os impele a culpa pela crucificação do grande mestre.

Nós os umbandistas criamos uma situação reversa de culpa onde o não seguir uma base ou uma transmissão oral de um determinado culto ou linha nos traz a sensação de traição das coisas que nos foram passadas e pelos compromissos que assumimos em pretéritas passagens de nossas vidas. Tudo isso nos faz ver verdades que muito das vezes nem acreditamos nelas, mas por estarmos engessados nestes compromissos, nos comportamos, como verdadeiros cristãos, apenas para diminuir o sentimento de culpa e solidão que nos foi transmitida pelo primeiro homem que habitou este lindo planeta.

Iniciar é caminhar dentro do processo evolutivo, onde após vencermos os entraves da carne, fazemos nascer o homem espiritual disvinculado desta simbiose, ciente de sua eterna caminhada em favor de si e de todos os outros que merecem o seu amor.

Falar de amor é simples, praticá-lo é o grande grande problema de nossa humanidade.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Moral e Umbanda





Com todo nosso respeito aos irmãos de moral ilibada, mas nossa umbanda está doente e entrando no CTI de nossas inconsciências, por comportamentos doentios e tergiversivos praticados por parte de alguns pseudo/umbandistas.

Não sou tão velho e experiente para tal, mas convivi e convivo com pessoas que vivenciaram um mundo diferente do que vivemos hoje em dia. As pessoas tinham mais respeito uns pelos outros, a palavra firmada era cumprida, amizade e companheirismos eram virtudes e o fio do bigode valia mais do que qualquer papel assinado.

As pessoas tinham vergonha na cara, malandro ganhava a vida na esperteza. Bandido era bandido, polícia era polícia e ninguém se confundia neste assunto.

Hoje em nosso meio os papéis estão invertidos, o certo é ser mau caráter e fingir que tudo está certo e azar de quem não se enquadrar na receita do bolo amargo que virou o movimento de Umbanda. Se não tomarmos cuidado, daqui a um tempo vamos ter mais inimigos dentro da umbanda do que fora dela. A vigarice é geral, criam-se escravos do santo rebolado a todo o momento. A Umbanda virou um lugar de loucos de toda espécie e gênero, nunca vi tanta invenção e tantas palavras jogadas ao Léo.

Espírito para baixar em terreiro, hoje em dia, com as ressalvas de sempre, tem que tomar Sonrisal e bicarbonato, a maré tá cheia de água viva, e, que vivacidade tem estas “águas vivas”. Tem irmão por ai que levantou a bandeira da molecagem e vive sugando, para não dizer, chupando a vida e energia dos outros. Do jeito que está a coisa, daqui a pouco o negócio vai virar firma ou mercado do esculacho:

“ - Vai ai freguês, joguinho de búzios R$ 70,00 (setenta reais), demanda na esquina 20 real, velinha para firmar a banda, 50 real, na defumação o preço varia, mas nois faiz e bem feito, matar, ressuscitar, quebrar é com nóis mesmos. Etc ....”.
E no final, cadê a moral? Ou melhor o que isso significa, mesmo? Caráter nem pensar e quem paga o preço somos todos nós e nossa inocência espiritual.

Aratanan – que dureza!!! Me dá um Sonrisal por favor.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Se meu burro falasse!




Sempre que posso faço dois exercícios, um deles consiste em me desligar de todo universo afeto a Umbanda. Onde fico dias sem ler, escrever, pesquisar, ver ou me ater a atos externos praticados em favor ou contra a Umbanda. Chamo tal ato de oitiva da voz coletiva, ou melhor, é um momento em que passo a ouvir o coletivo, através de um ato de silêncio.

Bem, sendo este um problema que é da minha única e exclusiva conta, tomo a liberdade de mostrar a você que é tão humano quanto eu, que existem muitas formas de tirarmos as vendas que nos atrapalham a visão. Assim, descrevo a segunda forma de exercício ligado a Umbanda que praticamos, a qual chamo de exercício de auto análise ou de crítica construtiva. Em que pese a possibilidade de desequilíbrio entre o inconsciente e o consciente que sempre surgem com resultado, no final a concretização de tal ato é por vezes muito gratificante.

Começamos pensando nos benefícios que a religião de Umbanda e sua religiosidade têm trazido para humanidade. Depois pensamos nos benefícios que a religião de Umbanda tem trazido para o ser humano. Após analisamos os benefícios para o nosso país, depois para a nossa cidade, nosso bairro, nossa casa, nossa família e finalmente para nós mesmos, nos permitimos uma crítica. A qual tem lugar após estas primeiras análises, onde colocamos sobre crítica a importância da Umbanda para as pessoas de credo diferente dos nossos. Fazemos também uma crítica das sociedades cuja base religiosa possui uma diversidade das coisas que aparentemente são diferentes das que cultuamos na Umbanda, vamos ainda analisando os povos espalhados pelo mundo, nações terrenas e até mesmo extraterrenas.

Confessamos que após anos de análise profícua sobre a religião e a religiosidade de Umbanda, afirmamos categoricamente que somos muito inocentes e presos a forma. Nossa forma de leitura, inclusive a minha, é muito limitada. Analisamos as coisas de forma muito medíocre e apegada, por isso sofremos tanto.

Acreditamos, sem sombra de dúvidas, que o simples fato de darmos nome a nossa manifestação do sagrado já limita seu poder natural de manifestação. Criamos barreiras e falamos uma linguagem ininteligível aos nossos corações e cercamos de mimos um projeto que busca muito mais do que nossas limitadas intenções e capacidade de perceber e entender o sagrado.

Roupa branca, preta, vermelha, azul ... colares, miçangas, velas, bichos, atabaques, comidas, gritos, berros, macumbas, feitiços, magias mortas e vivas, garfos e facas, roças, terreiros, choupanas, farofas, sinais, pontos, pólvoras, velas, flores, cachaça, dendê, pimenta, cantigas, cantos e etc. Nada disso é Umbanda e ao mesmo tempo deixa de ser sua manifestação, pois muito mais que objetal, a Umbanda é uma intrincada manifestação de abarcamento e filosofia de vida. Ela avança sobre o fetichismo e espera pura e imutável pela nossa presença e vontade de mudar o nosso destino. Umbanda é vida, ela, graças ao grande espírito, não encarcera ou escraviza. Suas várias faces se adaptam a busca de cada ser, mas ela continua imaculada e bela, sem perder-se pela vontade e vaidade de cada um dos atrasados seres que se alimentam em suas sagradas fontes de conhecimento.

Para finalizar ainda existe uma última análise. Esta é feita no interior de cada ser, ela sem nenhum vício de resistência, analisa as nossas burradas, ou melhor, nossos atos de inconseqüência e ignorância. Nesta hora devemos ouvir o burro que existe dentro de cada um de nós. Dói um pouco, mas este burro precisa falar e quando um burro fala o outro abaixa a orelha. Devemos nos posicionar com um mínimo de dignidade e afastar as fontes de erro que nos fazem sofrer tanto. Deixe seu burro falar, para depois você não se arrepender de não ter deixado que o mesmo azurrasse por sua necessária mudança.

Aratanan – Ouça o burro que existe em voce, não seja ele!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Parasitas!





Xô parasitas!

Vivenciando este nosso mundinho, o qual se resume a sexo, poder e violência, tivemos ontem acesso ao programa Tabu da TV fechada NatGeo – reportagem sobre as curas espirituais e os confrontos com a medicina moderna.

Ficamos perplexos com a intenção esdrúxula de se mostrar até mesmo de forma pejorativa, rituais macabros e desmedidos de bom senso. Sangue, ignorância, animismo e fetichismo a grosso modo foram as intervenções mostradas pelo canal de TV, como se tudo aquilo fosse uma quebra de tabu.

Se algum leigo estivesse vendo o programa ou até um oportunista, tais imagens seriam motivo de terror e até mesmo de preconceito religioso pelo que foi vinculado. Médiuns incorporando irmãos atrasados em sua evolução espiritual praticando rituais regados a sangue, álcool, bebidas e outras guloseimas infernais ( e quando digo regado, leia-se encharcado).

Os processos mostrados além de grosseiros demonstram uma visão deturpada das várias possibilidades de cura espirituais, mostrando bizarrices em prol dos espiritualistas e um “mote” disfarçado em favor dos protestantes como uma maneira mais simples de se afastar os demônios através de rituais de exorcismos mais simples e sutis (sabemos que os povos de origem Inglesa são em sua maioria protestantes).

Confesso que fiquei deveras impressionado com a forma de exibição do tema, mas por outro lado, pude perceber o grau de atraso que nossa humanidade se encontra e o como somos presas fáceis dos interesses espirituais obscuros e trevosos.

Parece que um instinto de ignorância se apodera da grande maioria dos intitulados espiritualistas e por invigilância e vaidade acabamos com a pecha de mal resolvidos e conservadores de torpezas espirituais.

Também com tanto aventureiro em nosso meio, não poderia ser diferente a visão das pessoas sobre os ritos espirituais que são praticados pelo mundo. Precisamos criar em caráter de urgência um modo operante de desmistificar e abrir a maioria das coisas tidas como sagradas para que algumas cabeças pensantes retirem o véu da ignorância de suas mentes e possam através de processos críticos, verem as religiões espiritualistas de forma menos agressiva e tosca.

Precisamos ter urgentemente vergonha na cara e parar de enrolar e adiar esta necessidade de mudanças, pois a prisão atávica e fetichista tem maculado e escravizado várias pobres mentes por este mundo a fora.

De resto fica a nossa irresignação e vergonha, principalmente de nós espiritualistas ou coisa que valha, frente à incapacidade e a não generosidade de esclarecer as consciências menos privilegiadas.

Aratanan – Fazemos a nossa parte! Faça a sua, se esclareça e esclareça sempre!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Nadando contra a corrente!




Tem dias que não dá vontade de se levantar da cama. Tem-se a impressão de que estamos nadando contra a corrente, ou melhor, parece que nada dá certo. Tudo que se empreende ou se faz parece vir de encontro com as nossas intenções. Uns dizem que irmãos ligados a nós por laços de inimizade fazem de tudo para nos pegarem em determinados dias em que nossa força de repulsão e proteção estão mais fracas.

Outros dizem que nossas vivências e realizações sociais nos trazem uma carga negativa que mina as nossas atividades, sejam elas espirituais, físicas e etc.

Nestas situações o que fazer? Sentar e chorar? Não se levantar da cama e dizer que o mundo não presta? Acredito que nenhuma das opções é a mais indicada, penso que precisamos refletir sobre todos os sinais que recebemos em momentos ímpares de nossas vidas. O bem e o mal são apenas fruto de nosso posicionamento frente às coisas.

Se plantarmos boas sementes, sempre vamos colher bons frutos, não existe colheita diferente da intenção do plantio. Inimigos, energias, ruins, maus presságios, olho gordo, feitiço e outras porcarias, só terão efeito se por algum motivo estivermos ligados de forma mental, astral ou física a este tipo de energia. Nosso passo e nossa caminhada dão o tom da melodia, nada há que possa fazer desistir o insistente de uma bela empreitada, pois somos o que pensamos.

E tudo para confirmar que infelizmente o mal tomou conta das consciências, onde as pessoas preferem eleger o que é negativo como prioritário ao invés de optarem pelo caminho menos árduo e mais eficaz, ou seja, o caminho do bem. Bem que existe dentro de cada um de nós e deve ser resgatado como forma de dinâmica e aceleração interna de cada ser.

Pense nisso, o projeto cósmico de cada indivíduo está ligado diretamente a evolução subjetiva de cada ser, com reflexo na caminhada coletiva que por hora empreitamos. Se feliz é um estado de espírito, negue o mal e priorize o bem em sua vida. E tenha certeza que os bons frutos vão ser colhidos com certeza.

Prefiro a incerteza do tentar, a culpa da desistência prematura.

Aratanan – Deixe de ser coitado, ainda há tempo para uma nova caminhada.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Quando o carnaval passar!



Acabou o carnaval e com ele um tanto de repressões íntimas, as quais ficam guardadas no fundo de nossas limitadas manifestações. Muita bebida, sexo, comida, noites mal dormidas, drogas, brigas, acidentes nas estradas, viagens, gastos além de nossas limitações, um sem números de excessos para que tudo se encerre na quarta feira.

Enquanto isso nos bastidores da Nova República, os assaltos continuam, a pobreza é gritante, a corrupção é galopante, os desníveis sócias e educacionais são marcantes, a força política engessa a evolução do país, os interesses comerciais e bancários vilipendiam a boa fé e boa vontade do povo brasileiro.

Daí a nossa posição em relação ao carnaval – Acreditamos que o carnaval acontece todos os dias de nossa medíocre vida – estamos inseridos até o pescoço nesta eterna folia. Não conseguimos fazer muito pelas pessoas e se ultrapassamos o que elas merecem somos mal compreendidos. Nossa escola de samba chama-se amor (muito medíocre por sinal), nossa bateria chama-se vontade, nossos passistas, os trabalhos espirituais e sociais que desenvolvemos diuturnamente, tudo isso para acabar na nossa quarta feira de cinzas (desencarne).

Temos a impressão que as coisas se repetem e esta impressão ultrapassa o nosso sentir limitado em espaço tempo, esta impressão ultrapassa a barreira temporal e se fixa há milhares e milhares de anos, para se concluir continuamos a fazer o mais do mesmo, estamos sempre repetindo.

Para finalizar, seja bem vindo a realidade, pois as lutas continuam, as guerras continuam, a fome assola parte do mundo, os desníveis políticos, sociais, educacionais, culturais varrem o planeta, minhas contas pessoais enchem minhas gavetas e continuamos fazendo o velho papel que nos foi incutido na Roma antiga.

Ao povo, pão e circo!

Aratanan – Minha fantasia de carnaval sempre foi a de palhaço.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Bafo da Cobra!



O verdadeiro sábio, enxerga sabedoria em tudo e em todos!

Mestre Ramaryon


(Fábula)
 
A cobra queria se casar, mas tinha um bafo horrível. Então ela procurou a coruja que era mais velha e experiente e lhe contou sobre o problema. A coruja dona de uma sabedoria invulgar lhe disse:


- Olha dona cobra, penso que voce precisa melhorar a sua alimentação; voce precisa selecionar o que entra em sua boca, para que o que saia, saia de forma limpa e menos agressiva.

A cobra perplexa, pensou e disse de sopetão:

- Mudar já mais, já estou acostumada em comer os meus ratinhos, passarinhos, ovos e outras guloseimas que a floresta me fornece, não posso mudar meus hábitos de forma tão rápida, pois posso até me adoeçer.

A coruja como grande sabedora de que as mudanças radicais podem virar doença, disse:

- Realmente dona cobra, penso que voce esta com a razão, primeiro precisamos mudar a sua consciência sobre os alimentos, para aos poucos mudarmos a sua alimentação e afastarmos este bafo medonho.

A cobra que não estava lá para mudanças, deu de costas e partiu para o seu hábito de sempre, comer seus ratinhos, passarinhos e outras guloseimas mais propriciadas pela floresta.

O tempo passou e um fato interessante começou a preocupar a cobra, que além de não conseguir se casar, passou também a perder os dentes, os quais tanto lhe ajudavam a se alimentar. Não fosse isto a cobra começou a se reparar e viu que já não possuia a habilidade de antes, já não conseguia caçar tão bem como na juventude. Rastejou até perto de um riacho, olhou sua face no espelho d’água e viu que o tempo passou e que ela continuava com o mesmo bafo, além de sozinha, e, agora em situação que além de conflitante lhe era de certa forma extremamente perigosa. Neste interem, se lembrou da coruja e pensou em procurá-la. Começou a rastejar e percebeu que já o fazia com dificuldade. Pelo caminho, observou que a mata onde viveu toda uma vida já não era mais a mesma. Percebeu também, que os bichos tinham mudado muiro e só ela continuava com os mesmos costumes e desejos, desejos estes que agora não mais poderia realizar. Parou pelo caminho, viu uma pedra, pensou em subir em cima dela para ver o horizonte e o fez com muita dificuldade. Quando estava sobre a pedra e de repente, um gavião passou e em um só golpe matou a velha cobra, a qual lhe serviu de alimento junto com sua ninhada.


Conclusão
É irmão, a vida tem destas coisas, todos nós possuímos o nosso bafo. Uns querem melhorá-lo, outros não. Acabamos fazendo o que nossa consciência, nos permite, coisas boas e coisas ruins. Mas só o tempo pode nos mostrar a realidade, ou seja, o abandono do corpo físico. Desde que nacemos começamos a morrer, isto é uma verdade inabalável. Os dentes caem e nossa força não é mais a mesma. Por isso voce que ainda é jovem, não espere a morte chegar para que voce faça sua mudança de paradigmas. O desencarne pode ser o gavião, o qual vai-lhe mostrar que seu corpo é e sempre será útil na manutenção do universo, mesmo que seja para alimentar os vermes após a sua morte. Por isso, acorde enquanto é tempo, procure a sua coruja (sabedoria), mude o que entra por sua boca (consciência) e de aos outros um bafo mais refinado de sua consciência.

No mundo fazemos o papel da cobra, umas escutam as corujas (sabedoria), outras apenas as ignoram, mas o tempo acaba fazendo a seleção do que é bom ou ruim para o nosso destino de cobra. Nestes atos não temos direitos de intervenção, pois a lei é imutável e o tempo também. Acorde enquanto voce pode, não se esqueça que possuímos nosso karma pessoal e subjetivo, dele não podemos fugir. Deixe de se levar pelos outros e mude o seu destino enquanto é tampo, pois o grande gavião está sempre a nos espreitar e com certeza seu bafo vai ser muito difícil de ser retirado.

Aratanan – Gosto muito de Gavião, não sei porque, deve ser por isso que criei esta fábula para voce, irmãozinho de Umbanda que anda perdido por este mundo a fora.



 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fazendo Umbanda com felicidade!


Um dos grandes prazeres que tenho nesta vida é o de ser umbandista, digo um, porque a umbanda não nos encarcera, ao contrário, ela nos deixa livres para usufruirmos de outras alegrias deste mundo.

Aquele que não tomar cuidado pode ficar alienado e acabar alienando os outros. Vive como um escravo de suas próprias ilusões e depois culpa a Umbanda pela escravidão que impôs aos outros, tudo isso através de um processo de submissão, o qual tanto temos alertando nestes últimos meses.

Precisamos despertar o bom senso e ter coragem de alertarmos àqueles que conduzem grupos religiosos, de que existem outras formas de caridade pelo mundo. Temos família, filhos, trabalho, compromissos sociais e outros que precisam de nossa presença e resposta.

Tenho irmãos espalhados por este Brasil a fora, que vivem em ritmo de trabalho escravo para suas religiões e acabam parando com tudo (vida social, familiar, nem “sexar” mais os ditos cujos querem, pois se engabelaram para o lado ruim das religiões - a devoção cega, também chamada de fanatismo. Estão mortos e vivos ao mesmo tempo, não produzem mais nada. E quando tentamos lhes alertar a resposta é sempre a mesma: - Temos medo! – Nosso Pai de Santé nos disse que se tentarmos fazer diferente, vamos sofrer por vingança do plano espiritual e etc.

Não sabemos mais quem é o enganador e quem é o enganado, pois acreditar em maldade e vingança de espíritos ligados ao bem é o mesmo que acreditar que a divindade é ruim. Pensem bem nisso, será que a fonte criadora, que pode acabar com todo o mal do mundo, é escrava da vaidade individual de um espírito ligado ao que aventuramos a chamar de mal? Que caboclo, pai velho ou criança é esta que se alia ao bem e ao mal ao mesmo tempo? Que Pai de Santé é este que não forma iguais, mas forma escravos de suas mentiras pessoais e mitológicas?

A única explicação que encontro para isso é a incapacidade de muitos em não separarem “religião” de “religiosidade”, pois por incrível que pareça estas duas atribuições dos sentimentos humanos ligados à fé, possuem diferenças gritantes.

Viver para a espiritualidade vai muito além do filo religioso que abraçamos, para isso temos que fazer esta diferenciação. Pelo que tenho visto as religiões só servem apara seccionar e criar diferenças entre as pessoas. Todos se escondem atrás das religiões espalhadas pelo mundo para criar certa distância entre os pobres mortais de credo diferente.

É tanta religião e tanto líder que a máxima de sempre deve ser de novo verbejada: “Nas religiões parecemos tribos indígenas, só que temos muitos caciques e pajés para mandarem, e por outro lado, poucos índios que queiram receber ordens”! Por mais engraçado que pareça, estamos vivendo esta temática há séculos - “minha religião é boa e a dos outros não presta”.

Já na religiosidade, vivemos de forma menos equivocada, pois na religiosidade fazemos a nossa parte e respeitamos a do outro quando o assunto é religião. Afastamos a submissão e damos lugar à crítica com fins de afastarmos os equívocos, chamando a todos para uma reflexão sobre a capacidade de podermos caminhar um dia juntos.

Caminhar junto não é abrir mão do que pensamos; caminhar junto é exercermos a nossa religiosidade de forma individual, com respeito ao grau consciencional de cada um. Significa também o respeito à capacidade de cada um perceber e sentir o sagrado como forma de sua percepção individual.

Tudo isso não é mito ou utopia, estas posições e pensamentos são formas claras de bom respeito à base de nossas convicções - o sagrado. Sei que vai demorar, mas ainda vamos ver neste planeta o dia em que seremos uma só consciência de Deus. Vai demorar mais chega.

Enquanto isso, só nos resta alertar aos menos incautos para que renovem a sua fé, quebrando as correntes da submissão ideológica e religiosa que os espertalhões de outrora e sempre, tentam lhes impor sem a mínima pena ou dó!

Umbanda, melhor do que “estar” é “ser”!
Aratanan – Minha religiosidade é Deus.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Amor impossível!



Ressalvo os abnegados irmãos de meu convívio, bem como as pessoas sérias que conheci e conheço, graças a Deus!

Mas;

Todas as vezes que através do perjuro praticamos atos contrários ao amor (esse projeto de amor que possuímos de forma muito subjetiva) atentamos contra nós mesmos e contra as pessoas que são vítimas de nossas falácias.

Criticar é um direito, mas agir em confronto com o que falamos é um desvario irresponsável e de conseqüências terríveis. Pois emitimos mesmo que de forma superficial energias não salutares aos que são vítimas de nossas chamadas insidiosas.

Nesta minha caminhada pessoal eu já vi de tudo (pelo menos penso que sim), mas o que mais me incomodou neste pequeno trecho de vida, foi perceber como as pessoas são superficiais. Demonstram sentimentos oportunos e interesseiros, isso na maioria das vezes, com o intuito apenas de se fazerem atendidas nas suas mais baixas torpezas.

Várias foram às vezes que apostei nas pessoas, tive algumas decepções é claro, mas em nosso meio religioso, posso dizer que “deixei de ter verdades e passei a ter crenças”. Sempre que apostei na verdade de alguns irmãos umbandistas, abri mão das minhas verdades, e, por conseqüência, atentei em desfavor de mim mesmo.

E a ingratidão, meu Deus, a ingratidão ..... Este é o maior de todos os efeitos ocasionados pela incapacidade de amar que a maioria das pessoas possui. Seus efeitos são como a terra fofa que absorve e não repercute ou devolve. (...) – “Faça-me um agrado, mas não espere nada de mim, pois o mínimo que me for solicitado vou interpretar como permuta espiritual e isso eu não faço (para alguns – risos) – celebre frase da perfídia interesseira (...)l”.

Pobres desgraçados é o que somos, bebemos e comemos na mesma mesa e não conseguimos enxergar nem o que comemos, andamos pelas ruas e não enxergamos nem o que somos, vivemos em nossas casas e não convivemos com os que ali moram, somos seres espirituais e não entendemos nem o que significa o estado de ser de um espírito.

Refletir é uma boa solução, principalmente, quando vemos as dicotomias do ser humano. E na Umbanda, por incrível que pareça estas dicotomias são mais perceptíveis, pois precisamos deles – os guias espirituais – para que haja interação entre os dois planos. Por este motivo não conseguimos mentir ou enganar por muito tempo. Somos como a areia do deserto, onde o vento (plano espiritual) nos arruma da melhor forma possível, mas continuamos sem consistência (nossas atitudes e destemperanças), simplesmente por que não conseguimos ainda viver de forma concreta – amar.

Os guias espirituais são o enlevo de aferição entre o ser bom ou não ser, eles tem tolerância, mas não são submissos aos sofismas que praticamos em desfavor de nossos semelhantes!

“O mentiroso só existe, porque existem aqueles que acreditam nele”.

Aratanan