segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pombagira – Senhora das ilusões terrenas.


Tem alguns assuntos que nos cansam, principalmente o irremdiavel machismo que joga a pexa nas pombagiras de senhoras do puteiro, ou putas de sete homens – Santa ignorância (não é mesmo Battman!?).



Essa ignorância está enraizada no machismo que toma conta dos homens e mulheres, onde o que é feminino tende à tendência da submissão e escravidão de nosso insano preconceito (quando não preconcepção). Tenho uma regra subjetiva, não gosto de falar do que não sei, procuro me alinhar e estudar primeiro para depois dar o meu insignificante parecer.




Mas vamos lá, quem são as pombagiras de umbanda, primeiro que o significado da palavra “BOMBO” tem conotação morfosintética com tambor de formato ovalado, com volume e expressão de manifestação parecida com o útero feminino. E por consequência o termo “GIROUL” com os ciclos lunares e por consequência ao catamênio (menstruação).



A grosso modo o termo significa senhora do som lunar, ou senhora dos ciclos lunares. Tudo isso de forma simploria sem celeuma ou coisa que o baste. Quem conhece a base da doutrina umbandista sabe bem o significado da passividade na criação, entende que Deus se subdividiu em favor da criação e que seu lado passivo deu origem ao equilibrio de sua manifestação. Tudo isso no que se refere a manifestação em seu sentido abstrato, pois quando a energia “Deus” (“energia” usada de forma imprópria e usada apenas de forma figurativa para melhorar o entendiento do que é “inefável”) se manifestou na matéria, ele precisava deste princípio próprio, para gerar a vida (cosmogênese).



Como o homem precisa materializar as suas abstrações, necessário se tornou colocar a força feminina de Deus dentro de um contexto e a ai meus irmãos a coisa descambou de vez. Deus virou mulher (a Deusa) e mesmo ele insistindo que estes principios são um só, o tal do ser humano impôs a figura do lado feminino de Deus como uma coisa palpável (cisma de Irshu).



Daí para cá, coitada da mulher, sempre subjugada e as vezes menosprezada, pois entender que Deus possui os principios masculino e feminino em seu cerne, se transformou em uma desgraça para nossas mais sublimadas companheiras.



Mas querer o quê”!? Em um mundo em que basta um mínimo de holofotes para que a fama se apresente e o dito cujo ser taxado de gay, sapatão, viado, puta e coisas que o bastem, esperar o que de nossas sublimes ncomprensões sobre as senhoras da força passiva. Parece que ser gay, viado, puta e outras “cocitas más” é doença. Não se respeita o estágio em que as pessoas vivem, e por consequência, o grau conciencional de cada um. Parece que não, ou melhor, ao contrário, sempre nos portamos pelo que outro é, se é machão ou santinha está dentro do que nos habilitamos a chamar de “corretamente perfeito”. Mesmo que no calar da luz gostemos de um/uma homosexual ou putinha de nossas fantasia pessoais, mostramos a cara de corretamente perfeitos, vez que a sociedade aceita e sabe que somos grande filhos da puta, mas precisamos manter a aparência, não é mesmo!?



Continuando e aproveitanmdo a energia da senhora que me assiste, esclareço. Se o micro é cópia (imperfeita) do macro e se Deus manifestou seu lado passivo, também manifestamos esta passividade em nossas vidas cármicas. Nas várias vezes que aqui viemos (reencarnação) como mulher, como homosexuais, como machões inveterados, como seres indefinidos, e etc; vamos sempre manifestar a nossa tendência sexual consciêncional, nas várias oportunidades que aqui viermos como projeto de uma reencarnação perfeita.



E voltando ao foco de nossas “ejaculações mentais”, digo, pare de ser trouxa, Pombagira deve ser respeitada como a manifestação da passividade do criador e não como forma de nossos bizarros caprichos sexuais, sejam eles, homo/hetero ou coisa que o valha. Voce já pensou na hipótese de que há alguns anos você vai morrer (graças a Deus) e vai ter que encontrar com sua consciência. Que merda que vai ser em irmão!? Voce mortinho da silva e sua consciência gritando, perjuro, preconceituoso, infame, mentiroso, filho daquilo e de acolá? Vai ser um desespero só não é mesmo?



Então grave isso que vou lhe falar e de uma vez para todas, pare de fazer papel de ridiculo; Pomagira não é mulher de sete homens, ela representa a passividade de Deus no processo de criação, através dela, Deus se fez homem e carne, pois ele precivava se manifestar e é só isso. O fato dela existir no meio de seis Exús, e não sete, é devido a mifestação do imafesto no campo da matéria. Vê se pega esta jogada, Deus se dividiu em passivo e ativo e gerou um filho o ego, este ego precisava se manifestar na matéria (terra, fogo, água e ar). Daí o segredo da existência da Senhora do destino, ou melhor das senhoritas do destino.



Outra coisa, se voce é uma pessoa séria não tenha “vergonha” de incorporar através da mecânica de incorporação, a Srtª. que te assiste, ao contrário, não “evergonhe” a entidade com espalhafotosos atos animicos, festas de arromba, esprobações diversas, vassouras, caldeirões, vestidos de bruxa, vestidos de noiva, casamentos e outras loucuras mais. Pois é certo que estes espiritos, na sua maioria, vem da energia vibratória da Orixá Yemanjá e algumas outras já até reencarnaram e foram queimadas nas fogueiras da era das trevas (igreja católica e sua insana caça as bruxas), por isso firmamos nossa certeza que estas senhoras e senhoritas não estão atrás de sexo e outras “cocitas más”, apenas querem evoluir e fazer o ser humano também evoluir.



Para finalizar, os nomes. Puta que Par.... que nomes. Parece que toda pombagira tem que se chamar “Maria”, como se a mãe de Jesus fosse ícone para toda manifestação feminina. Uma dica, se o espírito se manifesta como Pombagira querendo homen e sacanazem, ponha os seus ouvidos de pé e as barbas de molho. Pode ser que o médium ou a médium (e isso acontece aos borbotões), estejam querendo tirar o “atraso” sexual e voce se não tomar cuidado vai entrar na lábia deles.



Enquanto isso, estas senhoras e senhoritas fazem o que podem, lutam diuturnamente pelo equilíbrio da energia passiva da raça humana, são confundidas com os “rabos de encruza” (espiritos que adoram se alimentar nas encruzilhadas de rua) que só querem sexo e sêmem, e mesmo assim seguram a onda, pois como dizia Jesus: “nenhuma das ovelas do aprisco de me pai, se perderão”. E enquanto isso.... aqui no reino do desconhecimento e das preconcepções, nós pobres mortais vamos caminhando, caminhando, caminhando e caminhando.



Umbandista se instrua – Umbandista burro – Umbanda fraca!



Aratanan – sob a inspiração da senhorita que por piedade o acompanha.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Perdendo a inocência patológica.


Somos enganados desde o nascimento, vivemos os sonhos e a desilusões de nossos pais e quando não os temos vivemos a ilusão do que nos cerca.

Somos orientados a competição, lutamnos diuturnamente contra tudo e contra todos e isso ocorre de forma ilusória. A sensação de ser o melhor ou mais bonito para o papai, mamãe, titio, vovó, vovô e etc é uma pexa que não conseguios sair dela.

O tempo passa e a competição começa com os nossos mais diletos responsáveis, se temos pais é com eles se não temos é com quem está ao nosso lado. Voces já viram aquelas crianças pirracentas que batem a cabeça no chão e coisa que o valha até conseguirem satisfazer as suas mais baixas vontades.

Tudo isso se enquadra na inocência patológica, vamos adiquirindo isso como passar dos anos, queremos carinho e nada mais. Se não formos agradados viramos cara e atacamos todos aqueles que de alguma forma não supriram as nossas expectativas mais orgulhosas.

Somos narcissitas e isso ninguém nos tira, vivemos em nosso mundinho enfadonho e cheio de fantasias, repito, queremos carinho e procuramos um pai. Se e ele for um grande feitiçeiro, mago ou coisa que o valha melhor ainda, pois teremos o poder dele vez que inconcientemente queremos ser ele.

Quando levamos estes pensamentos para o meio umbandista as coisas pioram, pois de forma indireta queremos ser o mestre, o feitiçeiro, o mago e outars coisas mais. Pequenos infortunados é o que somos, filhos sem pai e nem mãe.

Deve ser por isso que vemos tantos filhos decepcionados por ai, mas ter pai é o que interessa não é meso? Um sinalzinho na roupa, o cara desrespeitando o planeta, sua família e todo é o paga – foda-se o resto. Na realidade ele é o mestre e devemos a ele todo nosso respeito.

O pior é quando descobrimos que o mestre é feito de carne e osso, gosta de mulher (dos outros), de farra, de luxo e outras “cocitas más”. Que decepção hein amigos. Mas vale o preço, tenho que me iniciar e quero (inconcientemente) tomar o lugar do mestre. Isto aconteceu no passado e vai acontecer ainda por muito mais tempo.

E para finalizar, imagine o caso do metre querer ser nós mesmos. Vivemos em busca de um mestre, ele existe e seu nome e superego.

Fazer o quê minha gente?

Bom conselho é se libertar, pois o mestre aparece, e, aparece mesmo.
Se desejamos o bem é com ele que nos conectamos....

Mas existe uma lei universal chamada amor, nela o mestre apareçe quando o aprendiz está pronto e desta lei ninguém consgue sair. Não devemos pedir mestres antes de nos tornarmos mestres de nossos próprios destinos, tudo acontece na hora certa. Uma árvore vem da semente e assim será até que o criador queira diferente, não é mesmo?

Alguém sabe a fórmula da sabedoria? É claro que sabe, mas não dá de graça para nínguém e não adianta roubar-lhe o conhecimento, pois isto só é alcançado com o tempo (circulo de reencarnações). Deve ser por isso que vemos tanto sofrimento em nosso meio, pois na maioria das vezes queremos matar o mestre para tomar o seu lugar. Não sabemos esperar a nossa hora, não conhecemos os nossos limites e ......sofremos e nos decepcionamos.

Acredite em voce mesmo que o mestre surege em seu caminho!

Aratanan

domingo, 3 de outubro de 2010

Prá que mentir!


Uma das grandes expectativas que percebo nas giras de umbanda está relacionada a expectativa de que o plano espiritual nos agrade. Sejam médiuns ou consulentes, sempre rola uma expectativa de ouvirmos apenas aquilo que nos interessa.

Parece o mundo da fantasia, os que vivem ou acorrem aos terreiros de umbanda tem sempre uma esperança de que vão ser parabenizados e apoiados em seus projetos pessoais. Mas como o que esta em cima é igual ao que está embaixo, a necessidade de evolução e mudança de paradigmas é a lei máxima das manifestações espirituais. Daí tome desentendimentos, incompreensões, brigas, desistências e etc.;

Tudo isso porque o guia espiritual disse “não” para as minhas vontades. Queria que os guias me fizessem carinho e eles acabaram expondo a minha realidade, a minha ignorância e a minha eterna maledicência. Basta uma pequena apresentação do que somos na verdade e a revolta baixa em desfavor dos irmãozinhos espirituais. A ingratidão dá o som da melodia e isto acontece diuturnamente - infelizmente.

Como sou um observador e crítico nato, prefiro a opção do desagrado, estou com os guias e não abro mão. Doa a quem doer, verdades são verdades e nada mais. Estou cansado da perfídia e de interesses mesquinhos e desnecessários. Caminho para o futuro, submetendo minhas vontades em favor das verdades espirituais e sou feliz.

Atualmente o meu maior incomodo é ver o atraso da maioria dos irmãos terrestres. Faço uma análise comparativa, utilizando os vegetais como inspiração e chego à conclusão que em nosso meio umbandista, seja na assistência ou na mediunidade, estamos recheados de vegetais, que brotam, crescem, se fixam ao solo (pensamento linear) e como resultado de sua florescência, são ao final comidos (por eles mesmos e suas consciências limitadas).

Será que para algumas pessoas não existe a ocorrência de cansaço pela permanência na ignorância, apegos e outras coisas mais?


Evoluir é preciso, acredito que até mais do que simplesmente viver.


Aratanan

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O certo, o errado e o caminho do meio.



Dentro de vários estudos que tivemos acesso, tivemos também o prazer do contato com a religião Taoista. Mesmo que de forma superficial, temos que a base da religião Taoista é a volta a essência para solução de vários dos equívocos em que vivemos.

Dentro deste contexto, temos que pela quantidade de socorros que são feitos nas sessões de umbanda, podemos nesta já extensa caminhada em favor de nossas concepções e da concepção do que nos aventuramos a chamar de mundo espiritual (sabemos que o contexto é mais abrangente), concluírmos sem nenhum pesar da consciência, que o equilíbrio é a solução para vários de nossos conflitos.

O equilíbrio, também chamado de caminho do meio, por vários mestres e magos do plano espiritual é a forma da completa manifestação do que nos serve e é bom para o nosso destino. Sempre buscamos soluções presciptadas para determinadas situações, queremos uma resposta rápida e decisiva. E no final a resposta é sempre a mesma, temos que carregar muito de nossas precipitadas decisões durante o curto prazo reencarnatório em que vivemos.

Vejo isto acontecendo muito nas separações conjugais, existe uma pressa na solução de alguns casamentos e depois por circuntâncias alheias a vontade do casal, eles têm que caminhar juntos por um ilimitado espaço de tempo. Parece que o casamento só acabou no papel, mas existem filhos, bens, compromissos, pensões e etc, que fazem parte deste contexto e mereçem ser sopesadas antes das preciptadas decisões.

Tudo isso se deve a nossa imaturidade de solução das coisas a nosso contento e necessidade. Outra abordagem interessante a se fazer se liga a caminhada mediunica, quando ela surge, queremos que as coisas se resolvam de forma rápida e eficaz, e ai, vem os anjinhos do bem e nos mostram que o tempo cósmico é diferente. Eles nos mostram o caminho do meio, o que equilibra e não desagrada a ninguém.

Nesta interação voce deixa de ser o “EU” para fazer parte do “TODO”, pois a opinião alheia, os sentimentos, a forma de ver, pensar e agir do outro, devem ser respeitadas, doa a quem doer.

E porque será que estou divagando com estas elocrubações????

Escrevo tudo isso, porque neste instante tem uma invasão de formigas na minha casa, cheguei até a comprar um inseticida e quando fui aplicar, me veio um certo incomodo, uma incapacidade de matar, ai me lembrei do caminho do meio, o que me fez resgatar esta lição. E tudo isso através do aprendizado que as formigas me passaram, crédito até que pela simples questão essencial em que elas estão neste momento.

Para finalizar pense em tudo isso que voce está lendo, use o caminho do meio e se liberte das velhas amarras, eu fiz isso e abandonei a visão linear que já estava enraizada em mim!

Aratanan