terça-feira, 3 de julho de 2012

Só pensam naquilo!!!






Tenho conversado com várias pessoas e percebido como o mal está entranhado nas mesmas, são filhos da desgraça e muito das vezes vítimas da disseminação do que entendem como mal. Iludidos de todas as formas por questões ligadas a decepção pelo querer e não poder; vivem escravizados e sem fé em um futuro melhor. Prefiro acreditar no bem e só.



Não existe o mal na concepção que querem nos exortar, existe sim, muita ignorância, ódio e apegos pelas coisas do mundo. O que há muito faz com que as pessoas se tornem obsessoras delas mesmas. A ganância e a falta de generosidade estão matando o mundo, muitos com muito e poucos querendo ter o muito que é restrito a alguns.



O mal do mundo somos nós mesmos, somos o descaminho e a ignorância manifestada, somos silenciados pela crença no mal e vivemos acuados por nossas mentes trabalhadas no desconforto e na prisão alvissareira de todos os dias. Nosso desconforto nos faz julgar à distância, pois, nossa força é subjulgada por interesses econômicos e políticos. Assim, fazemos com os outros o que disfarçadamente fazem com nós.



Vivemos na luxúria do impossível, todos querem ser ricos e poderosos, iguais aos clãs primitivos onde o macho alfa era alijado do seu poder, pelos machos subalternos que queriam o seu lugar. Antropologia à parte, vivemos o mesmo do mesmo. Nada de novo, apenas os velhos recalques de sempre.



Para finalizar, penso que vibrar no bem é um exercício eterno, pois é mais difícil tê-lo em nosso interior, já o mal, basta você analisar o que você pensou nos minutos antes de ler este texto, se foram coisas boas, foi mais que obrigação, mas se foi coisa dispensável ...





Aratanan






O que mais queres de mim?



Grande experiência em estarmos reencarnados no seio deste grande planeta e desta grande “natura naturandis”. Boas experiências não são mesmo? Alegrias e tristezas, reconciliações e distâncias, amor e ódio, guerra e paz e várias outras dualidades mais.




No final sempre sobra alguma coisa para ser sopesada e vivenciada dentro do nosso infeliz karma. Sempre parece que alguma coisa esta faltando e a sensação de solidão fere o ser interno de cada um de nós e em alguns casos a falta de esperança, a tristeza e a desarmonia que bate a porta de todos os seres que um dia fizeram a descida dos reinos virginais.




O mundo parece triste atualmente, as pessoas estão com um ar de tristeza que deveras nos incomoda, vejo solidão no rosto de muitos, parece que o ar está com um “Q” de esquisito. Estamos em algum processo que minha pequenez ainda não consegue aferir, mas que estamos em uma síntese de nossas provações.




O que fazer; sentar e chorar ou lutar contra estas animosidades que em grande maioria são provocadas pela nossa maneira errada de pensar???




Prefiro como resposta o incentivo da luta constante contra nossas baixezas e formas de pensar egoísticas, as quais não nos levam a nada. Se autossustentar é o caminho do mestrado de cada ser. Ser autossuficiente é o que precisamos para mostrar sinarquia que nos ronda como expressão acolhedora de nosso futuro.

Precisamos estar em bom estado de espírito para que todos aqueles que nos cercam possam estar em sintonia mínima com nossas certezas. Viver é deixar viver, ter certeza que somos um projeto da vontade de Deus. Não desanimar nunca, perdoar sempre, caminhando em favor da paz mesmo que estejamos distante dela. Tudo isso, para no final da caminhada submetermos nossa vontade e perguntarmos ao grande espírito – “Mestre o que mais queres de mim?





Aratanan

sábado, 9 de junho de 2012

Somos irmãos realmente?




A grande dúvida que tenho em relação aos seres se fixa na questão da irmandade, nunca vi a palavra irmão, sendo tão jogada às favas como neste momento em que permaneço reencarnado. Quanta hipocrisia hein! Meireles!

 Se somos iguais e irmãos, porque tanta divergência e separitismo religioso (sem contar as exclusões sociais e politicas), se faço isso, está tudo certo; se não faço aquilo, está tudoerrado. Parece que as regras são feitas apenas para gerenciar normas que com o tempo viram apenas motes de vivências que não voltam mais.

 Se Siclano faz isso, me arvoro no direito de dizer que ele está quiumbado, ou que está mal acompanhado. Se fulano faz o que eu faço, ele está certo e o mundo todo errado. Parece que somos cegos e que não enxergamos um palmo a frente de nossos empinados narizes.

 Nunca vi espirito alinhado com as coisas do céu, criar cartilha de bom comportamento de coisas que já conhecemos (lembra-se dos dez mandamentos). Claro, contudo, que existem toques e dicas que precisam ser repassados, senão o negócio decamba para a casa da mãe Joana.

 Mas o mundo continua assim, as pessoas amam e odeiam com a mesma intensidade, saímos das carvenas, para habitar casas que não correspondem ao nosso grau consciencional. Basta vertirmos roupas de pele e distribuirmos os tacapes, para ser certeza que ainda estamos enjambrados nos velhos conceitos das pedras.

 Irmão é palavra que significa "giria" em nossos dias, falamos o que não sustentamos, basta um comportamento não alinhado às nossas expectativas para que o irmão se torne inimigo ou coisa parecida. Engraçado, já vi muitos que eram amigos e irmãos dentro desta tão castigada Umbanda, e, que se quer se olham nos olhos e se respeitam nos dias de hoje.

 Já vi muitos que para se manterem amigos tiveram que lutar contra tudo e contra todos, pois a amizade alheia incomoda muita gente (lembra da propaganda do elefante da massa de tomate). Incrível! E dá-lhe livros de amor, respeito, amizade, generosidade, confiança e etc. Penso até que precisamos mesmo deste livros, pois os mesmos nos lembram de vez em quanto que precisamos respeitar urgentemente um ao outro.

Como diz meu querido amigo e apoiador nas coisas de umbanda: “Prefiro o mestre e sua demanda verbal – Meus discipulos são conhecidos por muito se amarem!” Se Jesus realmente disse isso, acredito que ele também passou por estes percalços, teve que aliviar sua grandeza, dando toques que permanecem por mais de dois mil e poucos anos e ninguém entendeu direito o que ele queria dizer.

 Para finalizar, penso de forma muito pessoal que a Umbanda é o arcabouço de nossas frustações, somos na Umbanda o que somos em nossas vidas pessoais, mesqinnhos, mentirosos, aproveitadores, falaciosos, prepotentes e muito mais. Vejo que para se mudar as coisas é preciso mudar os seres, exemplo:

 “sou vegetariano e não como a carne de animais que são nossos irmãos e merecem nosso respeito. (ponto)”. Só que os animais comem uns aos outros e estão pouco se lixando quando o apetite deles está a flor da pele. Se a atitude é meritória, o fato de que nos portamos muito próximo ao dos nossos “irmãos” animais, quando estamos com fome dá o tom que a mudança precisa ser mais enraizada. e sincera

 Assim, irmãos queridos, precisamos fazer primeiro uma mudança pessoal. Precisamos ser donos do nosso destino, pois o coletivo virá de carona, vez que várias pessoas em plena consonância consciecional podem formar um todo indivisível, e, o que é melhor, o lucro é garantido em favor do bem comum.


Pense, irmão, ainda há tempo.



Aratanan




quarta-feira, 16 de maio de 2012

Umbanda - Você é o que você pensa!







Boas novas irmãos de caminhada na Lei de Umbanda. Vocês sabiam que estudos comprovam que o cérebro tem várias divisões. E que um grande estudioso deste assunto, chamado Freud (lê-se Froid), conseguiu delimitar os campos da mente, dividindo-os em três partes principais? Por que será que ele dividiu o cérebro em três partes ao invés de uma ou duas partes?



Creio que Freud não era umbandista e muito menos religioso, mas devido a seus estudos sobre misticismo e antropologia ele com certeza teve acesso a vários conceitos sobre o número três – o número da criação. Onde a força espiritual (1), para se manifestar precisava da força material (2), tudo isso para se fazer carne e presente no universo manifestado. Desta junção de energias, pois é dela que estamos falando, surgiu, criou-se, manifestou-se tudo que é palpável e inteligível, inclusive, nós, os ditos seres humanos (3).



Em que pese a beleza da criação, temos que Freud com base nestas verdades começou seu estudo sobre as atividades e conceitos da mente. Ele pode perceber que todo e qualquer pensamento, para ser racional, precisa primeiro se manifestar no campo do irracional. A estes termos ele deu o nome de consciente e inconsciente. Demonstrando desta forma, o processo de interdependência mental (termo da filosofia antiga), teoria esta que tem validade até os dias de hoje, onde a tecnologia ainda não conseguiu e mesmo a ciência contrariar estes conceitos.



Segundo Freud, nossas realizações mentais surgem de um desconforto provocado pela busca do prazer, que é função intrínseca do inconsciente. Isso mesmo, o inconsciente é o responsável pela motivação de nossa existência. Ele é quem faz o desejo se manifestar, e por consequência, ser controlado pelo que chamamos de consciente, ou seja, organização geral das ideias. E quando falo nisso, lembro logo dos vários inconscientes que conheço, os quais não conseguem organizar suas pobres mentes em favor do que é moralmente e eticamente lícito, vivem da desorganização e proliferam como larvas junto às inconsciências alheias (risos).



Voltando às nossas divagações, segundo Freud, todo pensamento tem origem em um ato fisiológico não estudado que gera uma tensão mental, também chamada de desejo. Estes desejos podem nos colocar em situações de desequilíbrio se não forem devidamente adestrados pelo consciente, que os controla e tenta dar a estes estímulos um pouco de razão. Se não forem devidamente controlados estes impulsos ou pulsões do inconsciente, ainda sofrem uma terceira intervenção, também chamada de superconsciente que é uma espécie figurada de sensor, ou soldado, que nos reprime e mostra que estamos indo por um caminho de extensa culpa.



Se Freud estava sozinho nesta construção podemos afirmar com quase certeza que não, pois a mente humana já vem sendo estudada há séculos. Porém, Freud deu uma nova roupagem a nossa percepção da psique ao demonstrar que somos os frutos de nossas insanas vontades primárias.



Pronto; chegamos aonde queríamos. Desta forma, já sabemos que somos motivados por nossa desmesurada necessidade primária de prazer. Uma vez que temos consciência disso, podemos por óbvio, ligar nosso desconfiometro e medir nossas atitudes antes de tomarmos decisões que estão em confronto com nossa realidade. A busca pelo prazer tem feito coisas pelo mundo que até mesmo Freud dúvida. Ter bons hábitos do pensamento, lutar contra atitudes levianas, melhorar o mundo social onde estamos inseridos é por mais de uma vez um dever. Nosso querido Dalai Lama, líder religioso do Tibet, nos ensina que para cada pensamento ruim que possuímos, pelo menos três bons pensamentos devem ser emitidos para apagarmos a sujeira mental que acumulamos com estes padrões de pensar. Por consequência somos fruto do que pensamos e por óbvio colhemos o que plantamos.



Pensar é preciso, viver também é preciso!



Aratanan – Este charuto que sempre aprece nas fotos de Freud, me remete a alguma coisa!!???