sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

FAZ PARTE DO MEU SHOW!


Nunca é tarde para repensarmos a vida, não é mesmo?

Pegando carona em uma mensagem que recebi, vou tentar responder uma pergunta que me foi feita.

O que seria das pessoas (ou do mundo) sem a Umbanda?

Para responder a pergunta, primeiro tenho que teçer comentários sobre a Umbanda, seu significado, sua função e até mesmo a sua verdadeira aplicação. Primeiro penso que o nome “Umbanda – Conjunto das Leis de Deus” não passa de um nome, da mesma forma que poderia ser um outro qualquer. Segundo, que a essência da religião ou de seu movimento é o fator preponderante para aferição de sua diferença em relação a outras manifestações. Como diz um espirito de Caboclo que muito nos ensina: - “esta manifestação tem o seu diferencial na possibilidade de comunicação com os desencarnados de forma direta, ou melhor, ao vivo e a cores”. Isso para os que conseguem enchergar com os olhos da sensibilidade é claro. Terceiro que, em que pese o contato direto com o mundo dos desencarnados, esta religião não tem dono, ela é de todos, suas bases são naturais, seu movimento imita o movimento da natureza ou está em consonância com seus ciclos e ritimos, sejm eles lunares, planetários, solares, mensais, anuais, solstisticos, estacionais, etc. Esta religião está dentro de tudo que é natural, ela é a natureza e se exprime através dela. Seu ritimo é irreprensível e figura de forma simples e essencial.

Não fosse isso, no que se refere a essência do nome - Conjunto das Leis de Deus - tenho certeza que ela (Umbanda), na representação esotérica do conjunto que expressa, ou seja, no absoluto; tem ela a capacidade de se manifestar de várias formas e meios. Por isso, penso que, onde existir uma forma pensante e/ou uma força natural ela está presente.

É nela (Umbanda) que me realizo, ela tem paciência, ela ensina e faz bem, posso através dela compreender e ser até mesmo incompreendido, que mesmo assim vivo em sua essência. Ela desbloqueia e absorve, tudo que lhe é perguntado, é respondido; tudo que lhe é contraposto; é por ela solucionado. Ela abarca, atrai e constroi, também transforma e muda o rumo das coisas independente da nossa capacidade de admitir, sentir e até mesmo permitir.

Por isso sempre falo, se existe uma forma de se viver melhor do que está, me desculpem, mas está forma forma ainda não me foi apresentada.

Vivo a alegria de ser umbandista!!!!

Aratanan de Aracruz – Sou Umbandista e daí?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O Papa da Umbanda!



Confesso que conheço poucas religiões por esse mundo a fora, mas a Umbanda com certeza não possui um chefe carnal a lhe comandar (graças a Deus).

Todos os inadivertidos que tentaram, foram vítimas do tempo (senilidade) ou ficaram presos às incoerências que propagaram (estacionamento evolutivo).

Parece que os espiritos deixam por bem claro que esta religião não tem dono carnal, sinto como se nas entrelinhas estivesse uma mensagem, use e faça bom uso, mas não se aproprie, pois esta “religião” não tem dono, ela é de todos nós!

Imaginem um “Papa” a frente de nossa querida Senhora dos Sete Véus, parece piada, mas realmente seria cômico ouvir “isso pode, isso não pode, etc”. Se pelo menos este “Papa”, pregasse o amor sublimado, estriamos acredito, menos deconfortáveis.

No mais seria aquela balela de sempre, o campo estaria minado, os asceclas do “Papa” da Umbanda, fechariam, todas as portas e não permitiriam a entrada de quem quer que fosse, em seus ciclos ditos como “iniciáticos” e muito menos daqueles que possuíssem um mínimo de boa intenção (o inferno está cheio de boas intenções, não é verdade?).

Imaginem também, uma Biblia da Umbanda, se num primeiro momento teriámos uma organização básica, por conseguinte ficaríamos engessados, fazerndo o mais do mesmo (iguais a muito pai de terreiro que se orgulha de fazer o de sempre, sem abrir a mente para outras oportunidades espirituais). Seria lindo ver em um dia de domingo, a manifestação do culto de Umbanda, atabaques tocados em sintonia e fluição ritmica (isso se permitissem); “Pais e Mães do Santo” (se é que o Santo permite tais intimidades) com estrondoza pompa vestuária; donos da verdade propagando não mais do que suas limitadas experiências e uma bando de “mocorongos” defendendo estas e outras idéias(Os puxa-saco de sempre).

Isto seria o Caos!

Ainda mais se um auto nomeado Rei da Cocada Preta, colocasse a coroa de dono da Umbanda (Eu sou o “Papa da Umbanda”). Sinceramente a vaca iria para o brejo de vez. Era perigoso criarmos uma guerra religiosa (mesmo que velada), onde as pessoas que se taxassem umbandistas teriam que se posicionar: “Sou filho deste ou daquele e virse e versa”.

Graças a Deus estamos distantes disso!

Prefiro que as coisas continuem do jeito em que estão, nossa liderança vem do auto (mesmo que vários paspalhos não conocordem com isso). São os guias é que mandam, eles são tolerantes, aceitam um pá de invencionices, e, sabem também conduzir as coisas de forma que cada uma é levado a liderar ou ser liderado dentro dos graus consicencionais existentes. Para cada pé de chinelo existe um pé que lhe corresponda e virse versa. Enquanto isso, o cosmos dá o tom da toada e nós pobres deserdados de “nós” mesmos seguimos nossa caminhada da forma que conseguimos e entendemos.

Aratanan de Aracruz – Ao escrever este texto senti o quanto estamos atrasados evolutivamente!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

União e Demagogia


Cada um no seu terreiro!

Este é o lema da Umbanda atual, pois existe tanta inimizade e tanta intolerância em nosso meio que é difícil encontrar líderes umbandistas que caminhem juntos, e, se respeitando mutuamente.

Todo mundo que ser o dono do Santo, mesmo que de forma simulada (ressalvo exceções), fazem de tudo e inventam de tudo. Um dia conversando com um grande amigo (M.: K.:), mostrei a ele o tanto de bugigangas que havia acumulado em minha caminhada mediúnica e o mesmo ficou sem palavras para definir a invencionice que eu estava carregando.

Como sempre digo paciência!

Eu também já fui manipulado.

Tenho ouvido e lido muito sobre união, mas deverás percebo que o caminho percorrido pelos umbandistas da atualidade está muito longe desta utópica necessidade. Vejo que um dia iremos nos unir, mas não de forma cadenciada e forçada. Uniremos-nos pela simples existência de trabalhos efetivos que se aproximam na essência. Enquanto estivermos nesse disse, não disse, estaremos longe de caminhar juntos em favor do bem comum, ou seja, nós mesmos dentro de um todo!

E para finalizar, vivemos hoje a grande manifestação da demagogia, onde recebemos em parcelas atos de puro sofisma em face de nossa desequilibrada fé no santo. Paciência, pois se assim está não devemos transferir a Deus a culpa pela nossa maledicência.

Aratanan de Aracruz

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Magia



Esta semana fui questionado várias vezes sobre a magia. Me fizeram várias perguntas do tipo, pega? Não pega? Qualquer um faz? Como evitar? Etc.


Penso na magia como uma forma de manifestação da vontade. A magia positiva surge com a vontade primeva, ou seja, nascer ou morrer. Nascemos e morremos todos os dias. Alguns nascem em seus sentimentos, ações, atividades, posturas e diversas mudanças. Quando mudamos nossos conceitos, morremos para os velhos hábitos e acabamos renascendo todos os dias.

Algumas pessoas percebem isto de forma mais oportuna, outros demoram um pouco para a “ficha cair”, mas todos mudam. Morremos também quando mantemos um padrão vibracional negativo, o qual não nos permite alinhavar novos compromissos e nos comprometermos com novos rumos.

A magia é muito mais do que a forma, ela é ser e querer, ela precisa de vontade para acontecer, por isso digo que ela existe em tudo e em todos. Nos alinhamos dentro de nossa consciência, não conseguimos ir mais longe do que nossa ciência de Deus nos permite, por isso muitos sofrem.

Acompanhado o noticiário, percebo que os destaques jornalisticos são em sua maioria vítimas e compensadores de nossa fraca ascensão moral. Noto que irmãos tem desencarnado diuturnamente, de formas e meios variados, e, em sua grande maioria o destaque vai para a violência.

Pareçe que sentimos um certo prazer em ler e assistir violências, pareçe que a morte nos atrai, sentimos um prazer intrinseco em relaçaõ a isso. Os jornais me dão a impressão de que a violência é uma necessidade da massa humana. Jornal que não fala em violência não vende. Noto dois grandes aliados, o inconsiente coletivo (que muitos não acreditam) aliado a ganância financeira que abarca todas as formas competitivas de comércio.

Quem está coma razão?

Enquanto as pessoas me questionam sobre magia, prefiro refeletir de forma mágica, alinhavando sempre a necessidade do questionamento como processo de construção de uma idéia.

Magia é uma manifestação apenas de poder externo? Somos juízes do destino alheio e podemos controlá-lo? Nossa vontade só se aplica aos outros e não a nós mesmos? Temos moral suficiente para rogar e até mesmo ordenar forças naturais em desfavor de qualquer um? Qual o preço de uma manifestação magistica negativa e ignorante? Até que ponto Deus nos permite agir em desfavor dos outros? Magia pode ser um ato de mudança pessoal ou apenas a manifestação de um aparato qualquer? Como sustentar um passe mágico? Posso ser um magista da coletividade ou apenas de meu ego? Consigo mudar o meu destino antes de mudar o dos outros? Quais fundamentos embasam a minha vontade? Sou generoso ao ponto de querer o bem coletivo, do que o prazer pessoal? A quem me aliar? Como mudar o destino de alguém se não consigo mudar o meu próprio? Minha missão nesta reencarnação se resume a minhas ambições? Etc ....

Vou para por aqui, penso que já agi muito “magisticamente” neste texto.

Saravá fraternal – Aratanan de Aracruz