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quarta-feira, 22 de julho de 2009

A DIFÍCIL ARTE DE AMAR


Já recebi várias lições desta vida, mas nenhuma me foi tão difícil do que a pratica do amor incondicional. Tive que virar e revirar velhos conceitos em busca do amor real e verdadeiro.

No início confundi muito a linha tênue que nós humanos não conseguimos perceber entre amor e paixão. O amor é absoluto e abstrato ao mesmo tempo, ele é o que é, e, não aceita conceitos; ele é o tudo e o nada. A paixão nos escraviza e nos faz sofrer diuturnamente, pois ela é limitada e genérica; amamos mais a alguém ou alguma coisa, do que o todo. Estes conceitos foram forjados em mim a ferro e fogo e hoje vejo o tempo que perdi.

Deixei de dizer não quando devia e de dizer sim quando podia, vi o tempo passar sem acelerar o meu crescimento espiritual e senti saudades...

Saudades da época em que eu era feliz e não sabia, sempre que olhei para trás vi o quanto perdi em minha vida e o quanto deixei de ser eu mesmo para ser o nada. Hoje em frangalhos tenho uma dor profusa que abate meu peito, a dor do inválido de afeto, aquele que não conseguiu e não pode amar do jeito certo.

Mas uma coisa é bem certeira neste interem infeliz, a ferro e fogo percebi que amar é a primeira e única virtude, pena que minhas paixões não permitiram que eu me amasse em primeiro lugar.

Psicografia ditada por um irmão vítima do suicídio.

terça-feira, 19 de maio de 2009

A arte de ser bom - O show não pode parar!


Conheço verdadeiros artistas, uns muito bons e outros melhores ainda. Posso afirmar que estes artistas fazem de suas vidas um verdadeiro palco de encenações. São notáveis por essência, ou seja, acreditam que são bons e brigam para que lhes seja preservado o status de grande galhardia.

Não aceitam criticas e se escondem atrás de apetrechos de magia. Autodenominam-se “Deuses”, pois tem domínio sobre a vida e a morte de quem quer que seja (pelo menos acreditam nisso). Manipulam a mente de irmãos sem identidade própria e acham que tudo isso faz parte do seu show.

Neste ato de encenações, manipulam de tudo e a todos, fazem de suas casas espirituais um grande mambembe, pois adoram dar risada de suas atitudes e das atitudes dos outros. Não toleram erro na interpretação e cassam sem dó quem se opõe aos textos já traçados e ensaiados.

Geralmente estes artistas cultuam uma liderança, a qual chamo de “ente mor” ou “diretor de aberrações”. Esse grande mestre, treinado na Roda de Sânsara (circulo de reencarnações), consegue sem muito esforço se proclamar o messias dos palcos mundanos e o “libertador” de almas.

Acontece que, a liberdade neste caso é devidamente limitada, pois o show tem que continuar, e, a platéia carente de emoções, precisa se divertir e se posicionar frente às repetidas improvisações do espetáculo. E o que é pior, sempre esquecem do legitimo diretor, o qual fica de fora das premiações em dinheiro e de outras coisas mais.

O diretor é o menos prestigiado, ele fica às margens do arruinado espetáculo e recebe como pagamento diuturno, a ingratidão fomentada pelo seu assessor direto, ou seja, o diretor de aberrações. Este diretor (que não é o de aberrações) pelo qual possuo grande respeito chama-se “Deus”, já os outros personagens deixo para que você os identifique.

(Qualquer semelhança deste texto como terreiro que você freqüenta é pura coincidência de “modus operandi” e não representa a verdade relacionada a fatos e pessoas que você conhece).

Aratanan de Aracruz. É bom ser livre!

Imagem ilustrativa sem uso comercial importada do endereço quartaparede.wordpress.com/2007/10/