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quinta-feira, 25 de março de 2010

Sou Médium! E agora?


De repente uma tontura, um calafrio e pronto, lá vem o guia espiritual e toma conta do pobre coitado de médium.

A partir daí, só dúvida, medo, preocupação, stress, ansiedade, etc, etc e tal. O que fazer? Procuro um médico, um desobscessor, um padre, um pastor, um pai de santo, um mágico? A quem vou procurar? Será que estou louco? Ando bebendo de mais?

Infelizmente a resposta para estas dúvidas não é a das mais fáceis. Primeiro que o processo do descobrimento mediúnico é demorado. Até a manifestação do guias espiritual, muita coisa é vista e ensinada ao pobre cego do médium reencarnado. Em alguns as lições são mais brandas, mas na sua maioria os ensinamentos são dolorosos e pesados, independentemente da linha ou liturgia abraçada pelo pobre desgraçado do médium.

Nestas horas, afastada a euforia inicial, vem logo a busca pelas explicações plausíveis para um fenomeno que a nosso ver tem muito pouco de sobrenatural e muito do que conhecemos como ciência ou científico. No começo a sensação é de que estamos só no mundo, de que nossa vida não vai mais ser a mesma, que estamos condenados por uma responsabilidade irrefreável. Em que pese um pouco de razão em todos estes prolegómenos, com o tempo a gente vai pegando a essência da coisa – pega-se o jeito.

O interessante é que quanto mais habilidade vamos adquirindo com a mediunidade, mais “professores” vamos nos tornando em relação aos outros e vida alheia dos mesmos. Sempre brinco que o problema da mediunidade não está no fenômeno em si, mas no que ele nos provoca. E provoca muita coisa interessante, dentre elas: a preguiça, a falta de responsabilidade, a mentira, a falta de vergonha na cara, a ânsia pela desgraça alheia, a falsa modéstia, o perjúrio, a maledicência, o mal caráter, a viagem, a loucura, a ira, o ódio, a soberbia, a vaidade, o receio, e ai vai .......

O fenômeno em si é ótimo, voce começa a ver e perceber coisas que a maioria não percebe, sua sensibilidade e estado de espírito ficam alterados, voce começa a racionalizar coisas que a maioria nem pensa em existir. Voce fica realmente mais poderoso. Acontece que, como sempre ouvi e por isso repito, médium geralmente cai vítima de suas invigilâncias. E como cai, cai que nem abacate maduro em dia de ventania, e, quando bate no chão voce já imaginou o esparramo que faz.

Como gosto muito de racionalizar, parei ....., pensei ...... e.........

Resolvi escrever, como dizia Adoniram Barbosa: “- Estas mal traçadas linhas”, para dar alguns conselhos básicos a quem está começando: Então vamos lá:

Primeiro pare de ver em tudo o que acontece ao seu redor, como um fenômeno sobrenatural ou espiritual. Tudo é ciência, mesmo que ela (ciência) ainda não tenha descoberto a imensurável capacidade de Deus. Segundo, aonde passa um boi passa uma boiada, então pare de ficar recebendo voce mesmo e seu guia a torto e a direito, pois com o tempo as pessoas vão ficar cansadas da sua “mediunidade” e vão se afastar de voce. Além é claro de voce ficar fazendo papel de bobo na frente dos outros. Lembre-se o guia que te assiste não é seu empregado ou está a sua disposição 24 horas por dia, ele tem os compromissos dele também. Outra coisa importante, antes de sair procurando um remédio, entenda um pouco da doença. Evite se enfiar no primeiro centro que voce ver na sua frente, procure ler e estudar, pois sem isso voce não conseguirá adquirir grandes coisas e se tornará um fantoche nas mãos de um chefe de terreiro mais arguto. Isso acontece muito, o tal chefe de terreiro percebe que voce é um bom médium, mas é burro e preguiçoso, então ele te vende o que sabe aos poucos, bem pouquinho mesmo, para te escravizar pelo resto da vida. Outra coisa, use a razão, não caia no conto da INICIAÇÃO, ela existe, mas existe de uma forma muito natural e está ligada a sua capacidade de se reformar e refletir esta reforma na sua vida pessoal e coletiva. Este papo de INICIAÇÃO já levou muita gente para o buraco e quem sabe realmente o que ela representa não a vende, apenas transfere sua experiência para aquela que está apto a recebê-la e ela vem lá de cima. Observe, voce vai ouvir um tanto de irmãos bradarem que são iniciados, mas fora o uniforme que usam que é bonito, no interior parece com os túmulos caiados de branco, por fora limpos e belos, por dentro podres e fétidos, como sempre diz meu amigo Mestre “K”. Segundo nunca chegue em um terreiro falando de sua vida pessoal e de sua vida financeira com ninguém, além de voce ser julgado de forma errônea, pode acontecer de o chefe de terreiro querer viver as suas custas. Não fosse isso, após ler exaustivamente tudo o que lhe aparecer e sobre o tipo de religião espiritual que voce escolher (Umbanda, Candomblé, Toré, Xambá, Santo Daime, Quimbanda e etc) e que melhor vai lhe acolher, não se faça de rogado QUESTIONE, mesmo que voce seja colocado para fora do lugar que voce escolheu para caminhar, questione sempre. Isso vai servir de forma prática para que voce se proteja e proteja o grupo (mesmo que eles não queiram) das várias asneiras e bobagens que são praticadas dentro da religião. E para finalizar, observe seu chefe espiritual reencarnado, veja quem ele é, veja a família dele, a forma como ele encara a vida, sua capacidade de sair dos problemas, sua capacidade de mudar o próprio destino, sua postura frente aos mais ricos e cheios de dinheiro, veja se ele trata todos de forma igual, se ele não protege uns em relação aos outros, se ele não fomenta conversas fiadas e discórdias dentro do ambiente espiritual.

Feito isso, fique tranquilo, pois os irmãos espirituais acabam fazendo o resto. E os frutos quem colhe é voce e todos aqueles que não se deixaram iludir, pelos como já foi dito antes -- falsos profetas ........

Caminhe, espiritualidade não é para fracos, e, sim para os mais “insistentes” (risos)!

Aratanan

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Os Espiritos Sofrem. E como sofem!


Os espíritos sofrem. E como sofrem! Pois continuam encontrando na maioria dos encarnados, a velha desorganização emocional, mental e espiritual que os ditos insistem em possuir.

Esperar o que? Não nos conhecemos.

Existem várias modalidades de mediunidade, os Indianos conhecem mais de 50; os Hindus umas 20; os kadersistas umas 15; os umbandistas umas 06; mas os médiuns não reconhecem nenhuma em sua grande maioria.

Um simples sinal de espiritualidade e o ego do médium começa a brigar com ele. A primeira coisa que o citado médium quer é não acreditar que ele possa ser um canal de ligação entre o manifesto e o imanifesto. Basta um simples isolamento para que o médium comece a brigar com ele mesmo.

“Não! Eu não sou médium! Eu sou eu mesmo! Tudo isso é mentira, loucura, encenação, animismo, lorota, engano, simulação, mediocridade”...
Em confronto com todas estas imaturidades espirituais; os espíritos verdadeiramente comprometidos não buscam status no meio, ou enriquecimento ou até mesmo a categoria de líderes, e, outros substantivos. O que eles querem é fazer caridade, ajudar, aconselhar, trocar experiências e servirem principalmente de exemplo de que para tudo tem jeito.

Mas o “paspalho” do médium não aceita, pois o seu ego tem que falar mais alto, sua ignorância não permite que ele dê uma chance a ele mesmo, o “bicho” está tão acostumado a ser coitado e acreditar no que é errado que ele não consegue perceber a presença do que efetivamente vai lhe ajudar e ajudar a coletividade.

E em alguns casos, quando o “filho da mãe” percebe traços de alguma modalidade mediúnica, prefere se aliar ao que não presta, à ignorância espiritual que carrega a anos, bem como a todo tipo de niilismo espiritual, sem dar se quer, uma chance a ele mesmo.

Os mais experientes conhecem este conflito – “Ego X Espiritualidade”

O mais novos um dia vão aprender.

E como sempre digo – Paciência!

E como dizem que Jesus disse: Nenhuma das ovelhas do aprisco de meu Pai se perderá.

Aratanan de Aracruz – Deixa a mediunidade me levar!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Cuidado com a mediunidade, preguiça é sinônimo de burrice!


Tenho ouvido muitos reclames de médiuns, desde os ligados ao emocional, até os ligados a questão material.



Ouço de tudo: “meu santo não me ajuda; minhas coisas não vão para frente; não vivo bem com minha família; sinto dor aqui e ali; não tenho vontade de ir a gira; não acredito mais na espiritualidade; sofro de mais para continuar na banda; sou infeliz; não consigo achar um namorado; paguei e doei e não recebi nada em troca”.


Quando sou procurado para ser o ouvinte destes reclames, sempre percebo que os meus irmãos, na maioria das vezes, se descuidaram com algumas de suas obrigações básicas e deveres junto a espiritualidade (isto para aqueles que conseguem ou se permitem sentir esta espiritualidade).

Não fosse isto, sempre que pergunto se os irmãos tem feito seus estudos ligados à Umbanda e seus rituais, sempre ouço um monte de desculpas que podem até me convencer, mas que com certeza não convencem os mais interessados – os guias espirituais.

A título de ilustração, às vezes pergunto se o irmão tem feito defumações em sua casa, e, em seu serviço; se o mano tem tomado os banhos indicados; se o mano tem fiscalizado sua consciência, e etc.

E como é de esperar a resposta é sempre um monte de justificativas e de negativas diversas.

E ai? o que fazer?


Como o assunto é longo e vai ser abordado por mais vezes, oriento aos irmãos que me procuram a ficarem atentos as investidas do plano espiritual inferior, oriento-os a exercerem a vontade como ferramenta de repressão às influencias externas, oriento-os a serem mais rígidos com seus estudos, banhos, obrigações e principalmente a escutarem aquela “voz interna” que sempre nos alerta que algo não está bem.

Além disso, explico a eles a importância da oração, bem como a necessidade de uma postura moral e verdadeira, aquela que é compromissada com as coisas de Deus.

E sabe o que acontece?

Na maioria das vezes os manos fazem cara de que entenderam e continuam fazendo o mais do mesmo.

Paciência é o que sempre digo.

Ps- O astral inferior não dorme e fica diuturnamente tentando te pegar, se voce tem sua banda bem firmada, vão tentar pegar alguém próximo a você – observe e se mantenha em guarda, reze.

Aratanan de Aracruz – Quando um burro fala o outro abaixa a orelha!
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