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sábado, 1 de agosto de 2009

Círculo de Visitas


Dentro de nosso círculo de visitas, ontem estivemos junto com nossos irmãos do Santo Daime em convivência de amor e união. É crível como podemos viver em eterna união aqui e agora, basta um sinal de boa vontade e de amor ao próximo.


A noite de ontem não foi diferente das outras, pudemos nos encontrar com nossos irmãos e com o plano espiritual em uma de suas mais lindas manifestações. Os trabalhos ocorreram dentro de uma perfeita harmonia, tendo o plano espiritual a oportunidade de se manifestar trazendo alguns irmãos desencarnados para o tratamento eficaz, bem como foram tratados irmãos reencarnados os quais receberem dentro de seus méritos os eflúvios divinos.


Por mais egoístas que sejamos devemos nos portar de forma a não querer ser o juiz das manifestações espirituais, pois elas existem para todos e para todas as religiões e graus de consciência. Longe de uma simples confraternização, houve um reencontro de irmãos que se portaram com respeito mútuo, em cujos corações existe uma só semente sagrada, chamada – GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO.


No mais nos colocamos de coração aberto a todas as manifestações do sagrado, respeitados os níveis e graus consciencionais, inclusive o nosso, mas levantamos ontem mais uma vez a bandeira do Cristo Jesus em favor do verdadeiro amor.

“Meus filhos são conhecidos por muito se amarem”
Salve esta bela máxima do verdadeiro Mestre dos Mestres.



Aratanan de Aracruz - Ter para dar e humildade para receber!



Foto de Mestre Irineu - Patriarca do Santo Daime no Brasil, falecido em 1970, retirada da web e utilizada sem fins comerciais e/ou lucrativos

quarta-feira, 15 de julho de 2009

UNIÃO, FUSÃO E CONFUNSÃO!


Tenho acompanhado o meio umbandista e lido sobre a nova tendência do momento; união e fusão, o que gera confusão. Noto que existe uma tentativa de unir as representações da Umbanda para que a mesma ocupe o seu “real” lugar na atual conjuntura.



Percebo que a união propagandeada trata a consciência alheia com pouco respeito, vez que ninguém quer descer do seu “trono” para aceitar manifestações e posições contrárias as suas. Noto que algumas lideranças querem união, mas sem entender as diferenças reinantes no meio, principalmente no que se refere a diversas manifestações da “Senhora do Véus”.


Não fosse isto e pelo que sei a Umbanda está manifestada em uma ilimitada quantidade de aferições religiosas, dentre elas o omolocô, catimbó, xapanã, candomblé, curimbás, kardecismo, mesa branca, traçada, riscada, de lei, esotérica, exotérica, iniciática etc. E cada filo ou manifestação desta, tem suas regras e condutas pessoais, fato que impede uma real aproximação das lideranças, pois um determinado líder afeito a suas práticas, muito dificilmente vai aceitar de outros líderes, práticas que vão de encontro a sua formação religiosa.


Além disso, existe a questão da ascendência, onde uma liderança não aceita baixar a cabeça para o outro, por orgulho, vaidade e até falta de amor para com o próximo. E no final fica tudo do mesmo jeito, a velha demagogia toma conta do pedaço, eu finjo que aceito todo mundo e todo mundo finge que me aceita e nós umbandistas não chegamos a lugar nenhum.


A solução penso eu, se encontra na mudança do ser, onde quem se diz mais abençoado pela consciência, tem que rever seus conceitos pessoais e em favor da coletividade se alinhar a um propósito maior que é o bem comum.


Mas com a grande quantidade de coroas, tronos e cabedais que vemos por ai, vai ser difícil ver tal situação no meio ignorante em que vivemos.

Paciência.

Aratanan de Aracruz

quinta-feira, 21 de maio de 2009

UNIÃO


Estava conversando com uma amiga sobre os desencontros religiosos que permeiam as várias religiões existentes no Brasil.

Conversávamos sobre as religiões protestantes principalmente, as quais no nosso entender representam uma renovação do catolicismo, mantendo inclusive o novo testamento como fonte de direcionamento de seu funcionamento (acreditamos em exceções). Mas o teor de nossa conversa, ou melhor, o objeto não era dissecar a religião protestante, mas fazer alguns apontamentos, os quais achávamos pertinentes à desunião existente entre as várias manifestações desta religião.

Em nossas observações aferimos o número crescente de adeptos, bem como a quantidade exorbitante de subdivisões do que podemos chamar de protestantismo. Além disso, discorremos sobre a desunião que permeiam estes cultos religiosos, os quais poderiam ser mais fortes se não houvesse tanta desunião e tanta ingerência entre seus líderes e seguidores.

Notamos inclusive, que a força do protestantismo está pulverizada pela quantidade de templos e sacerdotes os quais não conseguiram criar uma linha básica de direcionamento global entre as várias manifestações do que podemos chamar de protestantismo.

Feitas estas colocações e posicionamentos, fizemos uma comparação com as religiões de caráter afro-brasileiro e com a umbanda,. Falamos da ignorância, da incompreensão, da vaidade, dos egos inflamados e dos enganos referentes a esta manifestação religiosa.

Mas quando surgiu no assunto a questão ligada a união. O silêncio foi gritante, pois nós umbandistas não conseguimos conversar nem com nosso grupo religioso, quiçá a pretensão de querer ver união dentro de outras religiões, as quais possuem o mesmo defeito que a nossa – o ser humano.

Depois disso tudo, entre eu e minha amiga só restou o que nos cabia:

Silêncio, silêncio, silêncio ......

Aratanan de Aracruz – União na umbanda – o que é isso?
Imagem retirada da web, com fins ilustrativos não comercial.