terça-feira, 14 de junho de 2011

Parasitas!





Xô parasitas!

Vivenciando este nosso mundinho, o qual se resume a sexo, poder e violência, tivemos ontem acesso ao programa Tabu da TV fechada NatGeo – reportagem sobre as curas espirituais e os confrontos com a medicina moderna.

Ficamos perplexos com a intenção esdrúxula de se mostrar até mesmo de forma pejorativa, rituais macabros e desmedidos de bom senso. Sangue, ignorância, animismo e fetichismo a grosso modo foram as intervenções mostradas pelo canal de TV, como se tudo aquilo fosse uma quebra de tabu.

Se algum leigo estivesse vendo o programa ou até um oportunista, tais imagens seriam motivo de terror e até mesmo de preconceito religioso pelo que foi vinculado. Médiuns incorporando irmãos atrasados em sua evolução espiritual praticando rituais regados a sangue, álcool, bebidas e outras guloseimas infernais ( e quando digo regado, leia-se encharcado).

Os processos mostrados além de grosseiros demonstram uma visão deturpada das várias possibilidades de cura espirituais, mostrando bizarrices em prol dos espiritualistas e um “mote” disfarçado em favor dos protestantes como uma maneira mais simples de se afastar os demônios através de rituais de exorcismos mais simples e sutis (sabemos que os povos de origem Inglesa são em sua maioria protestantes).

Confesso que fiquei deveras impressionado com a forma de exibição do tema, mas por outro lado, pude perceber o grau de atraso que nossa humanidade se encontra e o como somos presas fáceis dos interesses espirituais obscuros e trevosos.

Parece que um instinto de ignorância se apodera da grande maioria dos intitulados espiritualistas e por invigilância e vaidade acabamos com a pecha de mal resolvidos e conservadores de torpezas espirituais.

Também com tanto aventureiro em nosso meio, não poderia ser diferente a visão das pessoas sobre os ritos espirituais que são praticados pelo mundo. Precisamos criar em caráter de urgência um modo operante de desmistificar e abrir a maioria das coisas tidas como sagradas para que algumas cabeças pensantes retirem o véu da ignorância de suas mentes e possam através de processos críticos, verem as religiões espiritualistas de forma menos agressiva e tosca.

Precisamos ter urgentemente vergonha na cara e parar de enrolar e adiar esta necessidade de mudanças, pois a prisão atávica e fetichista tem maculado e escravizado várias pobres mentes por este mundo a fora.

De resto fica a nossa irresignação e vergonha, principalmente de nós espiritualistas ou coisa que valha, frente à incapacidade e a não generosidade de esclarecer as consciências menos privilegiadas.

Aratanan – Fazemos a nossa parte! Faça a sua, se esclareça e esclareça sempre!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Palpite Feliz!



O que é a Umbanda?


Resposta
: Antes de tentar conceituar a Umbanda, preciso me fazer vivo dentro de suas várias manifestações. Mais do que histórica a Umbanda é essencial, só saberei me posicionar dentro dela se ela estiver vibrando dentro de minha mais pura essência. Umbanda não divide, não secciona, não julga, não se posiciona de forma funesta e não dá luz a "cegos". Ela existe por si e é muito mais fruto do que eu sou, do que a construção mental que possa fazer dela.

Sempre que me vejo inserido nesta manifestação sagrada, consigo perceber que sou um ente de transformação e poder em favor de mim e da coletividade que caminha comigo de forma evolutiva. Se não me vejo inserido nesta manifestação de poder, jamais conseguirei me enxergar como parte dela, tendo apenas uma leve impressão de sua grandiosidade.

Sou realmente um Umbandista? Os espiritos de Umbanda podem ter confiança em mim e em minhas atitudes? Minha posição em relação a meu semelhante é adequada e realmente natural? Sou motivo de exemplo e de motivação para meu semelhante? Me sinto como um ser pensante e vibrando firme nas manifestações ligadas a Umbanda?

Se não conseguirmos responder a estas perguntas em sua totalidade, podemos ter certeza da distância que nos separa da condição de umbandistas. Só podemos manifestar aquilo que realmente conhecemos. Somos fruto de nossas paixões e de nossas vivências. Viver a Umbanda é trasncender em favor de nós mesmos, com reflexo direto em nosso carma coletivo.

Mudar é preciso e só muda quem tem condição de perceber a sua realidade pessoal.

Nunca saberemos nos postar em favor de um conhecimento se não carregamos este conhecimento dentro de nós. Devemos nos iniciar todos os dias. O positivo e negativo que vemos nas pessoas ou mesmo na manifestação de Umbanda são a carga de bondade e maldade que carregamos no interior de nosso ser.

Façamos de nossas vivências um apostolado da PAZ que tanto buscamos!!!

Aratanan




Nadando contra a corrente!




Tem dias que não dá vontade de se levantar da cama. Tem-se a impressão de que estamos nadando contra a corrente, ou melhor, parece que nada dá certo. Tudo que se empreende ou se faz parece vir de encontro com as nossas intenções. Uns dizem que irmãos ligados a nós por laços de inimizade fazem de tudo para nos pegarem em determinados dias em que nossa força de repulsão e proteção estão mais fracas.

Outros dizem que nossas vivências e realizações sociais nos trazem uma carga negativa que mina as nossas atividades, sejam elas espirituais, físicas e etc.

Nestas situações o que fazer? Sentar e chorar? Não se levantar da cama e dizer que o mundo não presta? Acredito que nenhuma das opções é a mais indicada, penso que precisamos refletir sobre todos os sinais que recebemos em momentos ímpares de nossas vidas. O bem e o mal são apenas fruto de nosso posicionamento frente às coisas.

Se plantarmos boas sementes, sempre vamos colher bons frutos, não existe colheita diferente da intenção do plantio. Inimigos, energias, ruins, maus presságios, olho gordo, feitiço e outras porcarias, só terão efeito se por algum motivo estivermos ligados de forma mental, astral ou física a este tipo de energia. Nosso passo e nossa caminhada dão o tom da melodia, nada há que possa fazer desistir o insistente de uma bela empreitada, pois somos o que pensamos.

E tudo para confirmar que infelizmente o mal tomou conta das consciências, onde as pessoas preferem eleger o que é negativo como prioritário ao invés de optarem pelo caminho menos árduo e mais eficaz, ou seja, o caminho do bem. Bem que existe dentro de cada um de nós e deve ser resgatado como forma de dinâmica e aceleração interna de cada ser.

Pense nisso, o projeto cósmico de cada indivíduo está ligado diretamente a evolução subjetiva de cada ser, com reflexo na caminhada coletiva que por hora empreitamos. Se feliz é um estado de espírito, negue o mal e priorize o bem em sua vida. E tenha certeza que os bons frutos vão ser colhidos com certeza.

Prefiro a incerteza do tentar, a culpa da desistência prematura.

Aratanan – Deixe de ser coitado, ainda há tempo para uma nova caminhada.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Inveja



Sinônimo de cobiça, a inveja é o desejo de possuir ou gozar de algum bem que outrem possui ou desfruta. Fruto da preguiça, da falta da capacidade e crença na força pessoal que possuímos de alterar o nosso destino e nossas vidas.

A inveja demonstra uma certa incapacidade de construção pessoal por cobiça sobre as coisas alheias. Mais que um defeito a inveja é uma doença silenciosa, que chega de mansinho e faz casa na vida dos menos vigilantes. Sua propagação e aplicabilidade em alguma das vezes é nociva e pode gerar conflitos, secções e até mortes desnecessárias, pois o envolvidos pela cobiça não medem esforços para propagar suas mais íntimas pervesidades.

Nota-se na Biblia a hestoria de Caim e Abel, cujo simbolismo nos dá a dualidade entre a razão e a cobiça, onde a incapacidade de ser humilde e às vezes até generoso nos faz agir de forma insana frente às nossas relações pessoais e sociais. Quanto mais ambiciosos somos, mais fragilizados nos tornamos frente ao poder das práticas invejosas. A vontade insatisfeita de alguns, forja as manifestações de desequlibrio e desrespeito em relação ao outro. Parece que ocorre um esquecimento sobre a grande responsabilidade daquele que possui mais em relação aos outros.

Somos escravizados por sentimentos de apego que nos mantem escravos de nossas mais baixas ilusões, queremos acumular o que não conseguimos carregar. Sendo que o outro passa a ser referência apenas para a manifestação do nosso despeito e de nossas mais baixas intenções. Quantas secções, desuniões e desconfortos provocados em favor de uma aparente satisfação, até mesmo porque, a inveja quando se manifesta de forma irrefreada não traz satisfação e seu descontrole alimenta a necessidade de sempre se querer mais do que realmente se precisa. Inclusive, perdoem a pessoalidade, mas temos que ter nos outros que sobressaem nas varias manifestações da vida, uma referência positiva e um incentivo maior, pois o sol brilha para todos e nossas ingerências em desfavor de nossos irmãos nos faz estacionar em nossa caminhada pessoal e espiritual.

Sendo assim, feita uma análise intima daqueles que vibram na inveja, nota-se uma dicotomia e certo egoísmo desenfreado, e até mesmo uma preguiça em relação à maior magia do ser humano – a vontade. Pensamos inclusive, no mau exemplo que tal defeito traz para as gerações futuras, até mesmo porque, a inveja é uma manifestação que pode gerar efeitos sobre as organizações coletivas, onde grupos de pessoas ou até mesmo suas representações, podem por atos de cobiça caçar a liberdade e até a vida daqueles que por um motivo ou outro manifestam ganhos de caráter e de alta grandeza material.

Finalmente, ficamos as vezes irresignados, pois vemos na atualidade um incentivo, mesmo que disfarçado de uma competição negativa que visa apenas a manifestação de disputas por poder e controle de massas para alimento da sanha apegada ao dominio e a dominação. Diante destas manifestações, só nos resta a resistência e divulgação da caridade e da diligencia como formas de combate a este defeito que vilipendia a evolução da humanidade há muitos séculos.

Quanto custa a sua dignidade?

Aratanan - Voando baixo!