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terça-feira, 8 de novembro de 2011

A Verdadeira Religiosidade de Umbanda Liberta.





A verdade é uma dádiva. Só têm acesso a sua manifestação aqueles que são capazes de enxergar com os bons olhos da alma e não com os olhos da vida e até mesmo com os olhos de suas limitadas esperanças. Quando digo que a verdade se manifesta, faço apenas uma ressalva, que ao se manifestar ela não se apresenta em sua totalidade, pois nossos olhos ainda embaçados pela luxúria, mesquinhez e falta de caridade pessoal não nos permitem um só décimo ou bocado deste evento que chamamos de - verdade.

Nossas expectativas são muito frágeis e nossas verdades (estas de caráter moral e essencial) se decompõem frente a qualquer facho de luz que venha ser colocada em confronto com o que defendemos como sua manifestação. Nossas certezas se evaporam quando aqueles com quem nos alinhamos se fragilizam, pois por questões reflexivas vamos sofrer os mesmos embates e desatinos dos que nos antecederam. Deve ser por isso que algumas pessoas estão sempre se contradizendo, falam, propagam e vendem idéias que depois eles mesmos não sustentam. Chamo isso de “animismo vicioso”, onde a alma fala de forma desarmônica e impõe falsas crenças que desestabilizam o meio e os locais de manifestação do ser neste estado de vício.

Por isso defendemos a Umbanda que liberta, seja ela de escola for, mas sua manifestação precisa se livrar das fantasias, fetiches e animismos viciosos que apenas atrasam a nossa caminhada evolutiva. Espiritualmente ainda estamos na idade das cavernas, nossos limites territoriais, econômicos e sociais nos mostram que o domínio das massas sem a aplicação de crenças de emprego coletivo está nos levando à falência institucional moderna.

Nós os Umbandistas, devemos abdicar do que entendemos por verdades e mostrar sem nenhuma vergonha que nossas crenças ou análises das verdades que nos foram apresentadas, é que precisam dar o tom da melodia de nossa evolução. Precisamos acabar rapidamente com o modismo e o conforto que a roupa branca nos concede e fazer vibrar nosso grito de irresignação com o que é propagado atualmente dentro de nossos terreiros. Chega de tanto proselitismo e invencionismos, a Umbanda clama por lucidez urgente. Pois verdades e crenças não podem ser confundidas e a medida do amor universal nos pesa na consciência, quando usamos a religião e não a religiosidade, que nos faz ser igual e definitivamente verdadeiros perante as leis naturais e espirituais que nos regem, para adotarmos posturas de cunho unicamente subjetivo e prejudicial.

Chega de invencionice! Chega de mau querer! Chega de mentiras! Chega de Falsidade!


Precisamos resgatar o bom Deus dentro de nossas consciências e fazer da religiosidade de Umbanda uma forma eficaz de melhoria dos nossos processos de evolução eterna.

Aratanan – Se vou mudar o mundo não sei, apenas tento!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Só sei que nada sei!



Hoje mexendo em meus alfarrábios, reli velhos livros e velhas apostilas ligadas a Umbanda. Prescrutei velhas mensagens e aulas, revisei velhos costumes e atitudes e cheguei a seguinte conclusão:

As pessoas mentem muito! (E por ser terapeuta vejo que a mentira é uma grande doença).

Ela chega de mansinho, bem de mansinho e quando se vê, lá foi um caminhão desgovernado de mentiras. Mentem em tudo. A verdade passou a ser, segundo o Jurista Rui Barbosa, um sentimento de vergonha.

Em um desses livros que hoje manusiei, vi na página de agradecimento uma salva de reconhecimento ao guia espiritual, que creio assistia ao irmão que escreveu a obra em comento.

Em que pese o irmão ser um mentiroso deslavado, a obra realmente mereçe o nosso respeito, pois ela ensina o que é certo dentro da forma essencial que se busca em sua leitura. Acontece que passados tantos anos de sua escrita, quando observamos o irmão que a escreveu .....

Tudo isso me faz lembrar dos antigos e seus adágios: “Faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço!

Deve ser por isso que não nos entendemos, dá-lhe falsa modéstia, mentiras, enganações e etc. Tem muito templo por ai, construído sobre a escravidão mental imposta aos ditos dicipulos de ninguém, não é verdade? Sempre alerto os mais afobados para prescrutarem todos aqueles que lhe surgem na vida como “Mestre, Baba, Pai e coisa e tal"; olhe a vida deles, suas obras, suas vitórias pessoais, seu berço, seus traumas e sua incapacidade de mudar a própria vida de forma natural (sem usar os outros).

Caso ele passe por esta primeira prova, prescrutem sua moral, a forma como ele se dá com as mulheres, com o dinheiro, com as farras e etc. Poucos passam nestas duas provas, o apego e a falsa modéstia sempre os acompanham. Enquanto isso, nossa querida Umbanda segue seu caminho, mostrando que o tempo é realmente o senhor das verdades!

Aratanan de Aracruz! (peço perdão aos inconsequentes, mas este texto foi inspirado por mim mesmo).

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Seara nossa de todos os dias!



Amamos a verdade e não temos nenhum apreço com a burrice. Parece que estamos ditando uma lei, mas na verdade a experiência tem demonstrado que a verdade sempre vençe. Já fomos confrontados por ela algumas vezes e sem nenhum peso na consciencia fomos vitoriosos nesse embate.

Há alguns meses tive a oportunidade de acessar o Talmud (livro de registros históricos judaicos) e de ler uma nova versão da história do Grande Mestre Jesus. Em que pese a imposição Católica, esta outra versão dos fatos, não tira o poder e a grande missão de Jesus, mas humaniza o mesmo enquanto vestido de carne, sem que por isso venha desrespeitá-lo.

A história tem dessas coisas, as verdades são relativas e o entendimento de uma doutrina ou enredo religioso às vezes permite, como ciência e religião humana, uma série de interpretações. É por isso que vivemos neste antro de desentendimentos, pois todos estão com um pouco da verdade, mas não com sua totalidade.

Imagine a decepção de muitos, se descobrirmos que o mestre Jesus foi casado, teve filhos, compromissos socias, fez sexo, bebeu e etc. Imagine o falso moralismo despencando frente as verdades que ainda não foram reveladas. Imagine a hipocrisia sendo jogada às traças, porque as leis naturais impõem um ritimo que não se prende a falsa modéstia humana.

Tudo isso me faz pensar de forma livre, sem preconcepções, pois vejo verdade em tudo, até nas mentiras. Somos o resultado de nossa deplorável existência. Fazemos e ditamos tudo aquilo que um dia praticamos como habitual. Nossas reminicências são a mola mestra de nossa conduta atual. Nossa mediocridade não nos deixa evoluir e fazer com que todos evoluam, pois nossa generosidade se limita ao espaço geográfico que nosso nariz aponta.

Verdade, verdade, verdade ainda te encontro. Tenho certeza que voce está em tudo e em todos e que num belo dia voce também vai estar junto a consciência dos atuais dirigentes da UMBANDA (nem vou citar outras religiões).

Aratanan de Aracruz!

sábado, 8 de agosto de 2009

Leitura de Umbanda.


Quem não entende um olhar também não entende uma longa explicação!
Provérbio.


No meio umbandista se aprende de tudo. Aprende-se a rezar, a orar, a fazer um bom banho, uma boa defumação, um patuá, uma guia, uma contra-magia, etc. Só não se aprende a olhar o semelhante dentro do olho e ver nele uma extensão de nós mesmos. Existem pessoas difíceis, de complicada convivência, mas mesmo estes irmãos precisam enfrentar a força de um olhar verdadeiro.

E quando falo de olhar não falo de olhar de censura, de desprezo, de intimidação, falo do olhar puro, aquele mostra o interior do ser. Este mesmo; aquele olhar em que a pessoa sente em você a expressão de uma verdade única que é a essência de Deus que habita em todos nós.

Vemos nos outros nós mesmos, se estamos doentes, vemos doença em tudo, se estamos infelizes, vemos infelicidade em todos, se estamos alegres, vemos alegria em todos e se estamos em sintonia, vemos sintonia em tudo e todos. Somos espelhos de nós mesmos, enxergamos aquilo que nossas capacidades permitem.

Venho observado no meio umbandista o reclame de irmãos que ainda não conseguiram ver um espírito. Noto que na maioria das vezes estes irmãos não conseguiram ainda, perceber o ser interior que habita em seus corpos, fato que impede a percepção do que é exterior por incapacidade básica de se interiorizar.

Aquele que se conhece, conhece o todo, somos, como sempre repito, o microcosmo manifestado, somos uma miniatura do todo. Na maioria das vezes, nos damos conta disso, quando nos envelhecemos ou quando passamos por alguma prova ligada a saúde. Infelizmente, por não nos enxergarmos não enxergamos o outro, e, muito dos sofrimentos que perpetuamos, estão na nossa incapacidade de se dividir. Somos muito egocêntricos e muito egoístas, nossa felicidade tem uma base material para se sustentar e sofremos muito por causa desse apego.

E como sofremos.

Para finalizar, penso que devemos olhar dentro dos olhos uns dos outros, este exercício mostra quem somos e quem é o nosso verdadeiro interlocutor ou semelhante, o que evita que partamos desta reencarnação com cabeça baixa e com a necessidade de que terceiros façam por nós, o que é de nossa única e exclusiva responsabilidade.

Aratanan de Aracruz – Olho no olho!

domingo, 5 de julho de 2009

De volta ao Começo



Tenho ouvido falar muito de iniciação e de várias escolas iniciáticas. Contudo tenho ouvido falar muito pouco das verdadeiras iniciações, as quais nos são dadas pelo dono da vida e do destino de cada um – Deus!

Somos iguais, mas com caminhos diferentes. Uns já experimentaram mais, outros experimentaram menos aparentemente, mas a existência e o caminho de reencontro é o mesmo. Por isso somos tão iguais, pois seguimos para o mesmo encontro – Deus.

Nos ritos de passagem ou de iniciação formal, os adeptos tinham que passar por provas simbólicas que representavam os estágios de regresso ao criador. Neste simbolismo, era permitida ao adepto a oportunidade de se conhecer e conhecer um pouco da essência de sua existência.

Cada prova demonstrava os percalços da vida e a necessidade íntima de se colocar no verdadeiro caminho de volta. Poucos conseguiam vencer as tendências pessoais e os ritmos do ego. Estas escolas na sua grande maioria eram restritas a um seleto grupo, vez que o grau consciêncional de cada um era por bem respeitado e a oportunidade só era dada aos adeptos considerados prontos.

Agora, não pense você que estas promoções eram feitas de forma isolada, sem a presença dos amigos invisíveis (espíritos). Era comum a evocação e/ou invocação destes entes queridos, para implementarem os ritos de passagem, onde era a consciência do adepto que dava o ritmo de aprendizado e a disposição de ser um fomentador das energias sublimadas junto ao meio em que vivia.

Hoje vivemos um contra-senso no que se refere a estas iniciações, ditas como templárias, onde as lideranças carnais se interpõe entre o sagrado e os adeptos, fazendo um bloqueio entre o espiritual e a matéria. Tais atitudes na maioria das vezes são permeadas pela insegurança e/ou pela vontade de auferir lucros com as chamadas iniciações terrenas.

Que pena, deve ser por isso que vemos tantos pseudo-iniciados, e um outro tanto de pseudo-iniciantes, que não conseguem resolver seus problemas pessoais mais simples, quiçá os de seus “discípulos”.

“O verdadeiro Mestre forma outros Mestres e não Discípulos”.

Aratanan de Aracruz – Quem é seu Mestre, fale ou te devoro?