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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Perdendo o medo do perigo!





Segundo a psique, o medo dentro de suas várias manifestações é uma forma de manifestação dos mecanismos de defesa do ego. Assim, quando manifestamos estados equilibrados e bem mensurados do que podemos chamar de medo, estamos na realidade nos defendendo dos assédios físicos ou energéticos que permeiam a nossa manifestação na carne.

Assim, um pouco de medo não faz mal a ninguém, pelo contrário, protege a pessoa de atitudes e vivências que muito das vezes podem desgraçar o futuro de quem se arvora nas buscas insanas de experiências cujo caminho de retorno é impossível. O sujeito sem medo, não passa de um ser sem limites, suas atitudes são de trato imediato e as conseqüências, doa a quem doer, são apenas fruto da recompensa direta que se manifesta em seus desejos de cunho muito pessoal e egoísta.

Não fosse isso, segundo a tão bagunçada Bíblia Católica (você sabe o que significa a palavra católico?), São Pedro teve medo de andar sobre as águas, junto com o Mestre Jesus. Se formos fazer uma leitura histórica, teremos um grande mestre tentando provar a questão da fé a um dos seus futuros iniciados, ou melhor, criando um ato de confiança ou “rapport” para com um de seus discípulos. Se formos fazer uma leitura simbólica, teremos uma demonstração de que os que podem mais tem mais responsabilidade com os que têm menos; que a quem mais for dado maior a responsabilidade; que nossos limites são fruto de nossa incapacidade de vibrar em coisas maiores e de maior poder; que a única arma que temos contra as provas existências é a nossa capacidade de acreditar em novas possibilidades mediante a manifestação de nossos atos de fé, etc;

(Ponto, parágrafo! Até ai tudo bem ...)

Mas, E quando a nossa cretinice, perde o medo do compromisso e dos planos de realização das leis universais de evolução e do amor eterno ordenado pelo criador? O que acontece com o homem quando perde o senso de responsabilidade em relação a todos os seus irmãos terrenos?

Se for na política e no crime, não precisamos nem perder tempo com explanações sem fim, pois os jornais diários nos mostram o nível de compromisso de certos cidadãos por este mundo a fora. Na questão religiosa, a coisa complica, pois a perda de medo das ações e compromissos divinos nos impõe um crime que muito das vezes não é punido pelas leis deste mundo. Onde as esferas astrais permitem até um certo conforto aos falsos, devido a uma gama de fatores que não nos cabe o julgamento. Parece que o divino aceita e tem uma certa tolerância com as malversações religiosas, aproveitando o mínimo de cada ato nefasto e o transformando de forma muito pessoal em atos que beneficiam uma minoria. Em síntese o astral aproveita tudo. Pois se assim não for, vai para o ralo a questão da fé pessoal de cada um ...

O pior de tudo é que a perda do medo religioso cria um sem numero de atividades ditas religiosas, as quais apenas defendem os interesses mesquinhos de alguns filhos da mentira (ressalvo as exceções) tendo como resultado final, apenas o locupletamento de suas vilanias materiais. E todo esse domínio se manifesta no fato de que os que têm medo, e às vezes medo demais, se entregam e entregam também suas posses a desmedida ganância luxurienta destes, ainda ignorantes seres.

Enquanto isso o poder oculto do mundo, aquele que você não vê, continua sua insana luta pelo domínio das massas, insuflando a contra cultura religiosa, e, mantendo a grande maioria dos seres sob rédea curta ou em falsa liberdade mental, pois o domínio pode ser efetivado por mais de uma forma de vilania.

Paz e luz a todos, que nossas reflexões nos protejam do caminho escolhido pela nossa sociedade, a falta de medo e de outras virtudes que embaçam a nossa obrigatória evolução.
Aratanan

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Religião, religiosidade ou tábua de salvação?





Pense no primeiro homem que surgiu sobre a face da terra, se é que ele surgiu sozinho. Pense nos seus traumas vivências, crenças, pensamentos, doutrinas, modos e costumes. Pense na solidão e no desamparo de ter surgido neste planeta sem que lhes fossem ditas as suas reais origens e as bases de sua constituição. Pense na falta que este homem sentia do pai ou criador que deveria tê-lo gerado, ao invés de lançá-lo em um planeta sem lhe mostrar as raízes de sua origem.

Consegiu pensar?

Então se prepare para seguinte notícia: existe muito deste primeiro homem dentro de voce. Estas questões mal resolvidas habitam seu ser diuturnamente, temos ainda muito deste homem primitivo. Nossos instintos e verdades caminham de forma silenciosa dentro desta herança genética. Ainda caçamos, habitamos e temos relações sociais muito pareceidas com as relações deste primeiro homem. Fazemos a guerra, lutamos por comida, religião, conforto social e demais mazelas de nossa essência animal da mesma forma do exemplo que foi dado.
Somos fruto desta intrincada manipulação genética, realmente somos filhos das estrelas e viemos habitar este planeta na condição de escravos de nossos destinos e deliberadamente compromissados com nossa evolução que é meramente espiritual.

Para complementar pense no fato que durante muito tempo a ciência e a religião andaram de mãos dadas, elas eram uma só manifestação dos conhecimentos terrenos e espirituais. Com a separação foi criado um novo modelo de percepção das coisas, onde o que é espiritual não pode ser científico e vice versa. Quem perde com isso somos todos nós, pois a crença ou discrença nas realizações espirituais passa sempre pelo crivo da necessidade de comprovação fática.

No que se refere a religião, criou-se um sentimento de culpa em relação a suas verdades, pois a medida que os fatos religiosos não são aceitos pela ciência, o religioso se enveredou para uma situação de eterno culpado, sentindo-se desconfortável todas as vezes que sua fé é colocada a prova, ou quando não consegue provar os atos de suas crenças. Para os cristãos a imagem do cristo crucificado passou a ser a cruz de cada um, pois por pura manipulação dos fatos aquela imagem os impele a culpa pela crucificação do grande mestre.

Nós os umbandistas criamos uma situação reversa de culpa onde o não seguir uma base ou uma transmissão oral de um determinado culto ou linha nos traz a sensação de traição das coisas que nos foram passadas e pelos compromissos que assumimos em pretéritas passagens de nossas vidas. Tudo isso nos faz ver verdades que muito das vezes nem acreditamos nelas, mas por estarmos engessados nestes compromissos, nos comportamos, como verdadeiros cristãos, apenas para diminuir o sentimento de culpa e solidão que nos foi transmitida pelo primeiro homem que habitou este lindo planeta.

Iniciar é caminhar dentro do processo evolutivo, onde após vencermos os entraves da carne, fazemos nascer o homem espiritual disvinculado desta simbiose, ciente de sua eterna caminhada em favor de si e de todos os outros que merecem o seu amor.

Falar de amor é simples, praticá-lo é o grande grande problema de nossa humanidade.