terça-feira, 15 de setembro de 2015

Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós!






Momento de crise, momento de reflexão!?

O ser humano é muito engraçado, sempre navega ao sabor de suas crenças e dificuldades de se entender dentro de um intrincado sistema de armadilhas mentais. Duvido que o indígena da Amazônia, de preferência um que esteja alijado das fontes de informação, saiba sobre eventual crise do sistema financeiro brasileiro, quiçá mundial – risos!

O que precisamos separar em primeiro lugar é a existência de dois mundos, um interno e outro externo ao ser humano. O interno é reflexo da ligação matéria e espírito (temos a alma, como características subjetivas deste espírito). Costumo a chamar esta modalidade interna de “prisão do bem”, pois tanto a matéria como o espírito se aprisionam de forma muito natural, e tão natural que nos traz certos incômodos durante a vida.

Vejam vocês que este processo interno é bem suave, pois prima pela liberdade seja ela em estado onírico ou de vigília. Em estado onírico viajamos deste de nossa essência até os planos dimensionais que fogem do nosso saber, de nosso conhecer localizado e finalmente de nossa sina materialista. Já em estado de vigília, fazemos nossos vôos com as limitações da realidade em que estamos navegando, mas conseguimos com determinado esforço perceber mundos e atenções subjetivas que precisamos ter durante todo um dia de vida terrena.

Esta diferença se faz mais perceptível quando navegamos nas águas profundas do mundo externo, pois só nos posicionamos sobre aquilo, que de certa forma, nos provoca atenção ou a necessidade de julgamento com o fito de uma reação qualquer. Digo que o externo é o que mais nos castiga, pois as coisas acontecem nesta manifestação da vida, muito das vezes a revelia de nossas vontades e capacidade de entendimento direto, amplo e oportuno dos fatos.

Se em determinado lugar existe uma guerra, nossos julgamentos ao perceber o fenômeno externo, se manifestam de forma a tentar entender e até mesmo de nos colocar emocionalmente frente à cena ou sentimentos que são despertados por este fato. Parece que o externo é a escola ou a emissão de energia que é capturada por nosso sistema interno, e por fim diluída na formação de nossos sentimentos. Parece também, que o externo tem uma independência que nos faz criar mecanismos de defesa sobre ações que nós mesmos fomentamos. Isso mesmo, nossos atos, mesmo que os mais simples dão forma ao mundo externo que tanto sofrimento ou alegria nos traz durante toda uma vida.

Somos os diretores deste filme, vivendo em dois mundos em conflito, sem a resposta imediata para a solução eficaz de tanta desarmonia. Daí sempre surge uma tristeza, que se transforma em desconforto, que se transforma em fuga da realidade, que se transforma em verdade, que se transforma em doença e que muito das vezes se transforma em morte física. Pobres coitados os seres humanos e suas idiossincrasias! Donos da verdade burra e escravos de si mesmo.

E agora o que fazer?

Penso que o melhor caminho é buscar os sinais, sejam eles gráficos, energéticos, físicos, emocionais, naturais, eletromagnéticos e etc. As respostas sempre vêm em forma de sinais. Não para todos, pois cérebro e mente, para alguns, são dois obstáculos de percepção consciencial eficaz e saudável.  Mas voltando ao assunto pego-me lembrando do dia em que quis perceber mais profundamente estes dois mundos, e um grande sinal apareceu para conforto da minha expectativa. Nele colhi a seguinte frase: “Conhece a ti mesmo”!

Confesso que ainda estou em busca do conhecer interior, mas também declaro que muita coisa já se resolveu, principalmente a intrincada guerra entre dois mundos que um dia foi verdade em minha vida. Tudo isso porque o conhecer me deu a liberdade como remédio da caminhada individual que se reflete de forma coletiva, pois o DEUS que habita em mim busca o bem incessantemente, aguardando que eu me desfaça da ignorância que me afasta do bem que sempre vence.

Seja feliz e se liberte!

Aratanan



segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Piloto Automático



Ops! Estamos no piloto automático, ou melhor, fazendo o mesmo de sempre! Em contrapartida, e da mesma forma, nossa querida umbanda, continua seu trajeto inabalável e firme, de forma que nossa interferência não muda os projetos maiores de sua concepção.

Já vimos muitas brigas, muitos chiliques, indecisões, mentiras, falsidades e enganações de sempre, mas a umbanda de todos nós, em sua essência puríssima não muda e não vai mudar nunca. Na verdade, nós é que precisamos dela, não o contrário. Ela, a Umbanda, representa um remédio coletivo muito maior do que a limitação que tentamos lhe impor por efeito de nossos graus consciencionais. Sua imutabilidade como direcionadora de nosso destino é clara, e, ela nunca vai mudar em nossas concepções, se não mudarmos nossas vidas e forma de entender o todo.

Ponto! Então o que muda neste intrincado poder legal e espiritual que se manifesta através da senhora dos véus?

Penso, como já havia dito acima, que as pessoas é que mudam em relação as coisas "imutáveis" que lhes são apresentadas!

Falo isso, com base na observação das pessoas que conheço de forma direta e indireta, frente as questões ligadas a mãe de todas das religiões. Das várias pessoas que conheço e com algumas que até convivi, vejo que todos querem, de certa forma, apenas fazer aquilo que acreditam e defendem como o conjunto de credos e crendices que carregam como verdades. Se somos importantes neste trajeto, tudo bem, se não somos, tchau e benção, a vida continua seus ciclos de renovação, não é mesmo!?

Vejam vocês que a umbanda, nesta caminhada temporal já deixou para trás, isso desde 1908, ou até antes disso, um seleto grupo de ideais e concepções, que em nossas percepções não passam de modalidades de entendimento de um fenômeno maior – a liberdade de consciências.

Quase não vemos mais, os fenômenos físicos em nossos rituais, poucas são as aberturas de novos canais de entendimento. E, para mostrar o verdadeiro cenário em que vivemos, nos distanciamos uns dos outros, vez que, para saúde de nossos grupos, a melhor solução é o afastamento das lideranças para preservação da convivência social deste mesmo grupo. Seria ridículo, se não fosse cômico o estado de distância em que vivemos atualmente. Neste ínterim sempre é bom pontuarmos uma questão, a qual já se repete há muito e que por muitos anos ainda ficará sem resposta – no mundo carnal confiar em quem?

Esta pergunta ultrapassa a questão espiritual, pois o gênero humano com seus contornos e inclinações não é merecedor, em sua quase maioria, de grandes confianças. Em quantos apostamos durante uma vida e nos decepcionamos? E o pior, dentro desta salada de gêneros, e, no final de nossas assertivas e buscas de entrosamento, em quem podemos depositar a confiança de nossas frustrações mais profundas? Nos sobra apenas, a expressão da iniquidade humana e da ignorância do complexo essencial de nossa representação coletiva, frente a um Deus interno que representamos e não conhecemos.

Nesta triste história de perdas e desentendimentos, as pessoas se afastam, a carruagem passa, os cães ladram, mas a senhora dos véus continua sua caminhada. Para nós que a amamos, a tristeza da distância, pois estamos ficando no tempo, no tempo de nossas inconsciências. O certo é que nos aproximando a cada dia da passagem para outros campos espirituais e nos extinguimos a cada dia em que acordamos, pois realmente, o tempo não para!

Hoje me peguei buscando um tema para escrever e me vi de certa forma, sem assunto para este intrincado campo de visão de uma mesma coisa – a senhora dos véus. Quando mais novo poderia até me permitir um discurso mais aguerrido. Mas o tempo e a distância que a vida me proporciona de tudo aquilo que para mim um dia foi uma grande verdade incontestável, não me permitem um diálogo que não seja o da indiferença. É bom envelhecer mentalmente, nossa visão interna fica mais expressiva e nossos julgamentos acabam caindo em um piloto automático. Só assumimos o comando quando é realmente necessário. Sigamos em frente e cumpramos nossa missão, pois no final só nos restará o desconhecimento e uma lembrança vaga de que um dia existimos.

Não queira conhecer a natureza humana, a história nos mostra que somos os carrascos de nós mesmos.


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O amor é dor que desatina sem doer!


Vejo a dificuldade de alguns irmãos em praticar e desenvolver constantemente a energia libertadora do amor. E o que é o amor, será um verbo intransitivo como definiu Carlos Drummond de Andrade?

Sinceramente vejo que amar é isso e muito mais, pois a chamada para o amor geralmente acontece frente a situações de desconforto e conflito que se manifestam em nossas vidas. Quem nunca ouviu uma história rotineira de perdão entre inimigos no leito de morte, ou em situações de pura tristeza com perdas indefinidas.

Lembro inclusive das sábias palavras de um guardião, nosso conhecido de muito tempo: - “as vezes amar é simplesmente dizer NÃO”. Pois um não bem dito pode ser o divisor de águas de quem ama e não se coloca na posição de um reles assistente das mazelas humanas.

Imaginem vocês os vários ofícios do mundo recheados de amor! Destacamos a política, a qual segundo Leonardo Boff,  se manifesta de forma equânime quando devidamente espiritualizada.

Mas também precisamos ter me mente o confronto com as provas. Como amar alguém que nos nega a oportunidade de amá-lo(a)? Como amar o que destrói, mata, trai e vende nossa imagem de forma ignóbil e precipitada?

Vale a reflexão na busca taoista pelo caminho do meio, ou do entendimento, de que o outro ainda descansa com a ignorância, o ódio e os apegos. Valendo a máxima do Grande Mestre Jesus – Orai e vigiai! Pois nossos inimigos, se realmente os temos, são como crianças em processo de entendimento de propósitos maiores.

E como sempre diz um Pai velho que também conhecemos: “somos o espelho do outro e de nós mesmos”. Nossas dificuldades de amar se firmam na igualdade energética daqueles que nomeamos nossos inimigos.

Ainda teremos um mundo de Paz e vejo que não vai demorar muito.

Salve a reencarnação, o carma e todos os processos de ajuste espiritual.

Para finalizar não se esqueça, caridade e amor começam dentro de nossas casas.

Eu perdoo e peço perdão sempre.


Aratanan

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A propriedade e a Força do Trabalho na Umbanda!




Não basta termos posses e riquezas, precisamos modular a propriedade com a força do trabalho. Pode parecer até frase pronta do já extinto marxismo e das falsas promessas de igualdade filosófica do mundo.

Dominamos e somos dominados !!!

E se você pensa que com a morte este domínio se encerra ledo engano de sua ingênua concepção de mundo. Estas influências continuam do outro lado. Li em um dos livros do Grande Inácio Ferreira (médico espírita já desencarnado em Uberaba - MG) e não me recordo o nome do livro agora, o cenário escabroso na invenção de drogas que serão inseridas na dimensão humana. Dentre estas desgraças o já tão conhecido “crack” e agora a pior de todas o “oxy”.

Nas narrativas do Dr. Inácio pudemos ver como irmãos em pleno estado de ignorância, ódio e apegos diversos, se organizam em dimensões paralelas com o claro intuito de se apoderar das mentes menos vigilantes. E como é dura a guerra e o dia a dia de todos aqueles que lutam para desarticular e vencer estes irmãos que ainda vibram nas energias deletérias de nosso planeta. Oxalá os nossos Pais Guias e os nossos Exús de Guerra para nos salvar a pele diuturnamente.

Nunca se viu tanta desorganização mental no mundo como se vê hoje em dia, pode ser efeito da internet ou da televisão, mas hoje podemos perceber com mais clareza a pobreza mental que os seres humanos se encontram. Hoje vejo o porque de velhos guerreiros se isolarem das mazelas do mundo, chega uma hora que a desesperança bate mais forte. E alguns já cansados das lutas baixam suas armas em prol de uma melhor passagem para as dimensões fronteiriças. Longe de nós julgá-los, pois é claro que tiveram suas decepções como nós também a temos.

Voltando ao cerne da questão, temos que nossa grande propriedade é hoje a Umbanda, a qual sobrevive neste meio insólito apenas por não ter uma liderança identificável. Pois se fosse o contrário já teríamos desaparecido da face terrestre ha muito, ou estaríamos vendendo ordens do que é certo e errado há muitos outros (apesar de que alguns adoram fazer este papel).

Nossa propriedade maior – a Umbanda – tem suas bases no trabalho, o qual muito das vezes é solitário e aguerrido, bem como firmado na experiência iniciática de cada um. Sejam sacerdotes, sacerdotisas, Pais e Mães de terreiro, esta lídima religião do Brasil sobrevive à socapa de acusações sem fim. Inclusive de forma muito caridosa leva a pecha injusta de ter atividades não cristãs. Apenas por que um seleto grupo de irmãos que vibram na ignorância, pois falam de amor e não o praticam, usam desta verborragia para sobreviver nesta “terra” que hoje aparentemente é de ninguém.

Nossa propriedade depende de nosso trabalho, de nossa responsabilidade e principalmente de nossa mudança de consciência. Até quando teremos que tratar tão mal esta propriedade que nos foi transferida de forma tão simples e verdadeira. E olhem só, muitos hoje não podem reclamar da responsabilidade, pois temos que em momento algum alguém foi obrigado pela espiritualidade a cumprir com esta missão. Mesmo os que estão envolvidos com a banda por questões cármicas, assumiram este compromisso mais por vergonha e culpa de suas destrambelhadas atitudes de outras vidas, do que por obrigatoriedade da lei. Reclamar faz parte, mas trabalhar em favor é mais do que obrigação.

Deixar este patrimônio inerte é o mesmo que deixar de comer para sobreviver, sendo que a escolha é de cada um e compromisso e zelo é da alçada dos escolhidos (não obrigados), pois se vence o mal apenas com o bem e mais nada.

Qual é o espaço que você quer ocupar quando esta propriedade imaterial que se manifesta na Umbanda, for meio de correção e ajuste, de você compromissado astralmente com a banda, principalmente quando estiver em outra dimensão frente a frente com sua consciência?

Pare de justificar, Deus sabe de suas vontades e de suas inverdades, deixa de ser preguiçoso e cuide deste bem maior. Melhor do que criticar e deixar de lado é ter um mínimo de compromisso subjetivo e coletivo.

Que o bom Deus tenha pena de nós.

Aratanan – Tenho visto muita gente sofrendo com mediunidade reprimida e mal tratada. 

Paciência.