quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal.











Obrigado Deus, por me permitir evoluir e fazer de minhas vitórias e derrotas, os marcos concretos de minha obrigatória evolução.



Natal é época de reflexão e até mesmo de releitura de nossas atitudes durante o ano que se passou. Querer um Ano Novo cheio de realizações é até bem louvável, mas deixar a ficha suja de nossa consciência sem nenhuma modificação, é o mesmo que chegar ao final do próximo ano com as mesmas aspirações, mas sem nenhuma tomada de mudança concreta em nossas atitudes.



Mais do que ver e perceber o outro é preciso se interiorizar e fazer de nossa caminhada uma marca de mudança interna (microcosmo). Além disso, é preciso deixar de ser orgulhoso e perceber que todos nós temos obrigações uns com os outros, mesmo que ainda não entendamos bem tais obrigações.



Pensar em ano Novo é pensar em reforma interna, utilizando o ano que passou como um basilador de nossas novas atitudes. Deixar de querer inventar e fazer parte do movimento cósmico de harmonia, torna-se uma boa idéia. Deixar de subverter, mentir, criar cismas, conflitos e outros vícios oriundos do orgulho, é mais que uma obrigação, é uma meta.



Lembrem-se que todos os que nos cercam tem representação microscósmica em nossas vidas; nossos pais representam todos os pais do mundo, nossos filhos, todos os filhos do mundo e nossos irmãos todos os irmãos espalhados por todos os recantos da terra. Deixar de exercer a caridade dentro de nossa casa e furtar com o dever cósmico de ser caridoso e generoso de forma absoluta, ou seja, se tornar um cidadão do mundo.



Pense nisso, releia a cartilha de sempre, dedique um tempo ao texto abaixo, ele apesar de ser antigo é fielemente atual e seu bom entendimento e prática pode nos livrar de muitas armadilhas.







O CAMINHO RETO DA INICIAÇÃO NA UMBANDA







Caríssimo leitor. Você já estará certamente convencido, conscientemente compenetrado, pelo que vem lendo e assimilando, de que a Corrente Astral de Umbanda é um fator vivo, imperante. Existe, expressa-se e se relaciona através de milhares e milhares de Falanges de Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças, Guias e Protetores. Como Guias identificamos as entidades que estão num grau muito mais elevado ou possuem conhecimentos gerais muito mais amplos do que os que se encontram no grau de Protetores.







Os Guias operam no cabalismo profundo da Magia dos Sinais Riscados - que denominamos também de Lei dePemba, e os Protetores, via de regra, são auxiliares, trabalham, isto é, operam na Magia, dentro de seus conhecimentos, porém num âmbito relativo e mais simples. Os Guias não são comuns ou afins à maioria dos médiuns; nesse caso estão os Protetores, e assim mesmo somente através dos que sejam médiuns de fato, positivos. De qualquer forma, com ou sem médiuns, as Falanges atuam sobre a coletividade umbandista, fiscalizando, frenando, amparando. Não confundir, portanto, animismo, fanatismo, influência de "quiumba" e mesmo a mistificação vaidosa, consciente, que também são fatores reais, com a legítima manifestação do Guia ou Protetor de fato e de direito. Devemos tolerar os senões apontados, visto serem produto da falta da Doutrina especializada, da ignorância, e sobretudo porque eles definem estados de consciência "dando cabeçadas nos degraus da evolução".







No entanto, desculpar ou tolerar não é compactuar, submeterse, aliar-se. Assim, o leitor já deve ter deduzido definitivamente que os valores postos em ação e reação pela mentalidade da massa são circunscritos, isto é, "medidos, pesados e contados" pelo seu grau de mentalidade ou de alcance do intelecto, e não como o produto direto da atuação das genuínas Falanges de Caboclos, Pretos-Velhos, etc.







Bem, sabemos que são inumeráveis os desiludidos por via desses fatores reais. Sabemos que se contam às centenas os simpatizantes, adeptos e mesmo iniciados inconformados e muitos até envolvidos pela sombra da descrença, dado que confundiram, misturaram o que era do humano médium com o que pensaram ser do próprio Guia ou Protetor. Conceitos errôneos adquiridos por força de tantos impactos, de tantos fracassos e de tantas desilusões, humanas, é claro. Um nosso caso particular elucida bem o que desejamos ressaltar:







"Aos 16 anos de idade tivemos a oportunidade surpreendente de falar e receber conselhos, inclusive três profecias do caboclo Yrapuã, através de urna mocinha, médium, mas de família carola, católica. Durante seguramente uns vinte anos - depois que nos embrenhamos na seara umbamdista - falamos com vários 'Yrapuãs', sem que jamais nos tenham reconhecido ou identificado, pois aquela entidade nos havia dito que voltaria a falar-nos no futuro, tendo ainda o cuidado de nos ter avisado de que, com esse nome, só existia ele mesmo. Esse retorno real aconteceu, porém, há uns dois anos atrás e por intermédio deum médium que jamais nos havia visto. Yrapuã veio confirmar os acontecimentos realizados e profetizados. Logo após subiu em definitivo; foi oló".







Por essas e por outras, oh! irmão, não é que você vai deixar de se filiar diretamente à Sagrada Corrente Astral de Umbanda, composta essencialmente dos Guias e Protetores astrais; passe por cima dessa subfiliação que implica em você se deixar cair, ou envolver, na faixa vibratória de um médium qualquer, quer seja chefe de terreiro, pai ou mãe-de-santo, tata ou lá o que for.







Isso porque as condições reinantes, de chefia, doutrina, ritual e magia, são dúbias, e você sendo urna pessoa que lê, estuda, perquire e compara, na certa não vai, nem deve, submeter-se a um "quiumba" qualquer, arvorado a caboclo ou preto-velho. Você, sendo um verdadeiro "filho de fé" da Corrente Astral de Umbanda, não deve ficar na dependência e no temor dos "caprichos de A ou de B", sabendo que o elemento mediúnico é humano; é "aparelho" sujeito a desgaste, erro, subversão de sua própria mediunidade ou dom.







E mesmo que o médium seja bom, positivo, correto, esclarecido e com bons Guias ou Protetores, está sujeito a morrer, adoecer e a errar também, podendo inclusive surgir um problema qualquer no terreiro com você e conseqüente afastamento; portanto, a filiação direta e tão-somente a faixa espirítica, moral e vibratória de um chefe de terreiro não é



o bastante para lhe acobertar de eventuais problemas ou decaídas mediúnicas, cisões, etc. Entenda bem: se você é filho de santo ou iniciado por um Guia ou Protetor de um médium, está, ipso facto, ligado essencialmente quer à sua corrente espirítica mediúnica, quer às suas condições mentais ou psíquicas, morais, etc., isto é, fica envolvido inteiramente em sua orientação, práticas, subpráticas ou rituais.







Se ele morre, erra ou decai na moral e na mediunidade, lógico que você fica impregnado, comprometido com todos os fatores mágicos, ritualísticos ou práticos e astrais a que tanto se ligou por intermédio dele, e se você brigar com ele e se afastar, muito pior, porque haverá forçosamente um impacto moral, mental, astral, isto é, um choque de correntes, quer a razão esteja com você, quer com ele, e como a maioria desses chefes são vaidosos e cheios de sensibilidade, esperam que o caso não fique assim ... assim ... entendeu, não é?







Por essa e por outras é que existe, acertadamente, no culto africano a tirada da mão de vumi, isto é, ninguém que enxergue um palmo do assunto deseja ficar ligado às influências astrais do defunto "pai-de-santo", ou aos impactos decorrentes de uma decaída ou cisão. E se levarmos diretamente ao caso do erro ou da subversão dos valores morais-mediúnicos, tanto pior, pois aí é que você vai receber a metade da pancadaria, ou melhor, as sobras da derrocada. Lógico.







Você estava ligado, comprometido e até participava de trabalhos especiais constantemente (embora inocente ou inconscientemente, na confiança), como queria ficar isento dessas injunções? Magia é magia. Astral é astral. Ligação é ligação. Raciocine, entenda e compare.







Então, não convém a ninguém (adepto ou iniciado) ficar sujeito a essas eventualidades ou condições, mesmo que o médium seja da linha reta, em tudo por tudo. Não mantenha ilusões, estamos lhe dando um recado, que vem muito de cima e não de baixo.







O que lhe convém é se pôr a coberto de qualquer uma dessas eventualidades, filiando-se por cima de tudo isso e diretamente à Corrente Astral de Umbanda - a sua Cúpula Astral, composta dos Guias Espirituais, que são os seus legítimos mentores; esses jamais subverterão essa cobertura, essa proteção, porque não são humanos, não são médiuns.







Se você seguir o que vamos aconselhar, vinculando tudo ao item 2, do qual vai inteirar-se logo adiante, nada terna, nem mesmo o seu chefe, quer seja caboclo ou preto-velho, quer seja o próprio médium, porque o Guia ou Protetor, seu ou desse médium, não pode negar, nem desfazer e nem obstruir isso, alegando qualquer coisa, porque se assim proceder, não é um legítimo integrante dessa Sagrada Corrente Astral de Umbanda, visto estar na obrigação de saber que a Ordem é de cima, da Cúpula Astral, e não de baixo, pessoal, nossa. E não se esqueça, irmão, todo "quiumba" prima pela vaidade, arrogância e desfaçatez.







Tudo o que lhe vamos TRANSMITIR redundará numa FILIAÇÃO ou numa INICIAÇÃO Astral DIRETA - não alterando outros fatores ou valores, e se o fizer, é para melhor, mesmo que você conserve outros talismãs ou colares particulares, de seus protetores, de seu terreiro. Porque por onde vamos encaminhá-Io encontrará urna superfiliação e não apenas urna subfiliação, pois vai implicar em:







1º) conselhos e advertências claras, positivas e irreversíveis dentro da Linha da Reta Iniciação;







2º) consolidação disso tudo, numa GUIA CABALÍSTICA, ordenada e CONSAGRADA pela Cúpula da Corrente Astral de Umbanda, que sintetiza, representa e traduz: a) os Sagrados Mistérios da Cruz; b) o Signo Cosmogônico da Hierarquia Crística; c) a Alta



Magia da Umbanda e a sua identificação corno genuíno adepto ou iniciado umbandista. Essa guia (colar com a cruz e o triângulo – veja adiante) define cabalmente o lado A - UMBANDA Evolutiva, o lado B - Africanismo degenerado, catimbó, pajelança, rituais confusos, práticas grosseiras, mescladas, etc. Atente primeiro para as questões relacionadas com o item 1º. Pratique a caridade, seja lá corno for; por intenção ou sentimentos bons, por generosidade e até mesmo por vaidade - faça a caridade, quer material, quer moral, quer astral-espirítica.







O único "talão de cheque" que você pode levar quando deixar essa sua carcaça apodrecendo lá na cova é esse; único pelo qual pode sacar no Banco Cármico do Astral.



Lá você pode depositar suas "ações", sujeitas até a "correção de valores" entre seus méritos e deméritos, e onde se aplica a regra eternal do "fora da caridade não há salvação".







Não aceite a baleIa que por aí pregam, de que "a caridade sem a boa intenção nada vale". Isso é força de expressão doutrinária "de nossos melodiosos irmãos kardecistas".



Toda ação positiva, quer parta da pureza intencional, quer parta simplesmente da generosidade, quer seja impulsionada apenas pela vaidade, produz um benefício, um conforto, uma satisfação, um alívio.







Portanto, será contada, medida e pesada, para que se lhe atribua um valor. Entretanto, a caridade não se restringe apenas ao socorro aos que estão necessitados de comida, roupa ou medicamento; há outros elementos, por via de certos conhecimentos, poderes psíquicos e mediúnicos. Os desesperados e decaídos por causas morais, emocionais e astrais são incontáveis e a esses nem sempre o pão e a roupa fazem falta. Asseveramos isso de cadeira, porque militamos como "curandeiros e macumbeiros" há quase trinta anos. Sim, porque, via de regra, o médium que cura é logo apodado de "curandeiro" pelos interessados, invejosos, despeitados e contrariados, e se ele for de Umbanda, adicionamlogo: "é macumbeiro".







Assim, afirmamos que há desesperos e traumas de toda espécie, complexos terríveis, que somente um "curandeiro experimentado ou um médium-magista pode enfrentar e curar". Da medicina especializada aos terreiros é onde termina a via-crucis de um sem-número de infelizes, do corpo e da alma.







A verdadeira Iniciação da Corrente Astral de Umbanda é subir pelo merecimento, pela vontade férrea, os degraus do conhecimento e do poder, a fim de adquirir as condições indispensáveis à prática desse tipo de caridade.







Para que você vive, irmão? Só para comer, beber, gozar, procriar... e vegetar? Isso os irracionais também fazem. Assim você sobe e desce, sempre navegando nas mesmas águas.







Procure ser útil a seus semelhantes, e da forma mais positiva, mais aproveitável e real, que se traduz na caridade pela sabedoria. Amor somente não o levará à verdadeira Iniciação; tem que irmaná à sabedoria das coisas.







Então, como já explanamos especialmente essa questão de caridade, esperamos que você faça tudo para pautar sua conduta dentro desses singelos itens:







a) Escute muito, observe muito e fale pouco. Não seja um impulsivo. Domine-se. E quando o fizer, que o seja para conciliar, amparar, mas sem ferir o ponto fraco de ninguém.







b) Não alimente vibrações negativas, de ódio, rancor, inveja, ciúme, etc. E nunca perca seu tempo, para não desperdiçar suas energias neuropsíquicas, na tentativa de convencer um fanático, um arrogante ou pretensioso, seja de tal ou qual setor, mormente do religioso.







c) Não tente impor seus dons mediúnicos, ressaltando sempre os feitos de seus guias ou protetores. Tudo isso pode ser bem problemático, e não se esqueça de que pode ser testado, ter desilusões, até porque, se tiver mesmo dons e poderes, eles saltarão, e qualquer um logo perceberá. Isso o "zé-povinho" cheira de longe.







d) Não mantenha convivência com pessoas más, invejosas e maldizentes. Isso é importante para sua aura, a fim de não ficar sobrecarregado com "as larvas ou os piolhos astrais" desse tipo de gente. Tolerar a ignorância não é partilhar dela.







e) Tenha ânimo forte, através de qualquer prova; confie, espere, mas se movimente de acordo com o que vai aprender relativo ao item 2.







f) Não tema ninguém, pois o medo é prova de que está com algum débito oculto em sua consciência pedindo reajuste.







g) Não conte seus "segredos" assim, a um e a outro, pois sua consciência é o templo onde deverá levá-Ios a julgamento; todavia, deve saber identificar um verdadeiro amigo, e o faça seu confidente. Isso é bom. Ninguém deve ficar "remoendo" certas coisas na consciência.







h) Lembre-se sempre de que todos nós erramos, pois o erro é humano e fator ligado à dor, à provação e, conseqüentemente, às lições com suas experimentações. Sem dor, lições, experiência, não há carma, não há humanização, nem polimento íntimo – o importante é não reincidir nos mesmos erros. Passe uma esponjano passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação e aprenda a não se incomodar com o que os outros disserem de você; geralmente aquele que fala mal de outro tem inveja, despeito ou uma mágoa qualquer.







i) Conserve sua saúde psíquica zelando pelo seu moral, ao mesmo tempo que cuide da física com uma alimentação racional; não force sua natureza a se isentar da carne, se você verificar que seu organismo sente a sua falta; não abuse de fumo, álcool ou qualquer outro excitante.







j) Na véspera e logo após a sessão mediúnica não tenha contato sexual, especialmente se for participar de algum trabalho de descarga, demanda, etc., dentro de uma corrente mágica ou de oferendas.







k) Todo mês, escolha u m dia a fim de passar algumas horas em contato com a natureza, especialmente um bosque, mata ou cachoeira. O mar não se presta muito à meditação ou à serenidade quando está um tanto ou quanto agitado”. (...)







W. W. Matta e Silva



Livro Doutrina Secreta de Umbanda.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

MEDIUNIDADE E TRANSTORNOS MENTAIS.




NARCISISMO.

Sigmundo Freud, pai da psicanálise, escandalizou os puristas em 1914, quando abriu uma discussão sobre o narcisismo. Freud estava estudando casos de neuroses extremas e de pacientes que simplesmente “não reagiam a terapia”. Para explicar a existência destes pacientes, que pareciam estar além dos limites da linguagem (e não se pode esquecer que a psicanálise é uma cura pela palavra), Freud recorreu ao mito de narciso.

Neste mito grego, um dos favoritos de Freud, conta a história de um belíssimo jovem, que olha para um lago e se apaixona pela sua própria imagem refletida na água. Esse amor é impossível, pois o jovem não pode possuir a si mesmo. Ele vai definhando e morre, transformando-se em uma flor: o narciso. Existem inclusive, outras versões deste mito, o que de certa forma não tira a lição por ele preconizada. Esta imagem tão simples serve como ilustração marcante do ego que se volta para si mesmo e não consegue mais se comunicar com o mundo externo.

O fato de Freud adotar este raciocínio a respeito do narcissimo e de reconhecer a sua importância fundamental surpreendeu – ou até mesmo chocou – aqueles que entendiam a sua obra apenas como uma teoria sobre o conflito entre pulsões.

No fundo o narcisismo é uma espécie de auto-erotismo, inseparável do corpo e da linguagem. Não há nada do lado de fora, nada ao que reagir. Segundo um texto coletado na Wikipédia, Narcisismo descreve a característica de personalidade de paixão por si mesmo.

Em psicologia e psiquiatria, o narcisismo muito excessivo é o que dificulta o individuo a ter uma vida satisfatória, é reconhecido como um estado patológico e recebe o nome de “Transtorno de personalidade narcisista”. Indivíduos com o transtorno julgam-se grandiosos e possuem necessidades de admiração e aprovação de outras pessoas em excesso, o que pode acarretar a megalomania (delírio, mania de grandeza) e a crença no poder supremo de seu pensamento.

Em psicanálise o narcisismo representa um modo particular de relação com a sexualidade, sendo um conceito crucial para a formação da teoria psicanalítica tal qual conhecemos hoje. Em 1914 Freud lançou o livro Sobre a Introdução do Conceito de Narcisismo, neste livro Freud subdivide o narcisismo em duas fases:

Narcisismo primário- é a fase auto-erótica, o primeiro modo de satisfação da libido, de as pulsões buscam satisfação no próprio corpo. Nesse período ainda não existe uma unidade do ego, nem uma diferenciação real do mundo.

Narcisismo secundário - ocorre em dois momentos: o investimento objetal e o retorno desse investimento para o ego. Quando o bebê já consegue diferenciar seu próprio corpo do mundo externo ele identifica quais as suas necessidades e quem pode satisfazê-las, então concentra em um objeto suas pulsões parciais, geralmente na mãe.
 O narcisismo não é apenas uma condição patológica, mas também um protetor do psiquísmo. Um narcisismo “que promove a constituição de uma imagem de si unificada, perfeita, cumprida e inteira”. (Houser, 2006, pág. 33). Ultrapassa o auto-erotismo para fornecer a integração de uma figura positiva e diferenciada do outro.
Exprimir uma certa forma de narcisismo não tem nada de grave num adolescente. Trata-se na maior parte das vezes de uma etapa no desenvolvimento da personalidade antes de enfrentar as responsabilidades da vida adulta. No entanto, se o comportamento narcisístico não desaparece, e pelo contrário se exaspera, é melhor recorrer a um profissional em saúde mental para tratamento urgente.

Os termos "narcisismo" e "narcisista" são frequentemente utilizados como pejorativos, denotando vaidade ou egoísmo. Quando aplicado a um grupo social, o conceito tem relação com o conceito de elitismo.
Levando tal distúrbio para as manifestações psíquicas ligadas a mediunidade, temos que o amor excessivo pela própria imagem pode se transformar em transtorno de caráter mental. Tal postura pode se agravar quando acontece um processo de transferência, onde uma outra pessoa serve de modelo para as paixões mais subjetivas do narcisista.

A grosso modo a vaidade extrema e o massacre da imagem de quem não aceita suas ideias ou até mesmo contradiz os fatos ligados ao seu delírio espiritual, constituem os atos de manifestação do narcisista e de sua extrema crueldade frente a consciência alheia.

A adoção de pais e mães em substituição aos seus reais genitores, é uma forma direta de substituição de seu amor próprio, pelo de pessoas que se sujeitam a suas vaidades pessoais. Na mediunidade, os narcisistas, substituem suas incapacidades pela de pessoas, ricas e poderosas, pois estas pessoas acabam sendo o espelho de sua alta estima exacerbada. Dependendo do estado de adoecimento, acusam seus desafectos das mais nefastas mentiras, com fito de se protegerem e massagearem o seu próprio ego. Além dos delírios espirituais que possuem, carregam uma mania de grandeza que se não for controlada a tempo e modo destroem a vida e os sentimentos da verdadeira obrigação cristã ligada a mediunidade, principalmente de quem estiver sobre sua responsabilidade e comando mediúnico.

Na umbanda fazem questão de ser o centro das atenções e não medem esforços para denegrir a imagem de quem não se ajusta a sua sana medíocre pelo poder. Viver dos restos dos outros, no sentido de sugarem suas energias até que não lhes sobrem um mínimo de dignidade, acaba sendo a bandeira destes entes de apurado e excessivo auto-amor.
 
Se escondem inclusive atrás de seus guias e
protetores, para continuar lançando suas redes de mentira e opressão religiosa em quem quer que lhes cruze o caminho. São os donos da verdade e quem não participar ou coadunar destas é lançado no rol dos culpados, haja vista o desajuste que acaba tomando conta dos “seus terreiros”. Em estado avançado de delírios, inventam ritos e cerimônias desnecessárias com o fim de mostrarem seus “dotes e belezas” espirituais. Colhendo ao final e como forma de ensino espiritual, uma repulsa direta de seus guias e protectores que em primeira instância lhes enviam alguns avisos diretos, e, em segunda instância, lhes cassam suas ordens e direitos de trabalho. Fato, que vem agravar ainda mais sua situação mediúnica, pois o engodo que tanto lhes alimenta se transforma em forma e modo de destruição de sua própria fé - uns ainda tentam ser líderes em outras religiões, renegando tudo aquilo que não conseguiram acumular em suas vivencias espirituais anteriores.

Para finalizar esta é apenas uma das formas de manifestação de vários transtornos mentais através da mediunidade; Kardec, André Luiz, Mata e Silva entre outros, já nos alertavam para outras formas. Fique atento, Deus sempre tem a resposta final para tudo nesta vida, às vezes ela demora, mas um dia chega e quem por um motivo ou outro foi injustiçado, tem o prazer de que valeu a pena esperar.

Aratanan – Me gosto muito, mas não ao ponto de roubar o amor dos outros para nutrir o meu.








segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Bafo da Cobra!



O verdadeiro sábio, enxerga sabedoria em tudo e em todos!

Mestre Ramaryon


(Fábula)
 
A cobra queria se casar, mas tinha um bafo horrível. Então ela procurou a coruja que era mais velha e experiente e lhe contou sobre o problema. A coruja dona de uma sabedoria invulgar lhe disse:


- Olha dona cobra, penso que voce precisa melhorar a sua alimentação; voce precisa selecionar o que entra em sua boca, para que o que saia, saia de forma limpa e menos agressiva.

A cobra perplexa, pensou e disse de sopetão:

- Mudar já mais, já estou acostumada em comer os meus ratinhos, passarinhos, ovos e outras guloseimas que a floresta me fornece, não posso mudar meus hábitos de forma tão rápida, pois posso até me adoeçer.

A coruja como grande sabedora de que as mudanças radicais podem virar doença, disse:

- Realmente dona cobra, penso que voce esta com a razão, primeiro precisamos mudar a sua consciência sobre os alimentos, para aos poucos mudarmos a sua alimentação e afastarmos este bafo medonho.

A cobra que não estava lá para mudanças, deu de costas e partiu para o seu hábito de sempre, comer seus ratinhos, passarinhos e outras guloseimas mais propriciadas pela floresta.

O tempo passou e um fato interessante começou a preocupar a cobra, que além de não conseguir se casar, passou também a perder os dentes, os quais tanto lhe ajudavam a se alimentar. Não fosse isto a cobra começou a se reparar e viu que já não possuia a habilidade de antes, já não conseguia caçar tão bem como na juventude. Rastejou até perto de um riacho, olhou sua face no espelho d’água e viu que o tempo passou e que ela continuava com o mesmo bafo, além de sozinha, e, agora em situação que além de conflitante lhe era de certa forma extremamente perigosa. Neste interem, se lembrou da coruja e pensou em procurá-la. Começou a rastejar e percebeu que já o fazia com dificuldade. Pelo caminho, observou que a mata onde viveu toda uma vida já não era mais a mesma. Percebeu também, que os bichos tinham mudado muiro e só ela continuava com os mesmos costumes e desejos, desejos estes que agora não mais poderia realizar. Parou pelo caminho, viu uma pedra, pensou em subir em cima dela para ver o horizonte e o fez com muita dificuldade. Quando estava sobre a pedra e de repente, um gavião passou e em um só golpe matou a velha cobra, a qual lhe serviu de alimento junto com sua ninhada.


Conclusão
É irmão, a vida tem destas coisas, todos nós possuímos o nosso bafo. Uns querem melhorá-lo, outros não. Acabamos fazendo o que nossa consciência, nos permite, coisas boas e coisas ruins. Mas só o tempo pode nos mostrar a realidade, ou seja, o abandono do corpo físico. Desde que nacemos começamos a morrer, isto é uma verdade inabalável. Os dentes caem e nossa força não é mais a mesma. Por isso voce que ainda é jovem, não espere a morte chegar para que voce faça sua mudança de paradigmas. O desencarne pode ser o gavião, o qual vai-lhe mostrar que seu corpo é e sempre será útil na manutenção do universo, mesmo que seja para alimentar os vermes após a sua morte. Por isso, acorde enquanto é tempo, procure a sua coruja (sabedoria), mude o que entra por sua boca (consciência) e de aos outros um bafo mais refinado de sua consciência.

No mundo fazemos o papel da cobra, umas escutam as corujas (sabedoria), outras apenas as ignoram, mas o tempo acaba fazendo a seleção do que é bom ou ruim para o nosso destino de cobra. Nestes atos não temos direitos de intervenção, pois a lei é imutável e o tempo também. Acorde enquanto voce pode, não se esqueça que possuímos nosso karma pessoal e subjetivo, dele não podemos fugir. Deixe de se levar pelos outros e mude o seu destino enquanto é tampo, pois o grande gavião está sempre a nos espreitar e com certeza seu bafo vai ser muito difícil de ser retirado.

Aratanan – Gosto muito de Gavião, não sei porque, deve ser por isso que criei esta fábula para voce, irmãozinho de Umbanda que anda perdido por este mundo a fora.



 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fazendo Umbanda com felicidade!


Um dos grandes prazeres que tenho nesta vida é o de ser umbandista, digo um, porque a umbanda não nos encarcera, ao contrário, ela nos deixa livres para usufruirmos de outras alegrias deste mundo.

Aquele que não tomar cuidado pode ficar alienado e acabar alienando os outros. Vive como um escravo de suas próprias ilusões e depois culpa a Umbanda pela escravidão que impôs aos outros, tudo isso através de um processo de submissão, o qual tanto temos alertando nestes últimos meses.

Precisamos despertar o bom senso e ter coragem de alertarmos àqueles que conduzem grupos religiosos, de que existem outras formas de caridade pelo mundo. Temos família, filhos, trabalho, compromissos sociais e outros que precisam de nossa presença e resposta.

Tenho irmãos espalhados por este Brasil a fora, que vivem em ritmo de trabalho escravo para suas religiões e acabam parando com tudo (vida social, familiar, nem “sexar” mais os ditos cujos querem, pois se engabelaram para o lado ruim das religiões - a devoção cega, também chamada de fanatismo. Estão mortos e vivos ao mesmo tempo, não produzem mais nada. E quando tentamos lhes alertar a resposta é sempre a mesma: - Temos medo! – Nosso Pai de Santé nos disse que se tentarmos fazer diferente, vamos sofrer por vingança do plano espiritual e etc.

Não sabemos mais quem é o enganador e quem é o enganado, pois acreditar em maldade e vingança de espíritos ligados ao bem é o mesmo que acreditar que a divindade é ruim. Pensem bem nisso, será que a fonte criadora, que pode acabar com todo o mal do mundo, é escrava da vaidade individual de um espírito ligado ao que aventuramos a chamar de mal? Que caboclo, pai velho ou criança é esta que se alia ao bem e ao mal ao mesmo tempo? Que Pai de Santé é este que não forma iguais, mas forma escravos de suas mentiras pessoais e mitológicas?

A única explicação que encontro para isso é a incapacidade de muitos em não separarem “religião” de “religiosidade”, pois por incrível que pareça estas duas atribuições dos sentimentos humanos ligados à fé, possuem diferenças gritantes.

Viver para a espiritualidade vai muito além do filo religioso que abraçamos, para isso temos que fazer esta diferenciação. Pelo que tenho visto as religiões só servem apara seccionar e criar diferenças entre as pessoas. Todos se escondem atrás das religiões espalhadas pelo mundo para criar certa distância entre os pobres mortais de credo diferente.

É tanta religião e tanto líder que a máxima de sempre deve ser de novo verbejada: “Nas religiões parecemos tribos indígenas, só que temos muitos caciques e pajés para mandarem, e por outro lado, poucos índios que queiram receber ordens”! Por mais engraçado que pareça, estamos vivendo esta temática há séculos - “minha religião é boa e a dos outros não presta”.

Já na religiosidade, vivemos de forma menos equivocada, pois na religiosidade fazemos a nossa parte e respeitamos a do outro quando o assunto é religião. Afastamos a submissão e damos lugar à crítica com fins de afastarmos os equívocos, chamando a todos para uma reflexão sobre a capacidade de podermos caminhar um dia juntos.

Caminhar junto não é abrir mão do que pensamos; caminhar junto é exercermos a nossa religiosidade de forma individual, com respeito ao grau consciencional de cada um. Significa também o respeito à capacidade de cada um perceber e sentir o sagrado como forma de sua percepção individual.

Tudo isso não é mito ou utopia, estas posições e pensamentos são formas claras de bom respeito à base de nossas convicções - o sagrado. Sei que vai demorar, mas ainda vamos ver neste planeta o dia em que seremos uma só consciência de Deus. Vai demorar mais chega.

Enquanto isso, só nos resta alertar aos menos incautos para que renovem a sua fé, quebrando as correntes da submissão ideológica e religiosa que os espertalhões de outrora e sempre, tentam lhes impor sem a mínima pena ou dó!

Umbanda, melhor do que “estar” é “ser”!
Aratanan – Minha religiosidade é Deus.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Amor impossível!



Ressalvo os abnegados irmãos de meu convívio, bem como as pessoas sérias que conheci e conheço, graças a Deus!

Mas;

Todas as vezes que através do perjuro praticamos atos contrários ao amor (esse projeto de amor que possuímos de forma muito subjetiva) atentamos contra nós mesmos e contra as pessoas que são vítimas de nossas falácias.

Criticar é um direito, mas agir em confronto com o que falamos é um desvario irresponsável e de conseqüências terríveis. Pois emitimos mesmo que de forma superficial energias não salutares aos que são vítimas de nossas chamadas insidiosas.

Nesta minha caminhada pessoal eu já vi de tudo (pelo menos penso que sim), mas o que mais me incomodou neste pequeno trecho de vida, foi perceber como as pessoas são superficiais. Demonstram sentimentos oportunos e interesseiros, isso na maioria das vezes, com o intuito apenas de se fazerem atendidas nas suas mais baixas torpezas.

Várias foram às vezes que apostei nas pessoas, tive algumas decepções é claro, mas em nosso meio religioso, posso dizer que “deixei de ter verdades e passei a ter crenças”. Sempre que apostei na verdade de alguns irmãos umbandistas, abri mão das minhas verdades, e, por conseqüência, atentei em desfavor de mim mesmo.

E a ingratidão, meu Deus, a ingratidão ..... Este é o maior de todos os efeitos ocasionados pela incapacidade de amar que a maioria das pessoas possui. Seus efeitos são como a terra fofa que absorve e não repercute ou devolve. (...) – “Faça-me um agrado, mas não espere nada de mim, pois o mínimo que me for solicitado vou interpretar como permuta espiritual e isso eu não faço (para alguns – risos) – celebre frase da perfídia interesseira (...)l”.

Pobres desgraçados é o que somos, bebemos e comemos na mesma mesa e não conseguimos enxergar nem o que comemos, andamos pelas ruas e não enxergamos nem o que somos, vivemos em nossas casas e não convivemos com os que ali moram, somos seres espirituais e não entendemos nem o que significa o estado de ser de um espírito.

Refletir é uma boa solução, principalmente, quando vemos as dicotomias do ser humano. E na Umbanda, por incrível que pareça estas dicotomias são mais perceptíveis, pois precisamos deles – os guias espirituais – para que haja interação entre os dois planos. Por este motivo não conseguimos mentir ou enganar por muito tempo. Somos como a areia do deserto, onde o vento (plano espiritual) nos arruma da melhor forma possível, mas continuamos sem consistência (nossas atitudes e destemperanças), simplesmente por que não conseguimos ainda viver de forma concreta – amar.

Os guias espirituais são o enlevo de aferição entre o ser bom ou não ser, eles tem tolerância, mas não são submissos aos sofismas que praticamos em desfavor de nossos semelhantes!

“O mentiroso só existe, porque existem aqueles que acreditam nele”.

Aratanan

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

DESEQUILÍBRIO CAPITAL - O ORGULHO


Penso no orgulho de duas formas, uma positiva e outra negativa.


A forma positiva se manifesta na capacidade de se manifestar um sentimento ligado a nossa realização pessoal, ou até mesmo, de nossa dignidade pessoal. Neste caso vejo orgulho de forma positiva, pois esta satisfação mesmo que abstrata se manifesta em nossa percepção astral/emocional e de certa forma nos incentiva e faz bem. Vejo nesta manifestação do orgulho, inclusive, um átomo de força capaz de nos motivar a novos projetos e qualificações pessoais. Penso também que a junção de um orgulho mais um pensamento altruísta pode gerar em favor do coletivo atos favoráveis de implemento das atitudes que se encontram em estado latente em nossos organismos e que precisam ser despertadas. Quem nunca sonhou com um elogio dos pais firmado na declaração: “- meu filho(a) tenho muito orgulho de você”. Quem em sã consciência e mesmo que na ausência dos pais, não pensou em receber um elogio de extrema monta? Quem não tem orgulho em favor dos seus heróis e ídolos? Vejo que este orgulho é por demais positivo e nos dirige em favor de atos de melhora pessoal e constante, pois através desta manifestação evoluímos e isso é mais que necessário em nosso estado consciencional.


Não fosse isso e como tudo na vida é equilíbrio, temos também o orgulho ofensivo, o qual tenho por hábito chamar de orgulho negativo. Este é silencioso e nos pega nas várias provas a que somos submetidos nesta via evolutiva. O interessante é que esta manifestação negativa é tão silenciosa e tão agregada as nossas atitudes, que quase sempre não sentimos a sua manifestação. Também, com o alto grau de desarmonia e de adoecimento em que estamos de forma geral, querer não manifestar esta falha de caráter se torna um ato de mera utopia. O problema todo é que se não lapidarmos esta chaga mental, com o tempo vamos ficando cada vez mais intoxicados deste veneno, sua reações com o passar dos tempos são um desastre. Ainda mais quando aliamos a este devaneio, as negativas infusões da maledicência, do sofisma, do apego, da ira e da ignorância. Neste caso todos aqueles que de forma direta ou indireta estão ligados a nós, serão no futuro motivo de nossa desdita. Pois teremos que compensar as leis naturais de livre convivência e arcar, mesmo que em vidas futuras, com as dívidas oriundas de nossa manifestação egoística, a qual acentua em nós o sentimento de orgulho. Pobres almas desgraçadas é o que somos, sofremos e vamos sofrer ainda mais pela nossa incapacidade de quebrar as algemas que nos prendem em nós mesmos.


Em síntese, penso que o melhor remédio para a cura desta doença chamada orgulho, é a prática diuturna do amor e sua manifestação coletiva, o altruísmo. Falar e não agir é o mesmo que pensar e não raciocinar, as verdades acabam morrendo. E mais do que verdades precisamos de crenças, pois elas são mais flexíveis e espelham muito mais a eterna relatividade em que estamos posicionados. Melhorar é preciso.


ARATANAN
Imagem ilustrativa do site

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tentando falar de Amor!





Me perdoem a pretensão de querer falar do amor, logo eu que sempre vivi de forma tão passional. Que não entendi que amar é abstrato e que quando se manifesta materialmente liberta quem quer que seja. Amar é uma ferramenta, ela tem que ser afiada todos os dias, vez que o entreguismo matreiro no qual vivemos nos faz amar de forma muito superficial e pulverizada.

Qual amor é o verdadeiro? O de mãe para filho, o de filho para a mãe; o de pai para a filha, o da filha para o pai, o amor entre irmãos, amigos, etc. Será que esta manifestação representa realmente o amor?

Faço estas reflexões preliminares, apenas para me arvorar na centelha que me foi dada diretamente pelo criador. Ele me amou desde o primeiro instante, ele acreditou e acredita em mim, somos o fruto de nós mesmos. Neste processo de interação eu vou ser ele e ele vai continuar sendo o eu. Alimentamos-nos, vivenciamos e experimentamos da mesma verdade – o existir.

A simples menção ou forma de delimitá-lo ou quiçá imaginá-lo já me faz confirmar a sua existência. Amar, amar e amar, chego a me embreagar do que ainda não possuo. Minha intolerância, minha desigualdade, o meu querer, sempre vão me afastar deste verbo da criação – o amor.

Penso inclusive, que para amar precisamos de certa forma sofrer, retirar o homem velho e fazer nascer o homem novo. Este parto é doloroso, pois temos que confrontar com nós mesmos e com nossas formações essenciais. O Amor cobra muito, mas não é que ele sinta prazer nisto, ele cobra a mudança, o que faz sua energia específica florescer.

Amar é compreender (grau consciencional), inclusive as formas e meios que a energia cósmica nos impele para tão sagrado ato de liberdade. Nossa consciência, ou compreensão de Deus, deve ser forja no cadinho minúsculo que possuimos frente ao metal inefável da existência do criador. Sinto inclusive, que basta uma fagulha do amor de Deus, para podermos construir universos e mais universos, pois isto faz parte de nossa essencia criadora, através da imaginação.

Somos fruto desta verdade e dela não podemos mais fugir. Devemos deixar de “estar” para “ser”. Manifestamos tudo aquilo que somos e desta regra não podemos fugir. Desejar ser é fomentar o verbo da criação, pois estamos aqui e agora. Nosssa verdade, dita absoluta, vive na parcialidade de nossas fraquezas em relação a grande dádiva dada aos abnegados (espíritos libertos). Viver é só uma experiência entre todas as outras, precisamos ultrapassar urgentemente esta barreira ilusória e celebrar o ato divino contido no amor.

Faço inclusive uma reflexão que por certeza deve passar pela cabeça de muitos. Por que não estamos preparados para amar de verdade e viver esta manifestação de forma ilimitada (coletiva). Possuímos de tudo no mundo, riquezas, ciências, espiritualidade, filosofia, artes e etc. O que falta mais? .........

O ser humano.

Isso mesmo, já ia me esquecendo, pois manifestado em todos estes pilares, encontramos o “ser humano” e seus vários graus de compreensão da realidade. Digo inclusive e me desculpem a linguagem coloquial, respeitadas as raras exceções, todos querem puxar a farinha para o seu lado, não é mesmo?

E diante destas duas divagações questiono: onde me posicionar quando falo do amor? Sim o amor que liberta – repito – nele não existe, fronteiras, raças, limites geográficos, somos simplesmente cidadãos do universo. Amar, compreender, tolerar, tudo isso faz parte de um só conjunto, onde o amor faz a mudança e por consequência, manifestamos os atributos que entendo como intrinsecos.

Inclusive faço um aporte entre as comparações do micro e do macro, pois se somos um universo em miniatura, possuímos uma fagulha do amor divino. Penso, inclusive, que a pessoa que se condiciona a buscar o amor verdadeiro, recebe por garantia de seu compromisso os atributos da tolerância e da compreensão. Se estou no meio de um processo, como posso cobrar do outro, o que eu ainda não possuo.

Onde está a verdade? Arrisco até a dizer que a verdade somos nós, independentemente do planeta, universo, galáxia, etc (grande projeto cósmico e universal). Deve ser por isso que o Rabi da Galiléia se calou quando questionado. E se fui aldaz ou indelicado em querer falar sobre a verdade. Me penitencio a pedir o amor de quem tem, para que eu possa também me libertar.

Sempre acreditei que todo ser existente, seja ele reencarnado ou não tem o seu plano de voo definido, o que existe entre as pessoas é a interdependencia, onde nos complementamos com os que sintonizam nossas emisões de paz ou de guerra. Querer sintetizar o amor e suas benesses é para mim pobre mortal/imortal, muito dispendioso, pois meu grau consciencional ainda não me condicionou a amar de verdade (definição consciencional coletiva).

Ainda penso muito em mim e gostaria de pensar mais em nós, penso muito no que é meu e já não queria nem pensar nestas coisas. Busco, busco, busco e, por consequência, caio nas mesmas divagações, amar é se libertar, é ser dono do seu nariz, é sentir o todo em desalinho com o nada que ainda somos.

Evoluir é preciso, viver já não é mais preciso. A grande dádiva espiritual é entender que somos espiritos em franca caminhada espirtual. A estrada é longa, nossa capacidade diminuta, mas evoluir é preciso. Se entender como espirito é necessário, não existe saída para este labirinto e confronto do que acreditamos em face da realidade nua e crua – existimos como espíritos e pronto.

Meu Deus e agora, farei como o obreiro que deve largar tudo e seguir a vivenda de cunho meramente espiritual, foi isto que o Rabi da Galiléia quis exemplificar? Penso que não, acredito inclusive que espirituais já o somos, devemos realmente abandonar os velhos hábitos em busca da sublimação de maior valor nesta caminhada.

Buscai o reino dos céus e o que lhe for necessário vos será acrescentado! Buscar o amor e ganhais em consonânca com vosso sentimento uma fagulha da compreensão e tolerância, as quais não se encarceram em nosso limitado campo mental.

Muito boa estas divagações, as quais são de cunho estritamente pessoal, elas me fizeram buscar folego em favor de várias outras verdades, contidas no verbo amar!

Pena que pratiquemos ainda um sentimento atrofiado neste campo, gostaria de poder amar de verdade e quiçá conseguir a minha independência espiritual.

Obrigado por me fazer pensar.


Aratanan

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Esperança




Perdoem-me a intenção metafórica, mas quem espera alcança. E quando digo espera, não me refiro ao ostracismo e a preguiça que envenenam a arte criadora de cada ser. Esperar é trabalhar a favor de nossas realizações.

Temos sonhos, projetos e consequentemente ambições de caráter material, interpessoal e até espiritual. Se programar é uma arte, aquele que tem projetos de ambição imprópria e desapegada, isso mesmo, ambição coletiva a qual atinge e beneficia a todos, é um Rei por Excelência. Pessoas deste quilate têm a capacidade de mudar a vida e o destino de muita gente.

Mahatma Gandhi dizia, “(...) quanto menos ambição eu possuo menos eu sofro (...)”. E olhem vocês, que ele conseguiu libertar a Índia do julgo Inglês, os quais eram império sem proporções naquela época. Com certeza ele alimentou a esperança e como eu disse no começo, quem espera com trabalho alcança.

Neste interem, posso dizer sem sofismas que alicercei minha esperança a ferro e fogo. Foi nas provas da vida, tanto as passadas, bem como nas vindouras, é que poderei um dia concluir este conceito que se firma dentro de nossas mais intimas expectativas. Faço esta Programação para o futuro, pois apenas depois de renascer para a vida espiritual e que terei condições de sopesar as valorosas dádivas e o aprendizado ligado a minha capacidade de esperar.

Tenho certeza, inclusive, que esta capacidade, já estava entranhada em meu código genético e até mesmo em minha carta reencarnatória, pois sofri muito pouco durante esta minha vida, pelos desvê-los da perda da esperança. Hoje, um pouco mais vivido consigo separar a felicidade da alegria e tudo isto tem reflexo direto na minha esperança em relação as coisas.

Por acreditar no homem como forma de manifestação do criador, no meu dia-a-dia, nutro esta forma de manifestação de minha expectativa em relação ao outro, da mesma forma que o pai consciente e experimentado vê o filho que ainda não passou por todas a agruras e elevações consciencionais que a vida o permite. Tenho a paciência, como mola da minha postura de aceitar o outro como ele é, esperando que um dia ele se reforme e se alinhe com o que Deus de melhor lhe reservou – o Amor.

Faço isso sem sacrifício, procuro ser justo, e ser justo às vezes dá a falsa impressão de que somos muito duros em relação a manifestação comportamental de nossos irmãos. Repito, faço questão de ser justo, sei que esta posição é muito subjetiva, e, que às vezes incomoda muitos que ainda não entenderam as tentativas de nossa posição. Mas, se um dos mais experimentados espíritos que por aqui passou, não foi compreendido como deveria, quem sou eu para querer mais do que realmente mereço em termos de minha aceitação coletiva.

Esta é a minha posição no dia-a-dia, mantenho a primazia de minha moral, tanto pela ética essencial (a que me acompanha por várias reencarnações), como pela ética temporal (aquela forjada pelo ambiente e pelos costumes de onde estamos reencarnados). Com isso nutro a minha esperança de dias melhores, de pronto restabelecimento da ordem, do progresso, da igualdade e do equilíbrio consciencional de todos os irmãos do orbe terrestre.

Pegando um gancho nestas reflexões, penso que incorporar as minhas expectativas ligadas a esperança é um moto contínuo em relação à espera de equilíbrio entre todos os viventes. Tenho a expectativa e mesmo a esperança da verdadeira vida através do novo homem. Transformar é magia, se eu me transformo todo o ambiente ao meu redor também se transforma. Consigo afetar o mais distante lócus do planeta pela minha capacidade de emanar amor. O amor este que sabe dizer “sim” e “não” nas horas certas, aquele que não é submisso, mas apenas é o amor que consigo externar (amor essencial e subjetivo).

E nestas expectativas nutro a minha esperança, esperança essa que faço questão de dividir com quem seja. Nosso projeto de existência se forma na esperança do altíssimo em relação a nós mesmos. Penso que isso me fortalece e pode fortalecer a quem quer que seja, ou melhor, a todo aquele que queira usar a sua magia pessoal em busca do verdadeiro início – O ser, o querer e o transformar (fazer)!

Desta forma, abro um espaço para especular sobre como o que por costume chamamos de espiritual se porta em relação a nós. Pelo andar da carruagem noto que a esperança é a mola chave de toda a espiritualidade, nada é perfeito, sempre existe por parte do plano espiritual uma expectativa de que podemos mudar, e, como quem espera alcança, mudaremos para a glória e satisfação da fonte criadora - Deus.

O projeto espiritual é uma manifestação de pura expectativa que se consagra na esperança de que vamos nos alinhar em um só grau consciencional. As leis cósmicas são aplicadas de forma isonômica. A realidade pós-morte é a baliza que nos alinha de forma igualitária e que nos mostra que a maior construção a ser feita é fora dos limites da carne.

Tudo isso está às claras, mas não enxergamos, apenas sentimos que temos algumas leis que são comuns e imutáveis. Lembro-me inclusive em uma entrevista com o poeta Nei Suassuna, em que lhe foi perguntado, sobre qual ato o deixou mais desconfortável, durante a longa existência física que já manifestava, e, ele respondeu: “o que me deixa mais desapontado nesta minha extensa vida, foi a minha incapacidade de vencer a morte”.

Finalmente, gostaria até mesmo como forma de incentivo para quem ler estas precipitadas preleções, que esperança a meu ver é a capacidade pura e cristalina de se conhecer. Saber quem é você e qual a sua verdadeira identidade diante da vontade da criação. Aquele que se conhece, conhece o todo e tem esperança, pois quem espera alcança...

Aratanan

O Evangelho na visão de Umbandista – I

"A doutrina de Cristo é mais excelente que a de todos os santos, e quem tiver seu espírito encontrará nela um maná escondido. Sucede, porém, que muitos, embora ouçam frequentemente o Evangelho, sentem nele pouco enlevo: é que não possuem o espírito de Cristo. Quem quiser compreender e saborear plenamente as palavras de Cristo é-lhe preciso que procure confirmar à ele toda a sua vida”.





A vontade é uma grande magia, sem ela não conseguimos fazer novos progressos e mudanças em nossa sofrível incapacidade de evolução e de entidmento do todo. Nada neste mundo é de graça, a cada um segundo suas obras. Sem o sentimento de mudança e a necessidade de evolução imediata, os véus que encobrem as cortinas da cegueira espirtual não se disciparão.

A doutrina pregada por Jesus é a da libertação incondicional, ele enfrentou os demônios, suas paixões terrenas e o poder reinante naquela época, com o intuito básico de continuar a sua evolução. Palavras arrastam, exemplos convencem. Este foi o mote do grande pregador da Galiléia. Ele se fez carne pensando no todo e na evolução de cada um de nós, pois estamos sob sua tutela.

O grande alimento desta caminhada não pode ser colhido nos campos e/ou adquirido nos supermercados, ele está dentro de nós. Este é o maná, o alimento celestial, despertá-lo é um ato de pura luta contra as nossas idiocracias. Sem a censura subjetiva não avançamos e continuamos afeitos à vontade e a vaidade dos outros. Se libertar é aumentar a consciência.

Lembre-se todos os povos dominadores do passado (e do presente), impuseram a aculturação e a impossibilidade de instrução aos povos dominados. Aquele que não pensa, não raciocina, não prescruta e não questiona, não faz a diferença. O mundo está cheio de conformados. O inconformismo mental e ideológio, sem violências, é a mola de transformação das coletividades.

Em síntese, para se viver e vivenciar a palavra, que é o alimento dado pelo Cristo, necessário se faz muito mais do que apenas ouvir, é preciso se transformar no Cristo e através desta verdade galgar o caminho do encontro com nossas essências mais puras.

Mude ainda há tempo, mas mude pra melhor todos os dias de sua existência.

Aratanan

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O evangelho na visão de um Umbandista


“Quem me segue não anda nas trevas, diz o Senhor (Jo 8,12). São estas as palavras de Cristo, pelas quais somos advertidos que imitemos sua vida e seus costumes, se verdadeiramente queremos ser iluminados e livres de toda cegueira de coração. Seja, pois, o nosso principal empenho meditar sobre a vida de Jesus Cristo”.



Uma das figuras mais carismáticas e ao mesmo tempo mais controversa de nossa história, é a figura de Jesus. Uns dizem que ele é o Cristo, o ungido, a palavra Cristo tem este significado, pois era comum naquela época a unção dos reis, dos sarcedotes e de pessoas com alto grau de responsabilidade. Crendo ser Jesus o filho do Criador (Deus), ou seu enviado dileto e até mesmo um rei ainda maior que Davi, foi lhe conferido pelos que lhe acompanhavam o nome de enviado de Deus.


Já o nome Jesus (Salvador), muito comum naquela época, da a conotação que proavelmente Jesus tenha tido outro nome, sendo conhecido de forma popular como Jesus Cristo, o “salvador ungido por Deus”. Ungido aqui não tem a conotação de ser ele um ungido, mas ser o mesmo “o” ungido.


Em que pese essas celeumas, penso que a figura do Mestre Jesus, deva ser análisada muito mais por sua obra, do que por suas qualidades físicas ou até mesmo sociais. Se ele bebia, era casado, tinha filhos esposa ou se era solteiro, celibatário e vivia uma vida ascética, isto pouco importa. O que realmente nos deve interessar é a mensagem que ele deixou.


Certo que a Biblia foi devidamente, manipulada, alquebrada, adaptada e até mesmo vilipendiada em seus ensinamentos, o que vale é a mensagem de amor e a certeza que ele – Jesus – sempre praticou o que ele em algum momento falou e defendeu. Em sua história, não existe o antagonismo – Ele era justo.


Seu amor não era submisso, e, muito menos injusto, ele soube aplicar a caridade, a força, a justiça, a verdade nas horas e momentos certos. Ele sempre nadou contra a corrente, pois naquela época a sensação que temos de uma sociedade totalmente, equilibrada e cheia de facilidades eletrônicas e evoluídas, não passa de uma inocência patológica que possuímos desde a infância.


Naquela época a realidade era outra, os costumes diferentes, o modo de pensar era totalmente destituído dos valores que hoje possuímos e ele – Jesus – estava lá defendendo a forma mais completa e simples de nos unirmos e praticarmso o bem comum – simplesmente amar o outro.


Que pena que só tivemos esta experiência distante com Jesus, pois hoje o que vemos são homens de verdades vazias, defendendo o seu espaço e sua forma de ver e pensar. O domínio é gritante e a aniquilação de igual forma. Não construímos um pensamento que liberta, apenas nos servimos de nós mesmos e da inocência dos outros, com o fim de alimentarmos as nossas intransigência e diferenças orgulhosas.


Para onde vamos, quando não cumprimos o que falamos (descemos em nossa caminhada moral?)? Qual a medida e a distância que criamos em relação a Deus, quando nos comportamos coma falta de amor e caridade coletiva?


..................................


Neste caso, prefiro tão somente seguir o exemplo do Mestre, tenho que fazer nascer urgentemente o homem novo, seguir seus exemplos, iluminar minha mente e afastar a cegueira do meu coração e preparar o encontro com a minha realidade (consciência), colocando-a aos pés do criador e de seu discípulo mais amado – Jesus, o Cristo.


Que este exemplo possa mudar alguma coisa na vida daqueles que se permitem a tanto.


Salve - Orixalá


Aratanan

domingo, 24 de outubro de 2010

Arde no peito que nem fogo!



Meu amor pela umbanda arde no peito que nem fogo. Nem quero parar para pensar se ela é a melhor das religiões, apenas faço com que ela seja a melhor para mim e para aqueles que o convívio me permite a presença.

Este “fogo” começa como água fria na maioria das vezes, isso independe de termos na família parentes ligados à umbanda, ficamos a distância apenas vendo e muitas das vezes criticando. Eu mesmo fiz isso, pensava que ser umbandista era se ligar a ignorância, matar bicho e fazer porcariada nas esquinas de rua. Confesso que continuo pensando ser uma estupidez matar bichos em busca de sangue (podemos usar o carvão = sangue preto, mel = sangue vermelho, sal = sangue branco, água de coco = sangue branco e etc, e, funciona, pode acreditar) e sujar as esquinas de rua (verdadeira encruzilhada se encontra na intercessão dos pontos cardeais, ou seja, no meio das linhas que ligam o norte, o sul o leste e o oeste).

Esta água fria só começa a esquentar quando as provas surgem – meu Deus do céu ou melhor Deus nos acuda. Quanto sofrimento, tem hora que dá até um desespero, mas quando estamos na beira do abismo, vem uma mão não sei de onde (mas você pode imaginar) e nos socorre como um passe de mágica. As coisas clareiam e o milagre acontece, os problemas são solucionados de uma hora para outra, tudo de bom acontece, a fé começa a brotar, e, a água começa a esquentar.

Com o tempo vem a retórica, grande figura de repetição, você começa a se influenciar, frequentar e se dedicar, ai a água esquenta um pouco mais. Uns agüentam a ebulição, outros preferem deixar a água esfriar, passam a acreditar, mas não querem se dedicar ou vivenciar a fervura, ou melhor, a ebulição.

Eu como sempre ando na contramão, pois sou daqueles que vou fundo nas coisas, quis saber o que tinha do outro lado do muro e por conseqüência eu vi a luz e como a luz é bacana. Impressiona as vistas e vicia a alma, você sempre quer mais. O meu batismo foi um batismo de sangue (no Omolocô) e, por sabedoria daqueles que me assistem (tudo isso por piedade frente a minha ignorância) foi um batismo de “sangue (no meu caso o mel = sangue vermelho). Bendito seja o dia que sorvi daquele mel, as mascaras caíram, minha essência se fundiu com o cosmos e eu vi a verdadeira luz. Quanta emoção! E água ferveu e como ferveu.

Quando a água secou os metais se fundiram e meu coração ardeu no peito como o fogo queima. Foi bom para mim e pode ser bom para todos aqueles que querem encontrar o fogo divino. O caminho é árduo, mas o gozo é eterno, e, este eu divido com todos sem exceção nenhuma, pois esta água agora fervida é boa de beber.

Faço votos que um dia bebamos da divina água purificada (desculpem a metáfora), mas esta água dá vida e a água da boa sorte. A taça sagrada da vida eterna, o Santo Graal e o elixir da longa vida.

Saravá fraternal ao Velho Cacique (Deus) e a todos os moradores do que os habituamos a chamar de céu.

Aratanan

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O meu amigo Jota!



Tenho um amigo, o nome dele é Jota. Sua vida foi forjada por provas duras, pois sua opção por descortinar as verdades contidas em Deus não lhe trouxe facilidades, no que se refere ao eterno regresso do início. Na juventude experimentou o que de melhor a vida lhe ofereceu. De família humilde não perdeu a dignidade, mesmo nos momentos de extremada prova, usou de seu “cadinho” humilde e se entregou às mãos do criador.

Tenho certeza, amigo Jota, que o tempo lhe fez bem, muito bem, foi ele quem reformou o seu “cadinho”, para que nas auroras da vida, você fizesse a fusão do melhor metal que o ser humano pode possuir - o amor. Sei e não só eu sei, que todo aquele que bater a sua porta será por você bem recebido, será alimentado, terá um lugar para se nutrir e beberá com você na mesma fonte que a criação lhe ofereceu.

Você Jota, não é o mais do mesmo, você é você e isso é o que importa. Só pode dar aquele que tem e você tem muito, muito mesmo, para oferecer aos desenganados do tempo e do templo - seu senso crítico é o balizador de suas ações. Você acorda todos os dias querendo mais e nutrindo o homem novo que você idealizou e passou a construir com o tempo.

Todos te respeitam, o que não significa que te entendam, mas todos foram recebidos por você, comeram na sua mesa, dormiram na sua cama, beberam da sua vida, e ..... . Deixe que eu beba junto com você desta bebida amarga, chamada bem comum, pois quero ter uma cama para oferecer, um alimento para dividir e quem sabe até acumule um pouco do líquido da vida eterna para beber com aqueles que me procurarem.

Sei que nesta hora, você deve estar em seu quartinho todo especial, onde o tempo e suas memórias se faz presentes. Neste quartinho existe um simbolismo muito forte e uma história de vida que você arquiva todos os dias nos livros de sua vida.

Olho nos seus olhos e sinto admiração, não temos mais tempo a perder. Vejo seus cabelos, começando a ficar da cor das favas da paineira e lhe respeito por isso também. Você me deixou beber na fonte que fortalece e anima e isso me faz bem. Manda um abraço para os seus, que também são meus, deixa eu te chamar de amigo e me ajude a caminhar comigo mesmo, isso também me faz bem.

Dá um abraço na nossa pedra e guarde alguns causos seus para me contar quando nos encontrarmos, pois mesmo sabendo que estamos longe dos olhos, mas perto do coração, quero ter a oportunidade de lhe oferecer a minha felicidade presente.

A você querido Jota, o nosso respeito e nossa humilde invocação a favor de sua eterna felicidade.

Enquanto isso o ser humano ..........

Aratanan

Felicidade através da alegria!


Sou uma pessoa feliz e disso não tenho dúvida, tenho mais de um pai, mais de uma mãe e muitos irmãos. Já percebi que o grande segredo desta vida é ser feliz.

Felicidade é um estado do espírito, tudo está bom, o senso crítico aumenta, e você deixa de ser único para ser o todo. Suas atitudes contribuem, auxiliam e concretizam. Você, por estar feliz, é um meio de felicidade alheia. O processo é simples, basta querer, não precisa de fórmulas mágicas, concentrações e rituais, basta querer ser feliz e pronto.

Neste estado você enfrenta com coragem os obstáculos, deixa de ser escravizado, e, se torna cada dia que passa mais um pouco da parcela de Deus. Suas atitudes e atos são comprovados pelo tempo, seu exemplo realmente arrasta, as pessoas se aproximam por respeito e não por bajulação e segundas intenções, mesmo porque, você não se deixa mais se seduzir por atos de pura ambição.

Você é livre e isto é o que basta. Buscar nos momentos de “alegria” a energia que supre, através do riso verdadeiro e do bom oxigênio que nutre é a forma. Ser um disseminador de alegria é um ato de caridade. Ela começa dentro de casa, este ato cria casas felizes, casais felizes, vida próspera e por conseqüência, consciência de nossa verdadeira existência.

Esta é a verdadeira receita de bolo. Dedico esta fórmula simples aos meus pais, mães e amigos e aos meus inimigos o pedido sincero do perdão, vez que ainda não tenho competencia para lhe mostrar as minhas verdadeiras intenções.

Aratanan

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Bom cabrito não berra!




A ingratidão é uma desgraça. Venho observando a postura de alguns dignatários do que convencionamos a chamar de “religião” (um muro simbólico que não permite que vivamos com os que pensam de forma diferente das nossas crenças), e, para não ferir o que não tenho habilitação – religião dos outros - vamos falar da Umbanda.

Outro dia andando pela rua recebi em um mesmo quarteirão vários panfletos de soluções mágicas, para diversos problemas de ordem espiritual. Desde unha encravada a fimose, trazer o amor de volta, tinha um panfleto específico que prometia a solução amorosa em um prazo de 24 horas. Parece brincadeira, mas é verdade!

Valei-me meu bom Deus. Do jeito que as coisas estão indo e se já não existe, teremos consulta espiritual eletrônica em breve. Os guias vão baixar em “boboca pseudo-médium” e vão dar a consulta on line. Para que ir ao um terreiro, não é verdade? Pegar ônibus, dificuldade de estacionar, ritos que demoram, filas para atendimento, etc;

E o que pior, pode-se pagar com cartão de crédito ou débito, basta fornecer o número do cartão e o número da senha que a cobrança é feita de imediato. E podem confiar, pois a segurança de seu nome no extrato e a “honestidade” também são garantidas.

Boa idéia, hein ser humano!!!!

Com tais perfídias, já estou esperando mais uma bomba, “rito de umbanda on line”. Vista sua roupa branca, ponha suas guias, faça a defumação em casa, vá para frente do computar cante os pontos, bata palma e espere o santo descer do outro lado da tela e faça sua Umbanda on line, cuidado para não incorporar e dar passe pelo computador.

Vai ser chique para “xuxu”! Que maravilha hein, o santo vai se on line. Processos mediúnicos, aceitação, graus de iniciação, consagração, batismo, bênçãos, oferendas, preceitos, tudo vai ser feito por computador. Imagine só, você do outro lado da tela, indicando um lugar em sitio sagrado virtual, para que seja firmada uma vela. Tele-entrega de banho ritualístico, velas, alguidares e despachos (porcarias) já prontos.

Fazer o que né minha gente?! O futuro nos espera e está logo ali na porta, temos que evoluir não é verdade. Disso tudo a única máxima que me vem à cabeça é a de que tudo evolui, menos as massas cinzentas de nosso destemido povo de umbanda (ressalvo as exceções).

Para finalizar.

Saravá a sua banda internauta (não é a banda larga da internet, ok?)

Aratanan

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pombagira – Senhora das ilusões terrenas.


Tem alguns assuntos que nos cansam, principalmente o irremdiavel machismo que joga a pexa nas pombagiras de senhoras do puteiro, ou putas de sete homens – Santa ignorância (não é mesmo Battman!?).



Essa ignorância está enraizada no machismo que toma conta dos homens e mulheres, onde o que é feminino tende à tendência da submissão e escravidão de nosso insano preconceito (quando não preconcepção). Tenho uma regra subjetiva, não gosto de falar do que não sei, procuro me alinhar e estudar primeiro para depois dar o meu insignificante parecer.




Mas vamos lá, quem são as pombagiras de umbanda, primeiro que o significado da palavra “BOMBO” tem conotação morfosintética com tambor de formato ovalado, com volume e expressão de manifestação parecida com o útero feminino. E por consequência o termo “GIROUL” com os ciclos lunares e por consequência ao catamênio (menstruação).



A grosso modo o termo significa senhora do som lunar, ou senhora dos ciclos lunares. Tudo isso de forma simploria sem celeuma ou coisa que o baste. Quem conhece a base da doutrina umbandista sabe bem o significado da passividade na criação, entende que Deus se subdividiu em favor da criação e que seu lado passivo deu origem ao equilibrio de sua manifestação. Tudo isso no que se refere a manifestação em seu sentido abstrato, pois quando a energia “Deus” (“energia” usada de forma imprópria e usada apenas de forma figurativa para melhorar o entendiento do que é “inefável”) se manifestou na matéria, ele precisava deste princípio próprio, para gerar a vida (cosmogênese).



Como o homem precisa materializar as suas abstrações, necessário se tornou colocar a força feminina de Deus dentro de um contexto e a ai meus irmãos a coisa descambou de vez. Deus virou mulher (a Deusa) e mesmo ele insistindo que estes principios são um só, o tal do ser humano impôs a figura do lado feminino de Deus como uma coisa palpável (cisma de Irshu).



Daí para cá, coitada da mulher, sempre subjugada e as vezes menosprezada, pois entender que Deus possui os principios masculino e feminino em seu cerne, se transformou em uma desgraça para nossas mais sublimadas companheiras.



Mas querer o quê”!? Em um mundo em que basta um mínimo de holofotes para que a fama se apresente e o dito cujo ser taxado de gay, sapatão, viado, puta e coisas que o bastem, esperar o que de nossas sublimes ncomprensões sobre as senhoras da força passiva. Parece que ser gay, viado, puta e outras “cocitas más” é doença. Não se respeita o estágio em que as pessoas vivem, e por consequência, o grau conciencional de cada um. Parece que não, ou melhor, ao contrário, sempre nos portamos pelo que outro é, se é machão ou santinha está dentro do que nos habilitamos a chamar de “corretamente perfeito”. Mesmo que no calar da luz gostemos de um/uma homosexual ou putinha de nossas fantasia pessoais, mostramos a cara de corretamente perfeitos, vez que a sociedade aceita e sabe que somos grande filhos da puta, mas precisamos manter a aparência, não é mesmo!?



Continuando e aproveitanmdo a energia da senhora que me assiste, esclareço. Se o micro é cópia (imperfeita) do macro e se Deus manifestou seu lado passivo, também manifestamos esta passividade em nossas vidas cármicas. Nas várias vezes que aqui viemos (reencarnação) como mulher, como homosexuais, como machões inveterados, como seres indefinidos, e etc; vamos sempre manifestar a nossa tendência sexual consciêncional, nas várias oportunidades que aqui viermos como projeto de uma reencarnação perfeita.



E voltando ao foco de nossas “ejaculações mentais”, digo, pare de ser trouxa, Pombagira deve ser respeitada como a manifestação da passividade do criador e não como forma de nossos bizarros caprichos sexuais, sejam eles, homo/hetero ou coisa que o valha. Voce já pensou na hipótese de que há alguns anos você vai morrer (graças a Deus) e vai ter que encontrar com sua consciência. Que merda que vai ser em irmão!? Voce mortinho da silva e sua consciência gritando, perjuro, preconceituoso, infame, mentiroso, filho daquilo e de acolá? Vai ser um desespero só não é mesmo?



Então grave isso que vou lhe falar e de uma vez para todas, pare de fazer papel de ridiculo; Pomagira não é mulher de sete homens, ela representa a passividade de Deus no processo de criação, através dela, Deus se fez homem e carne, pois ele precivava se manifestar e é só isso. O fato dela existir no meio de seis Exús, e não sete, é devido a mifestação do imafesto no campo da matéria. Vê se pega esta jogada, Deus se dividiu em passivo e ativo e gerou um filho o ego, este ego precisava se manifestar na matéria (terra, fogo, água e ar). Daí o segredo da existência da Senhora do destino, ou melhor das senhoritas do destino.



Outra coisa, se voce é uma pessoa séria não tenha “vergonha” de incorporar através da mecânica de incorporação, a Srtª. que te assiste, ao contrário, não “evergonhe” a entidade com espalhafotosos atos animicos, festas de arromba, esprobações diversas, vassouras, caldeirões, vestidos de bruxa, vestidos de noiva, casamentos e outras loucuras mais. Pois é certo que estes espiritos, na sua maioria, vem da energia vibratória da Orixá Yemanjá e algumas outras já até reencarnaram e foram queimadas nas fogueiras da era das trevas (igreja católica e sua insana caça as bruxas), por isso firmamos nossa certeza que estas senhoras e senhoritas não estão atrás de sexo e outras “cocitas más”, apenas querem evoluir e fazer o ser humano também evoluir.



Para finalizar, os nomes. Puta que Par.... que nomes. Parece que toda pombagira tem que se chamar “Maria”, como se a mãe de Jesus fosse ícone para toda manifestação feminina. Uma dica, se o espírito se manifesta como Pombagira querendo homen e sacanazem, ponha os seus ouvidos de pé e as barbas de molho. Pode ser que o médium ou a médium (e isso acontece aos borbotões), estejam querendo tirar o “atraso” sexual e voce se não tomar cuidado vai entrar na lábia deles.



Enquanto isso, estas senhoras e senhoritas fazem o que podem, lutam diuturnamente pelo equilíbrio da energia passiva da raça humana, são confundidas com os “rabos de encruza” (espiritos que adoram se alimentar nas encruzilhadas de rua) que só querem sexo e sêmem, e mesmo assim seguram a onda, pois como dizia Jesus: “nenhuma das ovelas do aprisco de me pai, se perderão”. E enquanto isso.... aqui no reino do desconhecimento e das preconcepções, nós pobres mortais vamos caminhando, caminhando, caminhando e caminhando.



Umbandista se instrua – Umbandista burro – Umbanda fraca!



Aratanan – sob a inspiração da senhorita que por piedade o acompanha.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Perdendo a inocência patológica.


Somos enganados desde o nascimento, vivemos os sonhos e a desilusões de nossos pais e quando não os temos vivemos a ilusão do que nos cerca.

Somos orientados a competição, lutamnos diuturnamente contra tudo e contra todos e isso ocorre de forma ilusória. A sensação de ser o melhor ou mais bonito para o papai, mamãe, titio, vovó, vovô e etc é uma pexa que não conseguios sair dela.

O tempo passa e a competição começa com os nossos mais diletos responsáveis, se temos pais é com eles se não temos é com quem está ao nosso lado. Voces já viram aquelas crianças pirracentas que batem a cabeça no chão e coisa que o valha até conseguirem satisfazer as suas mais baixas vontades.

Tudo isso se enquadra na inocência patológica, vamos adiquirindo isso como passar dos anos, queremos carinho e nada mais. Se não formos agradados viramos cara e atacamos todos aqueles que de alguma forma não supriram as nossas expectativas mais orgulhosas.

Somos narcissitas e isso ninguém nos tira, vivemos em nosso mundinho enfadonho e cheio de fantasias, repito, queremos carinho e procuramos um pai. Se e ele for um grande feitiçeiro, mago ou coisa que o valha melhor ainda, pois teremos o poder dele vez que inconcientemente queremos ser ele.

Quando levamos estes pensamentos para o meio umbandista as coisas pioram, pois de forma indireta queremos ser o mestre, o feitiçeiro, o mago e outars coisas mais. Pequenos infortunados é o que somos, filhos sem pai e nem mãe.

Deve ser por isso que vemos tantos filhos decepcionados por ai, mas ter pai é o que interessa não é meso? Um sinalzinho na roupa, o cara desrespeitando o planeta, sua família e todo é o paga – foda-se o resto. Na realidade ele é o mestre e devemos a ele todo nosso respeito.

O pior é quando descobrimos que o mestre é feito de carne e osso, gosta de mulher (dos outros), de farra, de luxo e outras “cocitas más”. Que decepção hein amigos. Mas vale o preço, tenho que me iniciar e quero (inconcientemente) tomar o lugar do mestre. Isto aconteceu no passado e vai acontecer ainda por muito mais tempo.

E para finalizar, imagine o caso do metre querer ser nós mesmos. Vivemos em busca de um mestre, ele existe e seu nome e superego.

Fazer o quê minha gente?

Bom conselho é se libertar, pois o mestre aparece, e, aparece mesmo.
Se desejamos o bem é com ele que nos conectamos....

Mas existe uma lei universal chamada amor, nela o mestre apareçe quando o aprendiz está pronto e desta lei ninguém consgue sair. Não devemos pedir mestres antes de nos tornarmos mestres de nossos próprios destinos, tudo acontece na hora certa. Uma árvore vem da semente e assim será até que o criador queira diferente, não é mesmo?

Alguém sabe a fórmula da sabedoria? É claro que sabe, mas não dá de graça para nínguém e não adianta roubar-lhe o conhecimento, pois isto só é alcançado com o tempo (circulo de reencarnações). Deve ser por isso que vemos tanto sofrimento em nosso meio, pois na maioria das vezes queremos matar o mestre para tomar o seu lugar. Não sabemos esperar a nossa hora, não conhecemos os nossos limites e ......sofremos e nos decepcionamos.

Acredite em voce mesmo que o mestre surege em seu caminho!

Aratanan

domingo, 3 de outubro de 2010

Prá que mentir!


Uma das grandes expectativas que percebo nas giras de umbanda está relacionada a expectativa de que o plano espiritual nos agrade. Sejam médiuns ou consulentes, sempre rola uma expectativa de ouvirmos apenas aquilo que nos interessa.

Parece o mundo da fantasia, os que vivem ou acorrem aos terreiros de umbanda tem sempre uma esperança de que vão ser parabenizados e apoiados em seus projetos pessoais. Mas como o que esta em cima é igual ao que está embaixo, a necessidade de evolução e mudança de paradigmas é a lei máxima das manifestações espirituais. Daí tome desentendimentos, incompreensões, brigas, desistências e etc.;

Tudo isso porque o guia espiritual disse “não” para as minhas vontades. Queria que os guias me fizessem carinho e eles acabaram expondo a minha realidade, a minha ignorância e a minha eterna maledicência. Basta uma pequena apresentação do que somos na verdade e a revolta baixa em desfavor dos irmãozinhos espirituais. A ingratidão dá o som da melodia e isto acontece diuturnamente - infelizmente.

Como sou um observador e crítico nato, prefiro a opção do desagrado, estou com os guias e não abro mão. Doa a quem doer, verdades são verdades e nada mais. Estou cansado da perfídia e de interesses mesquinhos e desnecessários. Caminho para o futuro, submetendo minhas vontades em favor das verdades espirituais e sou feliz.

Atualmente o meu maior incomodo é ver o atraso da maioria dos irmãos terrestres. Faço uma análise comparativa, utilizando os vegetais como inspiração e chego à conclusão que em nosso meio umbandista, seja na assistência ou na mediunidade, estamos recheados de vegetais, que brotam, crescem, se fixam ao solo (pensamento linear) e como resultado de sua florescência, são ao final comidos (por eles mesmos e suas consciências limitadas).

Será que para algumas pessoas não existe a ocorrência de cansaço pela permanência na ignorância, apegos e outras coisas mais?


Evoluir é preciso, acredito que até mais do que simplesmente viver.


Aratanan