sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Palavras tem poder!




Final do ano, momento de reflexão!

Pergunta: Fui e continuo um cretino sem pai e sem mãe ou me transformei em algo melhor? A resposta quase sempre é cheia de maledicência, pois quem neste mundo (ressalvo as exceções) é capaz de apontar um defeito se quer em sua personalidade. Nossa competição é estabelecida, acredito, muito antes de reencarnamos, pense nisso, desejos de manutenção do corpo através da alimentação, manutenção da espécie através de atos sexuais, os quais apenas demonstram o estado de atraso em que nos encontramos. Fora isso, ainda temos o processo de hipnose coletiva, ou seja, acordar, trabalhar, alimentar sexar, dormir se der tempo, se embriagar, se drogar e voltar as rotinas hipnóticas de sempre.

É duro mas é verdade, e, por falar em verdades, temos que combater diuturnamente as verdades alheias. As verdades dos umbandistas, as verdades dos católicos, as verdades dos evangélicos, dos políticos, dos livros sagrados de cada religião, etc. Tudo isso mascarado por um interprete auto nomeado por Deus que utilizando muito das vezes de uma alucinação religiosa começa um processo de esvaziamento da fé, para que a escravidão religiosa se faça presente no modo e forma de manifestação de quem lhe segue.

E no final, o de sempre, Feliz Natal e Próspero Ano Novo, mas mudança mesmo que é bom nada, vamos ter que conviver em mais um ano onde nossas deliberadas ações egoísticas se farão presentes. Olho por olho, dente por dente. Vaidade tudo é vaidade!!!

Nossas palavras têm poder, porque no fundo somos todos uns vendidos. Que Deus tenha pena de nós. Universalismo possível solução. Uma só língua, uma só raça e uma só forma de espiritualização.

Aratanan

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Passarim cantô no nim.






E aê vovô!
Como vai vosmicê?
- Mior do que ontem fio amigo, aquelas dô nas junta, cada dia mais trabaioza, mas com a dignade de Deus vamu caminhando em favô de nois mesmo.

É vovô, fico pensando no tempo, imaginando quando o senhor era novo, nas suas vivencias, seus planos, alegrias e esperanças. Valeu à pena vovô querido?
- Craro mizifio, esse nego que vus fala, nasceu na senzala, que nem Passarim em nim fechado. Já nasci preso na gaiola, que nem o azulão que o sinhozinho cria anos. Quem num pode cum mandinga* não carrega patuá, se Deus quis anssim, mio deixá do jeito que tá.

Mas o senhor nunca pensou em liberdade, em sair da vida difícil que o senhor já havia experimentado desde o nascimento?
- Prá simplificá mizifio, vou cunta pro cê, uma pequena historinha. A historinha de um Passarim que nasceu dentro de um nim fechado, que suncês chama de gaiola. Acustumado a beber água boa e com cumida farta todos os dia, o bichim ia que nem boi nu pastu. Conduidu de dó, o dono dele quis fazê um binificio pu pobri du bichim e numa bela manhã de dumingo sortô o danado que saiu vuando, vuando e vuandu que não parava mais. Quandu chegô dinoiti, o bichim pousou numa arvori e ficou lá alto paradim qui nem uma istátua. Coitadu num tava custamado com tanta nuvidade. O tempu foi passandu e o passarim foi levando sua vidinha modesta, lutando contra as difircuidade e pensô no tempo que havia parsado sozinho no matu e arresorvel vortá pro nim. Lá chegando, quando seu dono viu o bichim, viu que ele tava magrim, meio dispenado e com dó do bichim vorto com ele pra gaiola. No ortro dia, bem cedo o dono foi cuidar du bichim e deparou com ele quase morto. Num disispero e num tentar acurdi, o dono moiô a cabeça du bichim e ele bem mólim deu seu ultimo suspiro e ultimo canto, oio o dono nos ói e morreu. Eta coisa linda, o Passarim cantô nu nim.

Me desculpe vovô, mas não entendi bem a moral desta história?
- Deixa qui eu explico, mizifio! Deus tem um projetu pra cada um de nóis, num importa o que você faça di sua vida, mas o projeto vai ter qui ser cumpridu. Pur mais que suncê voe pu mundo ao fora, vai ter que vortá um dia pra fonte di ondi suncê saiu. Nós tudu vem du céu e é pra lá que nóis vai vortá, nascer na senzala ou na gaiola, pôca diferença faiz na nossa vida, pois obrigatoriamente nóis vai têr que cantar pra subi. Morar da istória, o corpo vai embora u qui fica é a lembrança, as veiz até do nosso “canto”.

Ao querido Pai Arruda e suas histórias fantásticas.

* Mandinga no Brasil Colonial era a designação de um grupo étnico de origem africana, praticante do islamismo, possuidor do hábito de carregar junto ao peito, pendurado em um cordão, pequeno pedaço de couro com inscrições de trechos do Alcorão, que negros de outras etnias denominavam patuá. Depois de feita a inscrição, o couro era dobrado e fechado costurando-se uma borda na outra.


Por serem mais instruídos que outros grupos e conhecerem a escrita, eram geralmente escolhidos para exercer funções de confiança, dentre elas a de capitão do mato. Costumavam usar turbantes, sob os quais normalmente mantinham seus cabelos espichados. Diversos negros de outras etnias, quando fugiam, também espichavam o cabelo e usavam o patuá em um cordão junto ao peito, porém sem as inscrições, para tentar disfarçar o fato de não serem livres. Mas os mandinga tinham o costume de se reconhecer mutuamente recitando trechos do Alcorão uns para os outros. Caso o negro interpelado não recitasse o trecho correto, o capitão do mato de etnia mandinga, capturaria o fugitivo imediatamente. Outras etnias viam, nessa mútua identificação, alguma espécie de magia, e muitas vezes atribuíam ao patuá poderes extraordinários, que permitiam ao mandinga identificar os fugitivos.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Origens da Umbanda





Prezados Umbandistas da atualidade, não estamos fazendo nada de novo neste nosso universo chamado de Umbanda. Repetimos de forma constante as atividades espirituais que nos foram passadas em eras já perdidas pela poeira dos tempos. Nossa raça já esteve no auge de sua evolução, por motivos que desconhecemos, espíritos ultra-elevadas que outrora habitaram este planeta, tiveram que continuar suas caminhadas evolutivas em outros orbes.

Por consequência, nosso planeta teve que receber outros espíritos que em processo de evolução se capacitaram a habitar nossa querida mãe terra. Sendo que no auge de nossa caminhada evolutiva, praticávamos duas espécies de cultos ao sagrado, o culto ao sol, acreditando apenas na masculinidade da energia criadora, também chamados de cultos solares (Dorismo). E nesta mesma época os cultos de adoração à energia feminina da fonte criadora, os cultos lunares (Ionismo). Sendo que por características subjetivas, à época, tais cultos e suas respectivas manifestações se repeliam em ideais, liturgias e boa convivência pessoal (Cisma de Irshu).

Dizer qual destas manifestações estava com a razão, além de precipitação é uma atitude meramente ansiosa e desvinculada de bom senso, até mesmo porque, sempre orientamos aos que nos procuram a buscar o caminho do meio. Nem mais, nem menos de preferência igual. Por conseqüências óbvias, recebemos por herança estas duas formas de devoção ao sagrado, os princípios solares e lunares, ou melhor, as manifestações masculinas e passivas, ou quiçá, ativas e negativas da fonte criadora, a qual é pela grande maioria de seres, chamada de Deus.

Pois bem, acreditamos que tais resoluções de posicionamento, nos deram uma herança espiritual que permanece há muitos milhares de séculos, ou seja, sempre estamos adorando ou devotando a magnitude ativa e/ou negativa da essência da criação. Independente da religião que apresentarmos em exteriorização, estaremos sempre manifestando esta herança energética.

Inclusive, penso que os vários rituais de umbanda, em seu modo, forma, alegorias, imprecações e celeumas à parte, significam apenas nosso modo de manifestar esta herança, a qual nos faz perceber e sentir Deus da forma que conseguimos. Pense, inclusive, que religião é apenas uma manifestação exteriorizada dos nossos sentidos, não uma introjeção pessoal da percepção do que é sagrado. Por isso, que independente de onde estivermos no planeta, seja no pólo sul ou pólo norte, o que é sagrado vai estar presente independentemente de nosso credo religioso.

Tal assertiva tira a fantasia de que sem religião, ou evangelho, ou que for não existe salvação. Vez que o que é sagrado não se encarcera na visão turva e cheia de religionismo dos seres humanos. Assim, o esquimó que cultua o sol, o índio que cultua a lua e o ateu que não cultua nada, estão e sempre estarão, sob a mesma influência da manifestação do sagrado, através da sua atividade e/ou passividade de própria existência. Vivemos uma tradução turva do passado e somos escravizados por idéias antigas de um fenômeno simples e real, ou seja, a manifestação do sagrado pela sua atividade, neutralidade e passividade.

Mortos de fome pela salvação, nos alimentamos de pseudo elucidadores das palavras que vem ao coração pelo caminho místico. Vivemos em profunda crise de identidade, seja ela social, moral, religiosa e outras. Minhas posições e verdades me impõem um ritmo de diferenças, não aceito o outro em suas posições e nunca conseguimos conversar sobre nada, pois o que penso, por ser diferente do outro me inabilita frente a crenças que se modificam de forma contínua e permanente. Lembre-se, que muitos homens forma mortos por afirmar que a terra é redonda, e, hoje tal assertiva não pode ser contrariada, pois e tornou uma crença comum, até o dia que nos for provado que ela, talvez, seja ovalada.

O próprio fenômeno espiritual que explicamos com sensionalismo, aos poucos vai perdendo as características de sobrenatural, para um caminho de naturalidade a medida que as pessoas vão se informando e perdendo o receio de se instruírem em favor de suas essências, a quais são também fenômenos de cunho puramente científico. E para finalizar, tirando as aberrações de alguns ritos que existem por ai, junto às manifestações de Umbanda que tudo abarca, estamos repetindo pura e tão somente os ritos solares e lunares que se perdem nas idas dos tempos. Todo e qualquer ser que se permite a sabedoria, não cria obstáculos ao novo, vive e experimenta as coisas numa sensação de puro êxtase pela simples existência e capacidade de interagir com as propostas cármicas que lhe são apresentadas.

Aratanan – Estamos fazendo o mais do mesmo

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sexo e Umbanda






Sexo em sua leitura conceitual – A palavra “sexo” (do Latim secare: cortar, dividir) originalmente refere-se a nada mais do que a divisão da raça humana em dois grupos: fêmeas e machos. Todos os indivíduos pertencem a um destes dois grupos, i.e. a um dos dois sexos. Um indivíduo é fêmea ou macho. Contudo, numa inspeção mais detalhada, o assunto não é assim tão simples. Em alguns casos pode ser extremamente difícil determinar se um indivíduo em particular é do sexo feminino ou masculino, haja vista intervenções genéticas que ditam ordens diversas de manifestação da sexualidade. Por outro norte, acreditamos inclusive, no caráter espiritual das manifestações sexuais, vez que a identidade sexual de cada um se expressa não no corpo físico que possui, mas no corpo espiritual que. Por outro lado, o ato ligado às práticas sexuais recebe também o nome de sexo, sendo que a atividade sexual tem por base compensações da libido com efeitos físicos, astrais e mentais.

Sexo na religião de Umbanda – Tirando os tabus que ainda existem e que não nos cabe o julgamento, a manifestação sexual na Umbanda é por vezes uma salada de desencontros, com leituras precipitadas e perigosas. Ressalvamos os atos positivos que se consubstanciam de forma respeitosa, onde várias famílias foram constituídas e ainda são dentro das várias formas e modo de se viver a Umbanda, mas como toda banda que se preza tem seu lado podre ....

Esta semana inclusive, fomos testemunha de dois casos que nos foram contados por irmãos que exercem o sacerdócio umbandista há anos. Basicamente e como não poderiam ser diferentes, nos dois casos os médiuns utilizaram as figuras da Pomba-giras para “acalientar” seus leitos domésticos e como já era de esperar, se deram muito mal nas duas empreitadas de que fomos ouvinte. Mal mesmo.

Há anos estamos divulgando e brigando para informar basicamente que a Pomba-gira não é puta, prostituta mulher de programa, vadia, baixo nível e etc (temos muito respeito pelas prostitutas, até mesmo porque, respeitamos muito a figura da mulher e suas características pessoais). Tais substantivos são utilizados apenas para denegrir e em alguns casos para vender a falta de vergonha na cara que alguns médiuns estabeleceram como bandeira de trabalho. È de doer, saber que muitos pseudo médiuns se arvoram na figura das SENHORITAS POMBAS-GIRAS, apenas para fomentar a sua sede sexual destemperada e muito das vezes desequilibradas.

Já basta a o sexo gratuito e sem vergonha que encontramos na web e na televisão, bem como o despautério em que vivem muitas crianças e jovens espalhadas por este país a fora. Alimentar a figura de um espírito como o das pombas-gira com uma série de características que não lhe pertencem, apenas pela conotação sexual, que alguns KIUMBAS (Espíritos Renitentes), vem impondo à consciência dos menos afortunados mentalmente, o que é uma grande desgraça, diga-se de passagem.

Por isso médiuns, cuidado, pois se em suas vidas profanas, alto é o perigo das ciladas sexuais, as quais existem por ai a torto e a direita e que andam desgraçando a vida de muitas famílias. Claro é o perigo, e, neste caso não excluo ninguém, de que você um dia possa se encontrar fomentando a mentira, o animismo vicioso, o fetichismo desvairado apenas para alimentar a sua sanha sexual desequilibrada. Pense nas desgraças que tal atitude traz para as pessoas que passam por suas mãos e o risco que você corre ao assumir estes desmandos, muito das vezes até por obra de um “bom” obsessor que lhe comanda a vontade.

Sexo é bom quando a pessoas são boas, perversão não é sexo, é desequilíbrio necessitando de reforma. Para finalizar, nos dois casos que escutei: primeiro da Pomba-gira (médium) que falava francês e que tinha um cambono próprio e particular, segundo da Pomba-gira (médium) que entrou numa de seduzir todo mundo no terreiro e que teve que mudar de cidade para ser morta, fica a nossa reiterada ressalva.

Respeite-se!!!!

Aratanan – E tenha vergonha na cara!!!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Iniciação e Mestrado na Umbanda - Eterno Conflito!




Não temos a capacidade de ser tão profundo em análises que desmistificam e trazem luz aos corações alinhados com as crenças permitidas pelo nosso grande mestre criador. Sempre especulamos e vendemos as nossas verdades, pois sempre fomos instruídos a aceitar partes de nossas vidas como uma forma de verdade inabalável e imutável. Neste ínterim temos que nos posicionar a favor ou contra alguma coisa, seja um pensamento, atitude e às vezes até contra os nossos próprios irmãos - Simplesmente por que temos verdades.

“Só pode ser mestre aquele que se sustenta” – Pois só pode dar e receber quem de alguma forma se preparou para isso. Neste caso o cadinho forjado pelo sabor das vivências reencarnatórias, molda a personalidade e também as verdades de cada um. O mundo, inclusive está cheio de verdades, deve ser por isso que temos uma diversidade de gostos, posições, religiões, posturas, embates e desarmonias, vez que nos portamos dentro do que chamamos grau consciencional presente.

Se sustentar é o mesmo que se habilitar de forma justa, sem vicissitudes de qualquer efeito, doando e recebendo de forma generosa, tendo como pagamento apenas a certeza de que o caminho é longo e árduo.

Pois, se agirmos de forma diferente, atrairemos apenas os podres poderes. Aqueles que carregamos dentro de nossa essência e que no silêncio de nossa desdita nos fazem falsos com nós mesmos e com todos aqueles que nos atravessam a caminhada. É o egoísmo e a vaidade que habitaram o coração do primeiro homem e que por herança genética, habita ainda nossos instintos e busca pelo prazer.

Todos os vaidosos e orgulhosos são sustentados. É o famoso narcisismo que em busca de trocas esconde as verdadeiras intenções pessoais que habitam a alma de todos os pobres espíritos que habitam o universo. A sensação desta classe de irmãos é a de que o sustento obtido de forma maledicente vai embasar a falta de caráter das ações que serão implementadas em desfavor das coletividades que atravessarem suas falsas caminhadas.

Tais características são a expressão dos três aspectos da iniciação (mental, astral e físico), onde o não iniciar ou estagnar, fomenta os antônimos desta grande verdade essencial. Todos podem, mas nem todos conseguem mesmo que artifícios firmados em conluios e leis de salva os encham de dijinas e fabulosos bordados nas blusas. A verdadeira magia está firmada na capacidade de se interiorizar (isto não é uma verdade, apenas uma crença), é o INRI dos magos, o fazer nascer de novo, a morte pelo fogo do homem velho. Não o que é velho e físico, mas sim, o velho essencial, seja ainda mental e/ou astral.

E para finalizar, se nada for feito em tempo hábil em curto espaço de tempo, teremos apenas espaças lembranças de nossas buscas e compromissos espirituais, mortos de fome pelo espírito, caminharemos para um aniquilamento da mente, voltando o homem a sua essência instintiva e ao término de um projeto, que por nossa culpa, não deu certo.

Iniciar é nascer de novo. Mestre é todo aquele que é dono do seu destino.

Aratanan

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Preconceito ou pré-concepção na Umbanda?





A pré-concepção é a idéia estabelecida de forma antecipada, sem que experimentemos, mesmo que no campo mental uma vivência, fato ou ato. Já o preconceito é a exteriorização daquilo que vivenciamos ou já experimentamos, seja também um fato, ato ou vivência que em determinado momento passou por nossas vidas.

Para desarticularmos estas mazelas, as quais são do mesmo teor e forma de entendimento, pois as variações conceituais são mínimas, devemos deixar de ser Deus em vários momentos de nossas vidas. Precisamos urgentemente deixar de dar uma sentença final em relação as coisas que vivenciamos, parece que somos os donos da verdade e deixamos de analisar os fatos na medida certa em que merecem ser analisados.

Somos o refluxo de nossas idiotices, tratamos mal as crianças, as mulheres e os velhos, tudo isso para os marmanjos de plantão. A identidade do outro é o norte para nossos posicionamentos mais mesquinhos. Temos uma curiosidade em saber se fulano é isso, aquilo e etc, pois nosso egoísmo e falta de altruísmo nos impele ao cego julgamento alheio.

Nossas crianças são tratadas como bichinhos de estimação, isto quando nascem em lares privilegiados, pois os menos afortunados são tratados como parasitas de vida obrigatória e tem que lutar pela sobrevivência de cada dia. No caso dos velhos, como se não fossemos ficar velhos um dia, nossa percepção das coisas beira a acefalia mental, pois esquecemos e fazemos com os outros, o que obrigatoriamente será feito com nós. Lembre-se das campanhas em favor dos idosos e das crianças, precisamos ser lembrados que eles existem através da mídia, devido o nosso tribadismo em relação a eles.

E quando falamos das mulheres a coisa piora, parece que nossas irmãs são a manifestação apenas da sexualidade e da repressão via boca surda que lhes são impostas. Para nós os idiotas de testículos tudo, para elas nada. Pense nas guerras, na falta de amor cósmico, nos regionalismos, nas posições arbitrárias que em grande maioria foram tomadas pelo mundo. Escusas a parte, penso que 98% dos disparates espalhados contra a coletividade no mundo, foram praticados por nós - os homens.

As mulheres em sua maioria vivem outra realidade energética, elas trazem à luz um ser vivente, dão equilíbrio para energia ativa e complementam os atos de vivência em favor da prole e da família (hoje muita coisa esta mudada). Quantas bocas foram caladas por este mundo a fora, em razão de um falso e portentoso discurso machista. E quando a situação desemboca para a liderança em terreiros ou demais cultos religiosos, ai que a coisa descamba de vez.

Nossos complexos edipianos e nossos desejos inconfessáveis fazem da mulher, líder de terreiro, uma submissa e muito das vezes até uma incapaz. Parece que a verdade existe apenas em favor do homem e que Deus tem gênero manifesto como se fosse um ser limitado e atrasado no espaço tempo em que vivemos.



Coitados é o que somos, e, que as mulheres de nossas vidas tenham pena de nós.

Enquanto isso, vamos vivendo nossos preconceitos, sejam eles raciais, sociais, de gênero, etc. E o que conhecemos como mundo, continua em sua desmedida manutenção de nossa espécie sob a alcunha de que dias melhores virão.

Aratanan

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ser ou Estar Umbandista!





O pior inimigo da Umbanda é o Umbandista. Quanto melindre, desamor, vaidade, status, mentira, safadeza e especulação sobre a fé que anima nossas vivências. Por outro lado um dos grandes inimigos de nossa sagrada Mãe Umbanda esta na figura falida do que podemos chamar de Umbandistas frustrados. Estes são um perigo medonho, pois nas suas tentativas de troca, permissividade, bajulação e etc, quebraram a cara quando encontraram um igual e vivem de exprobrar e ridicularizar a todos aqueles que de uma forma ou outra passaram em suas tão apegadas vidas.

Que o mundo está de mal para pior, isso nós sabemos, mas lutar para que ele permaneça nestas condições é falta de bom senso coletivo e configuração extrema de vaidade puramente subjetiva. Na Psicanálise encontramos um ato psicanalítico chamado “Totem e Tabu”, onde a grosso modo, o filho por disputa tenta eliminar o Pai para ter a supremacia do poder social e sente culpa por pensar e muito das vezes agir de forma inconsciente em favor desta disputa.

Deve ser por isso que em nosso meio existe tanto Pai, Mãe, Ex-pai, Ex-mãe, Avô, Avó que se quer conhecemos, mas por reflexão sentimos culpa por não termos se quer chegado a barra de suas atividades e atitudes coletivas. Veja, Inclusive, que estou falando apenas dos conhecidos, imagine você, a quantidade de irmãos que permearam suas vidas em favor da Umbanda e se quer foram conhecidos.

Falando nisso, penso que os conhecidos devem e vão dever sempre a coletividade pela oportunidade que estão tendo e que não estão aproveitando. Quem somos nós para julgar atos alheios, mas infelizmente o vil metal e as fantasias mentais, diga-se loucura, estão arrebentando com a manifestação de nossa querida religião.

Em síntese, uns amam, outros apedrejam, outros exploram e a grande maioria faz da Umbanda um gládio de manifestações funestas, pessoais e revanchistas e os Orixás .......???

Ainda bem que eles estão bem longe, pois a vergonha é muito grande frente a nossa pequenez consciencional diante é claro de tanta luz e paz que está nos sendo oferecida.

Aratanan – Ainda Bem que o mesmo pau que bate em Pedro, bate em Paulo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A Verdadeira Religiosidade de Umbanda Liberta.





A verdade é uma dádiva. Só têm acesso a sua manifestação aqueles que são capazes de enxergar com os bons olhos da alma e não com os olhos da vida e até mesmo com os olhos de suas limitadas esperanças. Quando digo que a verdade se manifesta, faço apenas uma ressalva, que ao se manifestar ela não se apresenta em sua totalidade, pois nossos olhos ainda embaçados pela luxúria, mesquinhez e falta de caridade pessoal não nos permitem um só décimo ou bocado deste evento que chamamos de - verdade.

Nossas expectativas são muito frágeis e nossas verdades (estas de caráter moral e essencial) se decompõem frente a qualquer facho de luz que venha ser colocada em confronto com o que defendemos como sua manifestação. Nossas certezas se evaporam quando aqueles com quem nos alinhamos se fragilizam, pois por questões reflexivas vamos sofrer os mesmos embates e desatinos dos que nos antecederam. Deve ser por isso que algumas pessoas estão sempre se contradizendo, falam, propagam e vendem idéias que depois eles mesmos não sustentam. Chamo isso de “animismo vicioso”, onde a alma fala de forma desarmônica e impõe falsas crenças que desestabilizam o meio e os locais de manifestação do ser neste estado de vício.

Por isso defendemos a Umbanda que liberta, seja ela de escola for, mas sua manifestação precisa se livrar das fantasias, fetiches e animismos viciosos que apenas atrasam a nossa caminhada evolutiva. Espiritualmente ainda estamos na idade das cavernas, nossos limites territoriais, econômicos e sociais nos mostram que o domínio das massas sem a aplicação de crenças de emprego coletivo está nos levando à falência institucional moderna.

Nós os Umbandistas, devemos abdicar do que entendemos por verdades e mostrar sem nenhuma vergonha que nossas crenças ou análises das verdades que nos foram apresentadas, é que precisam dar o tom da melodia de nossa evolução. Precisamos acabar rapidamente com o modismo e o conforto que a roupa branca nos concede e fazer vibrar nosso grito de irresignação com o que é propagado atualmente dentro de nossos terreiros. Chega de tanto proselitismo e invencionismos, a Umbanda clama por lucidez urgente. Pois verdades e crenças não podem ser confundidas e a medida do amor universal nos pesa na consciência, quando usamos a religião e não a religiosidade, que nos faz ser igual e definitivamente verdadeiros perante as leis naturais e espirituais que nos regem, para adotarmos posturas de cunho unicamente subjetivo e prejudicial.

Chega de invencionice! Chega de mau querer! Chega de mentiras! Chega de Falsidade!


Precisamos resgatar o bom Deus dentro de nossas consciências e fazer da religiosidade de Umbanda uma forma eficaz de melhoria dos nossos processos de evolução eterna.

Aratanan – Se vou mudar o mundo não sei, apenas tento!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Amor Sempre Vence!





Para alegria de uns e tristeza de outros, digo que o amor sempre vence. Ele tão dito e tão cantado em versos e prosas vence pela simples necessidade que temos de viver em comunhão com nossas consciências.

Choca, faz rever atos, criar outros atos de boa convivência e vence pela simples existência de sua energia. Faz com que as pessoas se libertem de velhas algemas, esqueçam o passado e caminhem em favor de suas mais nobres missões.

Afasta a maledicência, faz surgir novas esperanças, cura as feridas que estavam abertas pelo tempo e segue sua marcha firme e verdadeira em favor de todos os que se sintonizam com estas verdades.

Drena as consciências, aproxima os destinos e transmite o que de bom possuímos em favor uns dos outros. Mata a vaidade, fere de morte a ilusão e trás a verdade pura e cristalina ao bálsamo de nossas vidas – nossa essência santificadora.

Alegra os ancestrais ilustres, firma a nossa coroa, alegra a nossa gira e fortalece a nossa mãe Umbanda, pois o amor é a semente que deve florescer no coração de quem vive e tem fé em dias melhores.

Para que isso ocorra, perdoe e aceite ser perdoado.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Luxúria





Todo aquele que se deixa vencer pelas paixões, pratica atos de luxúria. Penso inclusive, que a luxúria se prende a duas regras de comportamento que são inerentes a formação do homem, pois a luxúria em alguns casos passa por padrões sociais aceitos e até mesmo incentivados. Em segunda abordagem, temos a questão da essência animal que habita o homem velho e que não deixa nascer o homem novo que precisa ser incentivado a evolução que é o objeto de nossa coletividade.

Nossos instintos pessoais e até mesmo humanos, interpretam a busca pelo prazer que dá sentido a vida, de forma ultra dissonante com a nossa verdadeira realidade coletiva. Existem sociedades que esta busca pelo prazer é um modismo social, onde as pessoas passam a buscar a realização de suas tensões, pelos padrões sociais pré estabelecidos. Sociedades machistas incutem o domínio do macho sobre a fêmea, o que é interpretado como objeto de poder oriundo de necessidades de cunho sexual inapropriada e dispensável ao gênero humano.

Somos seres espirituais em corpos físicos, não corpos físicos em seres espirituais. Nossa experiência de vida não se restringe ao desequilíbrio de nossas manifestações e sim a busca constante pelo domínio destas paixões. Quantos lares destruídos, quantas vidas desperdiçadas pela constante busca pelo prazer, o qual não se encarcera apenas em atos de cunho sexual, mas em todas as atividades que estimulam a vilania e o desequilíbrio do ser.

Ficamos deveras incomodados com os padrões de felicidade que são propagandeados socialmente, onde o ser realizado é o que mais bens materiais e acessos de prazer consegue acumular na vida. Parece que houve um processo de retroação as características essenciais do homem e até mesmo da mulher, os quais buscam de forma desmedida uma ativação de suas essências que vem contaminando a estrutura familiar que pensamos ser a mais indicada aos dias de hoje.

O excesso de sensualismo transformou os atos de atividade sexual em desmedidas buscas pela quantidade sexual e pelo domínio através da impudica busca sensorial. A dignidade humana hoje habita a linha de sua cintura, tais projeções fazem dos seres, meras criaturas em atraso perante a necessidade de evolução. Fato que vem transformando este mesmo projeto de evolução divina, em mera atividade de reajuste e busca pela melhora humana que está perdida e mau definida nos padrões globais existentes.

Esperamos fielmente que haja um ajuste nos seio das famílias e que a naturalidade que é pregada hoje em favor da excessiva busca pelo prazer, possa ser revertida de forma a fazer nascer o homem novo que sempre habitou dentro de nossos mais diletos desejos de evolução e que precisa ser resgatado urgentemente.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Religião, religiosidade ou tábua de salvação?





Pense no primeiro homem que surgiu sobre a face da terra, se é que ele surgiu sozinho. Pense nos seus traumas vivências, crenças, pensamentos, doutrinas, modos e costumes. Pense na solidão e no desamparo de ter surgido neste planeta sem que lhes fossem ditas as suas reais origens e as bases de sua constituição. Pense na falta que este homem sentia do pai ou criador que deveria tê-lo gerado, ao invés de lançá-lo em um planeta sem lhe mostrar as raízes de sua origem.

Consegiu pensar?

Então se prepare para seguinte notícia: existe muito deste primeiro homem dentro de voce. Estas questões mal resolvidas habitam seu ser diuturnamente, temos ainda muito deste homem primitivo. Nossos instintos e verdades caminham de forma silenciosa dentro desta herança genética. Ainda caçamos, habitamos e temos relações sociais muito pareceidas com as relações deste primeiro homem. Fazemos a guerra, lutamos por comida, religião, conforto social e demais mazelas de nossa essência animal da mesma forma do exemplo que foi dado.
Somos fruto desta intrincada manipulação genética, realmente somos filhos das estrelas e viemos habitar este planeta na condição de escravos de nossos destinos e deliberadamente compromissados com nossa evolução que é meramente espiritual.

Para complementar pense no fato que durante muito tempo a ciência e a religião andaram de mãos dadas, elas eram uma só manifestação dos conhecimentos terrenos e espirituais. Com a separação foi criado um novo modelo de percepção das coisas, onde o que é espiritual não pode ser científico e vice versa. Quem perde com isso somos todos nós, pois a crença ou discrença nas realizações espirituais passa sempre pelo crivo da necessidade de comprovação fática.

No que se refere a religião, criou-se um sentimento de culpa em relação a suas verdades, pois a medida que os fatos religiosos não são aceitos pela ciência, o religioso se enveredou para uma situação de eterno culpado, sentindo-se desconfortável todas as vezes que sua fé é colocada a prova, ou quando não consegue provar os atos de suas crenças. Para os cristãos a imagem do cristo crucificado passou a ser a cruz de cada um, pois por pura manipulação dos fatos aquela imagem os impele a culpa pela crucificação do grande mestre.

Nós os umbandistas criamos uma situação reversa de culpa onde o não seguir uma base ou uma transmissão oral de um determinado culto ou linha nos traz a sensação de traição das coisas que nos foram passadas e pelos compromissos que assumimos em pretéritas passagens de nossas vidas. Tudo isso nos faz ver verdades que muito das vezes nem acreditamos nelas, mas por estarmos engessados nestes compromissos, nos comportamos, como verdadeiros cristãos, apenas para diminuir o sentimento de culpa e solidão que nos foi transmitida pelo primeiro homem que habitou este lindo planeta.

Iniciar é caminhar dentro do processo evolutivo, onde após vencermos os entraves da carne, fazemos nascer o homem espiritual disvinculado desta simbiose, ciente de sua eterna caminhada em favor de si e de todos os outros que merecem o seu amor.

Falar de amor é simples, praticá-lo é o grande grande problema de nossa humanidade.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Boa Noite ô gente!!!



Se tem uma coisa que tenho aprendido na Umbanda, esta coisa é o nunca desistir, "parece" que o bem no seu devido tempo e espaço de atuação dá o ordenamento certo e eficaz para que recebamos dentro da divina lei do mericimento.

Converso muito com as pessoas e tenho visto que a desistência frente ao primeiro obstáculo é uma mácula que acompanha os desavisados das malditas paixões humanas. Parece que a fixação em certas coisas que apenas nos trazem desgosto e perda de energia, virou a moda diuturna que acompanha os seres neste grande pequeno planeta de Deus.

Querer dinheiro, mulher, poder e fama é o que dita a tendência, tem irmãos que mais parecem um bazar de novidades do que uma identidade fixa e firme em apenas um ideal - o amor ao próximo. A impressão que temos é que o mundo vai acabar se o dito cujo não conseguir um dos apetrechos citados acima. Nossa impressão demonstra que existe uma virose ou doença similar que beira a loucura e cujo fruto é a evidência pessoal. No final todos sofrem e o que é pior, a lei continua a nos entregar aquilo que mereçemos realmente.


Diante destas despropositadas palavras, as quais não passam de alevozias de um ser pensante, digo que a usura que é filha dos apegos tem dado muita rasteira por este mundo a fora, onde o final da existência ou a manifestação de uma doença mais séria, transforma grande leões de combate em gatinhos desnutridos e incapazes (Deus sabe o que faz). A algazzara se encerra quando a morte se aproxima ou a doença se manifesta.

E agora conversando com meus botões, com o velho palheiro no canto da boca, digo que ha muito, nos foi dito que nossas riquezas não pertencem a este mundo. Fico matutando, matutando e pensando na hipótese de uma outra realidade, mas infelizmente tenho que concordar que estamos aqui apenas estagiando e nos preparando para uma realidade muito maior que as nossas ignorantes condutas ainda não nos permitem vivenciar.

Enquanto isso a roda do mundo continua a girar. E a Umbanda ...

Aratanan

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Quando o dever nos chama!




Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!!!

Esta frase responde o velho questionamento que algumas mentes estacionadas em sua preguiça evolucional, sempre usam para se afastar ou se permitir um pouco de espiritualização.

Filhos do medo e do comodismo de sempre, alguns irmãos atrelados à ignorância que os acompanha há várias existências, se mantem longe do dever de espiritualização. Sempre usando das velhas e surradas desculpas, evitam a presença em suas vidas de qualquer doutrina que os faça se aproximar da essência espiritual que os acompanha, apenas para glorificar a ignorância que os acompanha.

Nos centros, choupanas e templos de Umbanda vemos constantemente um número sem fim de olhos arregalados, de caras de espanto e outras coisas mais, frente a simples manifestação do que todos nós um dia seremos – ESPÍRITOS. Nunca assistimos a tanta incompreensão de fatos que não podemos mudar em nossas vidas, dentre eles a existência de nós mesmos após o abandono de nosso corpo de carne.

Como já é por demais entendido, nosso corpo não age de forma independente, ele precisa de um combustível chamado espírito, ou melhor, da pilha de energia que o faz manifestar seus mais íntimos desejos, pois se assim não fosse seriamos apenas um monte de carne sem utilidade nenhuma. Melhor dizendo, nossas carnes me refiro se aproximam destas que usamos nos churrascos de nossas vidas, onde o Senhor Boi e o Sr. Porco a muito se foram, deixando-nos as matrizes físicas que ocuparam, para que mantenhamos nossa carne que tanto precisa de carne.

Não sei até quando, presos a dogmas de culpa e até mesmo de conforto, vamos negar a nossa responsabilidade espiritual embasada num sem número de normas religiosas que só nos afastam da religiosidade que devemos possuir para com nós mesmos. Não sei até quando, teremos que vestir a roupa suja da ignorância para negar o estado deprimente de infantilidade espiritual que possuímos. E para finalizar, não sei até quando, vamos negar a essência científica ou espiritual que possuímos, pois a ciência afastada da espiritualidade é apenas uma ferramenta dos interesses materiais e financeiros que a vilipendiam e escravizam.

Tudo isso, para no final dizermos que vale a pena se espiritualizar, ir para um terreiro, sinagoga, igreja, templo, choupana ou roça, apenas por que o outro existe e todo o sacrifício por um irmão é sacrifício por nós mesmos. Assim, vistamos nossa roupa da perseverança, coloquemos nossa guia da generosidade e façamos de nosso amor, que ainda tão pequeno, o alimento necessário a nossa obrigatória evolução coletiva.

Aratanan

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Filosofando




A filosofia dentro de um dos conceitos que mais gosto, ou seja, o amor pela sabedoria, nos ajuda a entender um sem número de coisas. Dentre elas a própria questão do movimento Umbandista.

Ao examinarmos e até mesmo passarmos pelo crivo da razão as várias formas de manifestação do movimento de Umbanda, temos com rasoavél que o grau consciencional de cada um está afeto a sua capacidade de ver, sentir e enxergar o universo que o cerca.

Uns ainda presos ao atavismo e fetichismo dos ritos, outros buscando mais pela simples capacidade de usar a razão como um norteador da fé. Verdades são verdades, credos são credos. Quando usamos das nossas verdades para entender o movimento de Umbanda alinhamos nossa consciência apenas à limitação de nosso conhecimento. Ao usarmos os credos como norteadores de nossa caminhada, podemos através da flexibilidade e entendimento mental aceitar e até crer em outras verdades.

Ou alguém nesse mundo já nasceu com sua personalidade e modo de vida já estabelecida desde o parto?

Todo aquele que não encontra o caminho do meio engesa sua caminhada espiritual e cria secções e desespero na vida dos que com ele seguem as manifestações espirituais. Aqui fazemos uma ressalva, no que se refere a fé, pois ela como manifestação humana por si só tem sua flexibilidade natural. As vezes ela está mais alinhada, as vezes mais dissolvida e volúvel.

Pensemos nas atitudes dos espiritos que nos assistem na Umbanda, imaginemos que eles tenham seu código de conduta e até níveis consciencionais diversos. Será que em nossa lídima inocência mental, nos alinhariamos a espiritos de grau consciencional mais elevado, caso nossa capacidade de entender as coisas ficasse enraizada em velhos e dogmáticos conceitos? Nossa simples existência, bem como os processos de vida - nascer, crescer, multiplicar e morrer - não são um sinal de que estamos em plena evolução e constante aprimoramento?

Claro que os modismos e até mesmo a identidade que assumimos precisa ser abastecida pela nossa conduta espiritual, mas até quando vamos deixar que a ciência caminhe longe da espiritualidade? Pois nosso conhecimento e nossas crenças é que fizeram com que a ciência exista. Imagine voce se ninguém no planeta acredita-se em ciencia. Estariamos provavelmente caminhando com nossas experimentações e inclusas percepções pessoais. Podríamos inclusive estar vivendo cada fenômeno científico como fato natural e despido de comprovação "racional".

Acontece que para delírio de uns e tristeza de outros somos impelidos por uma força que nos faz agir com sentimento de grupo. Acabamos elegendo padrões coletivos para agirmos e nos portamos de forma seguir uma orientação que mais no provenha em determinadas fases da vida. Desta forma, continuo a afirmar, que devemos sempre seguir o caminho do meio, pois o excesso de afirmações que fazemos para nossa vida, sempre se vira contra nós mesmos em um determinado lapso de tempo. Tudo que levantamos como bandeira, acaba por nos colocar em prova quando outras verdades e/ou crenças aparecem.

No movimento de Umbanda vemos isso naturalmente, a Umbanda aceita todos e todas as formas de manifestação, por isso não existe Umbanda certa, o que existe são pessoas fazendo a Umbanda da forma que lhes é permitido. Uns buscam mais, outros apenas se aliam a uma preguiça mental que lhes faz seguidores da tercerização dos líderes, onde uma liderança qualquer faz as vezes e a manifestação da vontade deles. Não obstante e para finalizar, temos aqueles que por falta de acesso e outras informações se mantém como objeto do que aprenderam e quem perde com isso, somos todos nós.

Umbanda liberta, ela faz com que o homem novo, nasça todos os dias, sua simples existência faz com que nos portemos em favor de nós mesmos, quebrando as amarras e fazendo vibrar uma lei universal que está acima das nossas precárias vontades.

Fé racionalizada nos aproxima das verdades de Deus!

Aratana de Aracruz

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O AMOR SEMPRE VENCE




Eu que já andei pelos vales da morte, que igual a voce já ocupei vários corpos físicos, confesso que o amor sempre vence. E quando digo amor, falo no amor verdadeiro, aquele que não se influencia por coisas tolas e que não se escraviza frente as nossas deficiencias ligadas as paixões.

Falo do amor que nutre e fortalece, o que vence demandas apenas pela presença em nossos corações. Observe o planeta, veja a quantidade de ilusões e credos dispensáveis por que passa o gênero humano. Somos tratados em blocos, como se fossemos um produto técnico e mensuravel.

Somos humanos e isto basta. A ciência humana vive de possibilidades e experiências, nada é real, mesmo porque a duração de uma realidade tem sempre um ponto final. Vejamos a vida que é um bem preciso, da qual não temos nenhum controle ou mando capaz de limitá-la. Nossa experiência de vida é controlada por forças muito superiores a nossa vontade, mesmo que atentemos contra a nossa existência e a dos outros, existe um planejamento que foge a nossa atual compreenssão de que ela é um bem que aparentemente é real, mas não nos pertence.

Imaginemos agora todas as coisas que existem sobre a crosta terrestre, todos os seres, objetos, entes pensamentos e manifestações, eles também não nos pertencem, parece que nos são emprestados por algo ou alguém que é o dono real destas coisas. Este desconhecido é o que nos faz ver através das repetições reencarnatórias, que a força e a ignorância não tem peso eficaz no controle de todos estes bens.

Agora imagine sua vida, após esta pequena reflexão, responda para si mesmo do que voce é dono realmente? Quais são as coisas que voce tem poder sobre elas? O que é real? Se sua resposta foi "nada", voce acabou de encontrar Deus, a soma infinita do que aparentemente existe e que só pertence a ele, inclusive todos nós.

Deus no nosso pensar é esta soma de todas as conciências, ele não se manifesta se voce não o permite manifestar, tudo isso dentro do seu próprio organismo, pois ele é o dono de tudo que existe dentro deste corpo físico que voce arrasta por este lindo planeta.

Agora façamos uma reflexão final: Devo usar de outra força que não seja o amor para conservar e manter todos os laços de existência que equilibram este universo?

Não perca a esperança, logo este planeta será habitado por todos aqules que vibram no bem, pois o homem vai se cansar de buscar o mal que nunca existiu.


Aratanan - o amor verdadeiro sempre vence

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Moral e Umbanda





Com todo nosso respeito aos irmãos de moral ilibada, mas nossa umbanda está doente e entrando no CTI de nossas inconsciências, por comportamentos doentios e tergiversivos praticados por parte de alguns pseudo/umbandistas.

Não sou tão velho e experiente para tal, mas convivi e convivo com pessoas que vivenciaram um mundo diferente do que vivemos hoje em dia. As pessoas tinham mais respeito uns pelos outros, a palavra firmada era cumprida, amizade e companheirismos eram virtudes e o fio do bigode valia mais do que qualquer papel assinado.

As pessoas tinham vergonha na cara, malandro ganhava a vida na esperteza. Bandido era bandido, polícia era polícia e ninguém se confundia neste assunto.

Hoje em nosso meio os papéis estão invertidos, o certo é ser mau caráter e fingir que tudo está certo e azar de quem não se enquadrar na receita do bolo amargo que virou o movimento de Umbanda. Se não tomarmos cuidado, daqui a um tempo vamos ter mais inimigos dentro da umbanda do que fora dela. A vigarice é geral, criam-se escravos do santo rebolado a todo o momento. A Umbanda virou um lugar de loucos de toda espécie e gênero, nunca vi tanta invenção e tantas palavras jogadas ao Léo.

Espírito para baixar em terreiro, hoje em dia, com as ressalvas de sempre, tem que tomar Sonrisal e bicarbonato, a maré tá cheia de água viva, e, que vivacidade tem estas “águas vivas”. Tem irmão por ai que levantou a bandeira da molecagem e vive sugando, para não dizer, chupando a vida e energia dos outros. Do jeito que está a coisa, daqui a pouco o negócio vai virar firma ou mercado do esculacho:

“ - Vai ai freguês, joguinho de búzios R$ 70,00 (setenta reais), demanda na esquina 20 real, velinha para firmar a banda, 50 real, na defumação o preço varia, mas nois faiz e bem feito, matar, ressuscitar, quebrar é com nóis mesmos. Etc ....”.
E no final, cadê a moral? Ou melhor o que isso significa, mesmo? Caráter nem pensar e quem paga o preço somos todos nós e nossa inocência espiritual.

Aratanan – que dureza!!! Me dá um Sonrisal por favor.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Sapo Mágico!!! (Fábula Infantil)





Era uma vez ......

Um sapo que morava na beira de um riacho. Sua rotina de vida se fixava em acordar, dormir, comer e “sexar”. Sua vida não era das melhores, mas era uma boa vida. Ar puro, alimentação à vontade, pouco perigo e garantia de ter um lugar para morar.

Numa bela noite, antes de dormir nosso amigo sapo inspirado por uma alegria muito pessoal, agradeceu ao dono do mundo por poder fazer parte daquela obra sem ter que despender muita energia, apenas precisava cumprir o papel que lhe foi direcionado e gozar da plenitude de apenas existir. Agradeceu a caminha de capim que possuía, a abundância de água que tinha e a certeza que depois de uma bela noite de sono, teria todo um dia para fazer o seu papel no grande projeto do dono do mundo.

Passados muitos anos de plena alegria e tranquilidade, o nosso amigo sapo, notou que água do riacho que era abundante começou a diminuir. Notou de forma insofismável que a natureza ao seu redor parecia estar morrendo, que as coisas do seu cotidiano não tinham mais o mesmo brilho. Percebeu que a natureza em que vivia estava distante dele de alguma forma. Seus amigos sapos já não conseguiam enxergá-lo e que a sua vida havia mudado radicalmente. Muito triste começou a chorar e pedir ao dono do mundo que lhe enviasse ajuda, pois por mais que ele quisesse fazer o de sempre, a sensação era de ele estava desligado daquele mundo.

Ao anoitecer e em seu silêncio pessoal, o sapo carregado de tristeza em sua mente, procurou abrigo onde sempre teve o costume de dormir. De repente, uma luz forte começou a brilhar nos céu e dela surgiu um sapo mágico, que após uma breve reverência, começou a dialogar com o nosso amigo sapo.

- Boa noite amigo sapo! Disse o sapo mágico que surgiu da luz.
- Boa noite! Respondeu nosso personagem.
- Posso saber o motivo de tanta tristeza?
- Claro que pode. Basta ver a minha vida atual, para sentir a dor que me persegue em tanta agonia. Acordei hoje, meio que deslocado de tudo que sempre vivi. Fiz meu papel por anos, mas agora me sinto como desligado do meu mundo. As coisas estão sem graça e eu não consigo mais me relacionar com o mundo.
- Ora amigo sapo, tudo neste mundo tem seu tempo. Nascemos, crescemos e envelhecemos. Somos como as frutas das árvores, produzimos nossos frutos para que eles dêem continuidade a árvore que um dia fomos. Nascemos e morremos constantemente. Nosso trabalho e esforço no fim são direcionados apenas para a nossa vida e evolução consciencional.
- Será?
- Claro que é. Não podemos mudar nada neste mundo que não seja permitido pelo dono dele. Somos seus operários, mas nossas obras são pré-determinadas e com o passar dos tempos somos habilitados pela experiência a construir obras que abriguem a todos.
- Que ótimo, mas como faço para me habilitar a esta obra.
- Simples basta esperar o chamado do dono do mundo.
- Que legal, depois de tanta tristeza e desconforto, você me ajudou a compreender que devo esperar e cumprir com carinho minha missão em favor desta obra.
- Isso mesmo. Agora preciso ir, pois tenho outras tarefas a cumprir. Antes, porém, queria lhe fazer um convite, pois já ia me esquecendo que o fruto desta visita, foi chamá-lo para a continuidade da obra do dono do mundo.
- Ótimo, pode contar comigo, vou dispor todo o meu esforço para a continuidade desta obra. Na verdade tenho certeza que cumpri bem o meu papel, sabendo também que o dono do mundo além de generoso sabe de tudo que eu preciso e necessito para caminhar. Vamos embora agora!

Assim a luz que se fazia presente absorveu o nosso amigo sapo e levou o mesmo paras obras do grande construtor do mundo. Na beira do riacho o silêncio de sempre e o corpinho inerte do que um dia pertenceu ao nosso amigo sapo.



(Nossa sorte é que este sapo não era umbandista, senão ele iria querer ......)

Aratanan - A fábula é para crianças, mas serve para adultos.

Sou Umbandista! Quem são meus amigos umbandistas?




Já vi classe desunida, mas os umbandistas credo em cruzes. Será que o Amor que pregamos se reserva aos limites de nosso terreiro? A paz que evocamos se restringe a nossa seara de trabalho? Os bons guias são apenas os que nos assistem? E para finalizar, pergunto, viemos neste mundo para construir um castelo religioso, colocar tudo que nos interessa lá dentro, lacrar as portas e nos trancarmos em nosso reino pessoal?

Quando era mais jovem, o medo no terreiro era de terra de cemitério, a famosa “fundunga”, era só receber uma visita e ficar todo mundo de olho para ver se os visitantes não iriam jogar terra de cemitério dentro do terreiro. Depois da vista, dá-lhe defumação, banho, comida e etc. Muito das vezes e na maioria delas, o visitante só queria estreitar os laços de amizades, talvez por uma solidão coletiva, pois o dito cujo só tinha amigos discípulos e participantes de sua corrente.

Outras vezes criavam-se disputas entre pais e mães de “santo” – detesto esta alcunha, por isso vou usar chefes de terreiro - onde a guerra perdurava por anos. Tínhamos que tomar partido e trabalhar feito louco contra irmãos que muito das vezes não tinham nem ciência da guerra, mas por pura alienação psíquica de um lado a mesma acabava acontecendo. Dá-lhe, descarga, amacy, ebó e outras coisas dispensáveis mais. No fundo, não existia guerra nenhuma, o que existia era muita das vezes uma vaidade desgraçada e um medo dos adeptos mudarem de lado ou até mesmo uma simples e ignorante manifestação de desconhecimento das coisas sagradas.

Com tempo e abraçando idéias que me pareciam pertinentes, começamos a divulgar a união irrestrita, mas fizemos a escolha errada, pois abraçamos uma idéia que não passava de uma simples manipulação pelo poder. Onde o chefe não descia do palanque por nada e éramos expostos frente as nossas inocências patológicas, fazendo papel de bobo frente a uma Umbanda mercadológica. Naquela época fazíamos até pose de sabidos, mas idiotas que éramos não pensávamos e fazíamos como nas brincadeiras de criança – “- Mestre mandou ... e pronto”! Hoje consigo rir desta baboseira e até mesmo fazer choça da minha ingenuidade.

Atualmente paro e penso no povo de Umbanda, em suas lideranças e em muita coisa boa perdida por este mundo a fora. Quantos ensinamentos verdadeiros, quantas experiências e vivencias em favor desta manifestação da lei que vão se perder com o tempo. Penso na solidão de cada líder ou adepto, nas questões mal resolvidas e até mesmo nas perdas de energia que temos por não estarmos juntos.

Fazer o que? Pelo menos faço minha parte, abro meu coração a todos. Já convidei e convido vários representantes de outras manifestações religiosas para o convívio fraterno. Sou privilegiado, pois não sou dono da verdade, brigo apenas pelas minhas crenças, as quais são relativas como as leis da física. Visitei e já tive o prazer de receber grandes visitas, nunca quis transformar ninguém em Umbandista, posso até ter ajudado, mas cada um tem a sua caminhada, e procuro Deus, Jesus, Alá, Maomé, Moisés, Jeohva, Crisna, Buda, Bramha, Olorum e várias manifestações do sagrado dentro do universo íntimo de cada ser vivente.

Prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.

Sou umbandista, tenho amigos umbandistas fora de nosso terreiro e você? Vai esperar o sino da igrejinha tocar para mudar a sua forma e modo de ver seus irmãos?

Aratanan – Antes mal acompanhado que só!!!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Onde buscar a Umbanda?





Você que está chegando à banda agora e mesmo você que já esta há alguns anos a perfilar as colunas da bandeira branca de Oxalá, cuidado. Cuidado em primeiro lugar com você mesmo, pois tudo de bom ou ruim que você colher é fruto do plantio feito a alhures pela vossa clara caminhada evolutiva. Já que chafurdamos nas lamas de reencarnações passadas e por impositivo da lei estamos mudando obrigatoriamente nossos graus consciencionais, receba o alerta de cuidado pessoal com seus instintos.

Existe grande diferença entre, luz, sombra e trevas. E como a Natureza não dá saltos, e, estamos no processo de regresso à luz, devido a queda de nossas consciências nas trevas que nos aniquilam a vontade, cuidado. Pois, somos fruto de nossas desmedidas atitudes e valorizamos muito o que não presta e é ruim. Penso inclusive que somos moldados já na infância a acreditar que o mal vence. Lembre-se só: “- Menino não mexe nisso que a bruxa vai te pegar; não pega nisso que o homem do saco vai te levar; não responde que a mula sem cabeça vai te levar, ...”. Uma vez adulto, estas informações ficam embutidas no nosso pensar, assim valorizamos muito o que é mal em desfavor do que é bom e nos liberta.

Esta tendência nos acompanha pelo resto da vida. E pela grande ênfase e valorização do mal que carregamos, somos vítimas de nós mesmos todo o tempo. E por incrível que possa ser temos de forma costumeira medo do mal, dos espíritos, das assombrações e companhia limitada, apenas por terem incutido em nossas mentes o poder que o mal tem de nos arrebentar a fé. Não nos esqueçamos que os espíritos, os fantasmas, as almas e companhia limitada são nós mesmos. Após os estágios na vida física, passamos a habitar o mundo paralelo e espiritual, por clara conclusão, somos nós mesmos os fantasmas, espíritos, ou seja lá o que você quiser inventar.

Diante disso, todo aquele que dominar o mal que existe dentro de nós é vitorioso e também nos domina. Basta incutir, um trabalho, uma magia, olho grande, demanda, despacho, sapironga e até mesmo uma vingança pessoal por parte dos espíritos que nos assistem, para que o mal se instale em nossas pobres almas desvalidas. Daí pra frente é um Deus nos acuda, pois a nossa tendência como sempre, é valorizar o mal que nos faz escravos de nós mesmos.

Outrossim, quando a coisa toma conta dos dirigentes de terreiro o negócio fica feio, pois quando o acesso aos bons espíritos é fechado e só sobra o que é mal, não existe outra escapatória do que se aliar ao mal que sempre valorizamos. E ai minha gente muito do que foi dito e pregado vai pelo ralo, pois sustentar o bem às vezes não nos trás nenhum pagamento perceptível em um primeiro momento, mas chafurdar no mal, nos trás uma série de aborrecimentos. Dentre deles a perda de contato com os irmãos espirituais que tanto nos amam no bem, ficando a desdita de quem os ignora arvorada nas falsas manifestações e na tentativa desesperada de fazer tudo aquilo que um dia se reservava a bondade pessoal de cada um.

A lei é clara, não tente mudá-la, o mal sempre será transformado em bem, não o contrário. Tem muito irmão por ai que pensa e age de forma contrária, mas o problema é dele, não nosso, Graças a Deus.

Nosso alerta – cuidado.

Aratanan – Cuidado com você mesmo!!!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Se meu burro falasse!




Sempre que posso faço dois exercícios, um deles consiste em me desligar de todo universo afeto a Umbanda. Onde fico dias sem ler, escrever, pesquisar, ver ou me ater a atos externos praticados em favor ou contra a Umbanda. Chamo tal ato de oitiva da voz coletiva, ou melhor, é um momento em que passo a ouvir o coletivo, através de um ato de silêncio.

Bem, sendo este um problema que é da minha única e exclusiva conta, tomo a liberdade de mostrar a você que é tão humano quanto eu, que existem muitas formas de tirarmos as vendas que nos atrapalham a visão. Assim, descrevo a segunda forma de exercício ligado a Umbanda que praticamos, a qual chamo de exercício de auto análise ou de crítica construtiva. Em que pese a possibilidade de desequilíbrio entre o inconsciente e o consciente que sempre surgem com resultado, no final a concretização de tal ato é por vezes muito gratificante.

Começamos pensando nos benefícios que a religião de Umbanda e sua religiosidade têm trazido para humanidade. Depois pensamos nos benefícios que a religião de Umbanda tem trazido para o ser humano. Após analisamos os benefícios para o nosso país, depois para a nossa cidade, nosso bairro, nossa casa, nossa família e finalmente para nós mesmos, nos permitimos uma crítica. A qual tem lugar após estas primeiras análises, onde colocamos sobre crítica a importância da Umbanda para as pessoas de credo diferente dos nossos. Fazemos também uma crítica das sociedades cuja base religiosa possui uma diversidade das coisas que aparentemente são diferentes das que cultuamos na Umbanda, vamos ainda analisando os povos espalhados pelo mundo, nações terrenas e até mesmo extraterrenas.

Confessamos que após anos de análise profícua sobre a religião e a religiosidade de Umbanda, afirmamos categoricamente que somos muito inocentes e presos a forma. Nossa forma de leitura, inclusive a minha, é muito limitada. Analisamos as coisas de forma muito medíocre e apegada, por isso sofremos tanto.

Acreditamos, sem sombra de dúvidas, que o simples fato de darmos nome a nossa manifestação do sagrado já limita seu poder natural de manifestação. Criamos barreiras e falamos uma linguagem ininteligível aos nossos corações e cercamos de mimos um projeto que busca muito mais do que nossas limitadas intenções e capacidade de perceber e entender o sagrado.

Roupa branca, preta, vermelha, azul ... colares, miçangas, velas, bichos, atabaques, comidas, gritos, berros, macumbas, feitiços, magias mortas e vivas, garfos e facas, roças, terreiros, choupanas, farofas, sinais, pontos, pólvoras, velas, flores, cachaça, dendê, pimenta, cantigas, cantos e etc. Nada disso é Umbanda e ao mesmo tempo deixa de ser sua manifestação, pois muito mais que objetal, a Umbanda é uma intrincada manifestação de abarcamento e filosofia de vida. Ela avança sobre o fetichismo e espera pura e imutável pela nossa presença e vontade de mudar o nosso destino. Umbanda é vida, ela, graças ao grande espírito, não encarcera ou escraviza. Suas várias faces se adaptam a busca de cada ser, mas ela continua imaculada e bela, sem perder-se pela vontade e vaidade de cada um dos atrasados seres que se alimentam em suas sagradas fontes de conhecimento.

Para finalizar ainda existe uma última análise. Esta é feita no interior de cada ser, ela sem nenhum vício de resistência, analisa as nossas burradas, ou melhor, nossos atos de inconseqüência e ignorância. Nesta hora devemos ouvir o burro que existe dentro de cada um de nós. Dói um pouco, mas este burro precisa falar e quando um burro fala o outro abaixa a orelha. Devemos nos posicionar com um mínimo de dignidade e afastar as fontes de erro que nos fazem sofrer tanto. Deixe seu burro falar, para depois você não se arrepender de não ter deixado que o mesmo azurrasse por sua necessária mudança.

Aratanan – Ouça o burro que existe em voce, não seja ele!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Doente de que?



Estamos todos muito doentes! Doentes da alma, do espírito, do corpo, da mente e de nossa mais pura essência. Envenenados pelo dinheiro e por outras manifestações do poder material, somos robôs programados para superar a nós mesmos. Vivemos de desigualdades e idiossincrasias, mentimos para nós mesmos, com intuito básico de nos arvorarmos em senhores das vidas alheias. Somos um bando de afetados, já perdemos nossa honra a muito e nossa palavra se perde nos confins de nossa sublime inconsciência.

Queremos mandar nos espíritos, pois por ignorância, não enxergamos que os espíritos somos nós mesmos, mas a nossa insana vontade de domínio não permite uma leitura destas verdades. Somos mesquinhos, fracos e inconseqüentes, colocamos em risco toda a nossa caminhada espiritual, devido à vaidade que cega nossas consciências.

Estamos muito doentes, segregamos os nossos irmãos que se abalizaram na mesma fé que a nossa, apenas para mantermos o status de dono de alguma coisa que não nos pertence. Negamos o remédio a nossas consciências, pois não entendemos que os bons espíritos são nossos irmãos mais velhos, que apenas se habilitaram na necessidade de nos orientar para que não cometamos os mesmos erros de sempre.

Buscamos Deus e Jesus externamente, pois nossa cegueira não permite que o encontremos dentro de nós mesmos. Somos juízes das vidas alheias, pois temos vergonha de julgar os nossos insanos atos do dia a dia. E para piorar, transformamos a Umbanda em um país soberbo, destinada a poucos, pois neste reino só entra aquele que nos entrega sua alma e sua vida. Só tem ingresso neste reino aquele que se mata em favor de nossas desmedidas vaidades, se transformando em capacho de nossas imensuráveis incompreensões. E para finalizar, nós os umbandistas nos arvoramos a ter o remédio eficaz para os outros, e, nos recusamos a submeter a nossa canalhice ao remédio que também nos serve.

É chegada a hora da mudança, as pessoas já começaram a questionar as loucuras do santo rebolado. Estamos na era da internet, os espíritos não provocam quase nenhuns ou poucos efeitos físicos, médium hoje em dia tem que ser de verdade, já não se tem espaço para imaturos e o que antes impressionava, hoje causa questionamento. Chegou a hora da mudança, mude se seu caráter permitir, caso contrário, faça parte do grande quadro dos desvairados do santo e aguarde o seu necessário julgamento.

Aratanan – Tenha dignidade de tomar o seu remédio, ele se chama vergonha na cara.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A GULA





Tenho que a gula é a manifestação de um desequilíbrio que pode estar instalado no campo mental, astral ou físico de todo ser humano. Tudo isso sem perder a possibilidade destas três manifestações estarem também comprometidas de forma conjunta e igualitária em alguns seres. Em que pese a primeira impressão de que a gula tem uma fixação nas questões alimentares, penso que tal vício supera esta percepção, podendo inclusive, orientar outras bases de nossa existência.


O acúmulo objetal e a necessidade de sempre querer e acumular mais, nos afeta de forma que nossas tensões geram desequilíbrios, os quais se confrontam com a nossa capacidade de gerir e até mesmo de sustentar a nossa insana ingestão de coisas que nos são muito das vezes dispensáveis. Nota-se uma luta diuturna entre o que é essencialmente verdadeiro e o que é falso para nossas vidas.


Parece que estamos em um grande combate pessoal, onde nossa busca pelo prazer, instalada quando de nossas quedas de reinos superiores (queda dos anjos), tem um reforço energético que nos induz a uma culpa primária e permanente. Esta culpa nos gera as tensões que havia dito antes, as quais além de outros vícios nos induzem a uma gula eterna pelo acúmulo de coisas que na maioria das vezes não sabemos se quer se merecemos. Esta desdita acompanha o homem a muito, ela se manifesta em tudo que ele faz.


A gula que aparentemente faz parte de um processo inicial da manifestação humana, com o tempo vai agregando outros valores que transformam o ser num capacho de manifestações do puro prazer. Estas distâncias criam nos seres uma dicotomia interpessoal onde ninguém entende ninguém e como resultado vivemos a margem de nossas mais baixas desditas. Os excessos da gula apesar de serem também uma manifestação física, oriunda das nossas pretéritas existências, onde como homens primários lutávamos pela sobrevivência do corpo a princípio, deixou-nos uma identidade genética que precisa ser combatida (espiritualização do ser). Tal atitude fará com que o novo homem nasça e nos conduza para outros caminhos e verdades.


Buscar o controle e equilíbrio em nossas relações pessoais é o remédio eficaz a curar as nossas faltas coletivas. Fazendo que como verdadeiros irmãos deixemos a nossa ânsia de acúmulo em troca das verdadeiras lições de generosidade e amor ao próximo. Só não podemos esquecer, que todo este trabalho começa dentro de cada um de nós. Precisamos urgentemente faxinar a nossa casa, antes de queremos limpar a dos outros.


Aratanan - Vá comer em outro lugar.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Perdão!




Dentro das manifestações do verdadeiro amor o perdão é realmente um entrave evolucional. Quem não ama de verdade ou na verdade, não consegue perdoar e faz de sua caminhada um rio de infelicidades e de tristezas, vez que não consegue ver no outro tudo aquilo que ele possui em excesso – manifestações negativas do eu interior.

Durante nossa caminhada terrena experimentamos muitas vivências, as quais abrangem nossa vida familiar, pessoal, financeira e social. Nestas interações temos sempre a expectativa que o outro corresponda às nossas ânsias, sejam elas de caráter moral e/ou comportamental. Criamos padrões de aferição sobre o outro e nestes padrões fixamos as nossas expectativas de que o próximo seja uma cópia fiel da moldura que esquematizamos como padrão de comportamento.

Se o permissivo consciencional do outro difere do nosso padrão ético e moral, criamos conflitos muito das vezes desnecessários, pois o comportamento alheio apenas está ferindo as nossas expectativas pessoais do que é certo e errado. No meio espiritual e principalmente na Umbanda tenho visto que a questão comportamental, principalmente dos líderes umbandistas, passa por estes padrões de regras fixas em relação a seus irmãos de fé.

Inconscientemente são beneficiados os que se identificam ou pelo menos usam uma máscara que agrada o líder ou dirigente espiritual de um terreiro, choupana ou casa de Umbanda. Se você se enquadra ou finge enquadrar dentro das regras tudo corre bem e sem nenhum atropelo, caso contrário, se prepare, pois o animismo velado vai subjugar sua caminhada espiritual e colocar você em confronto direto com os guias e protetores da casa onde você dedica e exerce seus dons espirituais.

Outra questão intrínseca a manifestação deste despropósito é a vaidade extremada onde a presença de um irmão com carma mais suave e até mesmo com dons mediúnicos mais resolvidos, pode dar o tom da má interpretação e perseguição dentro de uma casa de umbanda, que só existe para a prática da caridade.

Quantas vidas destroçadas encontramos por este mundo a fora, quantas famílias desestruturadas pela sana inconsequente de pais e mães de santo que pregam uma espiritualidade vingativa e cheia de vícios. A umbanda hoje passa por um processo de terrorismo, onde o que não é aceito por razões de vaidade anímica (da alma), é subjugado e colocado a margem de qualquer aceitação em alguns meios.

E de dar pena a atitude alguns “pais de santo”- isso se os santos tiverem um pai cheio de vícios e desamor por seus irmãos - pregam sobre o amor e fomentam o ódio, vivem à custa da maledicência, disseminação do medo para no final se arvorarem em emissários de coisas puras e altruístas que vem lá do “céu”. Penso que se a coisa continuar deste jeito vamos acabar sendo proibidos pelo astral daqui a alguns anos, de manifestar no campo mediúnico os irmãos que por benevolência nos assistem, pois a incompatibilidade que hoje já é gritante, vai ficar insuportável, acreditem.

E para complementar as nossas reflexões, repetimos, falta espelho na casa de muito pai e mãe de santo por ai, não se perdoam e não conseguem perdoar a ninguém, estes vendilhões das coisas sagradas se arvoram no direito de juízes da vida alheia, para no final de suas vidas verem que não fizeram nada em favor do coletivo, quiçá de sua pobres e desgraçadas vidas.

Já que a carapuça sempre acaba servindo em alguém, a todos ofereço o meu perdão incondicional (isso se a vaidade de alguns permitir), vivam bem, sejam felizes e como diz o meu amigo, pai e irmão JNK: “ - O meu livro está fechado para os senhores e senhoras há anos, só vocês não perceberam ainda”!!!

Aratanan

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Quem é o animal da história?






O gênero humano muito das vezes me assusta, principalmente quando o assunto tem tom religioso. Chego as sentir náuseas às vezes, só de pensar que o homem vem a séculos se arvorando no sentido literal de querer ser Deus.

Penso, inclusive, na primeira manifestação do Grande Espírito em nossas consciências quando ainda ocupamos um corpo de criança. Tem-se a impressão naquela fase que Deus é tão simples, e, tão fácil de ser entendido, que ele faz parte de tudo que nos cerca de forma muito perceptível aos nossos sentidos de criança. Nossa imaginação na infância nos mostra os universos paralelos que nos cercam, somos essencialmente seres em entendimento dos processos naturais e com eles convivemos muito bem, obrigado.

Este prazer ou mesmo delírio positivo nos fazer perceber Deus de uma forma muito saudável, pois temos com ele uma vivência positiva e na maior parte das vezes nos sentimos com um só corpo e um só pensamento. Tudo isso vai bem até entrarmos em contato com os mundos externos, ou melhor, com os mundos sociais, familiares, financeiros, comerciais e etc. Daí para frente somos manipulados pelas antigas fórmulas do saber atrasado e da compreensão errônea de tudo que nos cerca. Ato que se reflete para sempre em nossos atos e atitudes.

Viramos vítimas da desdita pronta e permanente da tão famosa hipnose coletiva. E quando somos convidados a força a manifestar nossa religiosidade, a criança, morre de vez dentro de nós e surgem os futuros donos do nada – Nós mesmos. Prontos para almoçarmos a mente de nossos semelhantes com nossas teorias já velhas e cansadas de uso, pois a culpa que nos acompanha não nos permite agir de forma contrária.

Somos animais racionais?



Somos com certeza, mas temos A BUSCA PELO PRAZER como a âncora que nos engessa e nos faz o pior da espécie. Perdemos um bom tempo de nossas existências e reencarnações nesta busca desenfreada por um prazer meticulosos e destrutivo.

E quando ele é religioso perdemos a essência infantil que tínhamos em relação a Deus e criamos obstáculos a nossa evolução coletiva, pois o meu prazer tem que estar acima do prazer alheio e isso nos separa e maltrata sempre.

Anulamos a nossa inteligência e bebemos água suja em favor de uma busca inerte e destemperada, a qual nos faz pior do que o mais incapaz dos seres, para no final entregarmos nossas vestes carnais as covas úmidas na esperança de que uma nova reencarnação nos faça melhor.

E os espíritos?

Estes somos nós mesmos, os quais alimentamos o que tem de melhor e pior no mundo espiritual, sem termos um mínimo de zelo como destino de toda a coletividade, da qual fazemos parte e colaboramos para sua elevação. Os bons espíritos se cansaram da repetição desnecessária, nem por isso se sentem bem quando olham e percebem os caminhos que a nossa atual humanidade vem percorrendo.

Como é duro dar luz a cegos.

Que o Deus jaz morto possa ressurgir o mais rápido possível dentro do gênero humano, isso é o que desejamos as crianças que assassinamos nos nossos íntimos corpos de existência.

Aratanan







terça-feira, 28 de junho de 2011

CUIDADO COM O QUE VOCE DESEJA!!! VOCE PODE CONSEGUIR!!!





É sempre boa a reflexão.

Nestes estados da alma conseguimos analisar, e em alguns casos, até mesmo tentar entender o universo que gira ao nosso redor.

Nascemos com a certeza de que não sabemos de onde viemos. Parece que só tomamos a noção de nossa existência, muitos anos após a reencarnação (iniciações temporais).

Buscamos quase sempre no externo a realização de nossos sonhos. Quem nunca sonhou em estudar, ficar rico, ter poder, vida social badalada, vida sexual super ativa e etc?

Com o tempo vamos percebendo que certas coisas não nos pertencem. Por mais que desejemos determinados atos e fatos a nosso favor eles não acontecem de forma alguma. Parece que somos impedidos e proibidos de certos acessos.

Vejo pessoas que lutam uma vida inteira para atingir determinado objetivo e quando conseguem passam a viver a tristeza angustiante de sua desdita. Parece que a realização do sonho foi a eclosão de um pagamento cármico que não tem fim.

O pior é quando a realização de um sonho não pertence ao mundo material. Esta manifestação geralmente é escolhida quando não estamos ocupando um corpo de carne. As escolhas são feitas antes nossa manifestação em um corpo físico. Tais escolhas, por ser uma necessidade evolutiva, na maioria das vezes nos impelem a soma de queimas e comprometimentos coletivos, os quais são inadiáveis.

A grande maioria se queda inerte frente aos compromissos anteriormente assumidos. A outra parte quando os assume, na maioria das vezes os faz como moeda de troca, não se importando com o coletivo e se impondo em favor de seus interesses mais mesquinhos.

No final fica a vivência de quem contempla sempre e a pergunta que vai nos acompanhar enquanto existir uma fagulha de inconsciência em nosso ser: Será que estou habilitado para tudo o que quero e se recebo tenho capacidade de gerir com responsabilidade e equidade coletiva?

Pela nossa experiência e vivência, podemos com certeza afirmar que os bonecos de pano, arvorados em um conhecimento egoísta, continuam caindo, seja em que religião ou estado social em que se encontrem. E esperamos com toda sinceridade do mundo, que você não faça parte desse grupo de incompetentes sociais (sociopatas) que perambulam por este mundo a fora.

Mais do que evoluir é preciso entender a evolução. Não caminharemos em favor de nosso pai, enquanto existir neste planeta um pobre espírito que não se enveredou ainda pelos caminhos do bem. Nosso carma é coletivo. Inocente é aquele que pretende caminhar sozinho, pois estamos comprometidos com nós mesmos e a lei é imutável neste processo de evolução cósmica.

A carapuça sempre serve em alguém.

Aratanan – Cuidado você pode conseguir o que deseja!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Parasitas!





Xô parasitas!

Vivenciando este nosso mundinho, o qual se resume a sexo, poder e violência, tivemos ontem acesso ao programa Tabu da TV fechada NatGeo – reportagem sobre as curas espirituais e os confrontos com a medicina moderna.

Ficamos perplexos com a intenção esdrúxula de se mostrar até mesmo de forma pejorativa, rituais macabros e desmedidos de bom senso. Sangue, ignorância, animismo e fetichismo a grosso modo foram as intervenções mostradas pelo canal de TV, como se tudo aquilo fosse uma quebra de tabu.

Se algum leigo estivesse vendo o programa ou até um oportunista, tais imagens seriam motivo de terror e até mesmo de preconceito religioso pelo que foi vinculado. Médiuns incorporando irmãos atrasados em sua evolução espiritual praticando rituais regados a sangue, álcool, bebidas e outras guloseimas infernais ( e quando digo regado, leia-se encharcado).

Os processos mostrados além de grosseiros demonstram uma visão deturpada das várias possibilidades de cura espirituais, mostrando bizarrices em prol dos espiritualistas e um “mote” disfarçado em favor dos protestantes como uma maneira mais simples de se afastar os demônios através de rituais de exorcismos mais simples e sutis (sabemos que os povos de origem Inglesa são em sua maioria protestantes).

Confesso que fiquei deveras impressionado com a forma de exibição do tema, mas por outro lado, pude perceber o grau de atraso que nossa humanidade se encontra e o como somos presas fáceis dos interesses espirituais obscuros e trevosos.

Parece que um instinto de ignorância se apodera da grande maioria dos intitulados espiritualistas e por invigilância e vaidade acabamos com a pecha de mal resolvidos e conservadores de torpezas espirituais.

Também com tanto aventureiro em nosso meio, não poderia ser diferente a visão das pessoas sobre os ritos espirituais que são praticados pelo mundo. Precisamos criar em caráter de urgência um modo operante de desmistificar e abrir a maioria das coisas tidas como sagradas para que algumas cabeças pensantes retirem o véu da ignorância de suas mentes e possam através de processos críticos, verem as religiões espiritualistas de forma menos agressiva e tosca.

Precisamos ter urgentemente vergonha na cara e parar de enrolar e adiar esta necessidade de mudanças, pois a prisão atávica e fetichista tem maculado e escravizado várias pobres mentes por este mundo a fora.

De resto fica a nossa irresignação e vergonha, principalmente de nós espiritualistas ou coisa que valha, frente à incapacidade e a não generosidade de esclarecer as consciências menos privilegiadas.

Aratanan – Fazemos a nossa parte! Faça a sua, se esclareça e esclareça sempre!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Palpite Feliz!



O que é a Umbanda?


Resposta
: Antes de tentar conceituar a Umbanda, preciso me fazer vivo dentro de suas várias manifestações. Mais do que histórica a Umbanda é essencial, só saberei me posicionar dentro dela se ela estiver vibrando dentro de minha mais pura essência. Umbanda não divide, não secciona, não julga, não se posiciona de forma funesta e não dá luz a "cegos". Ela existe por si e é muito mais fruto do que eu sou, do que a construção mental que possa fazer dela.

Sempre que me vejo inserido nesta manifestação sagrada, consigo perceber que sou um ente de transformação e poder em favor de mim e da coletividade que caminha comigo de forma evolutiva. Se não me vejo inserido nesta manifestação de poder, jamais conseguirei me enxergar como parte dela, tendo apenas uma leve impressão de sua grandiosidade.

Sou realmente um Umbandista? Os espiritos de Umbanda podem ter confiança em mim e em minhas atitudes? Minha posição em relação a meu semelhante é adequada e realmente natural? Sou motivo de exemplo e de motivação para meu semelhante? Me sinto como um ser pensante e vibrando firme nas manifestações ligadas a Umbanda?

Se não conseguirmos responder a estas perguntas em sua totalidade, podemos ter certeza da distância que nos separa da condição de umbandistas. Só podemos manifestar aquilo que realmente conhecemos. Somos fruto de nossas paixões e de nossas vivências. Viver a Umbanda é trasncender em favor de nós mesmos, com reflexo direto em nosso carma coletivo.

Mudar é preciso e só muda quem tem condição de perceber a sua realidade pessoal.

Nunca saberemos nos postar em favor de um conhecimento se não carregamos este conhecimento dentro de nós. Devemos nos iniciar todos os dias. O positivo e negativo que vemos nas pessoas ou mesmo na manifestação de Umbanda são a carga de bondade e maldade que carregamos no interior de nosso ser.

Façamos de nossas vivências um apostolado da PAZ que tanto buscamos!!!

Aratanan




Nadando contra a corrente!




Tem dias que não dá vontade de se levantar da cama. Tem-se a impressão de que estamos nadando contra a corrente, ou melhor, parece que nada dá certo. Tudo que se empreende ou se faz parece vir de encontro com as nossas intenções. Uns dizem que irmãos ligados a nós por laços de inimizade fazem de tudo para nos pegarem em determinados dias em que nossa força de repulsão e proteção estão mais fracas.

Outros dizem que nossas vivências e realizações sociais nos trazem uma carga negativa que mina as nossas atividades, sejam elas espirituais, físicas e etc.

Nestas situações o que fazer? Sentar e chorar? Não se levantar da cama e dizer que o mundo não presta? Acredito que nenhuma das opções é a mais indicada, penso que precisamos refletir sobre todos os sinais que recebemos em momentos ímpares de nossas vidas. O bem e o mal são apenas fruto de nosso posicionamento frente às coisas.

Se plantarmos boas sementes, sempre vamos colher bons frutos, não existe colheita diferente da intenção do plantio. Inimigos, energias, ruins, maus presságios, olho gordo, feitiço e outras porcarias, só terão efeito se por algum motivo estivermos ligados de forma mental, astral ou física a este tipo de energia. Nosso passo e nossa caminhada dão o tom da melodia, nada há que possa fazer desistir o insistente de uma bela empreitada, pois somos o que pensamos.

E tudo para confirmar que infelizmente o mal tomou conta das consciências, onde as pessoas preferem eleger o que é negativo como prioritário ao invés de optarem pelo caminho menos árduo e mais eficaz, ou seja, o caminho do bem. Bem que existe dentro de cada um de nós e deve ser resgatado como forma de dinâmica e aceleração interna de cada ser.

Pense nisso, o projeto cósmico de cada indivíduo está ligado diretamente a evolução subjetiva de cada ser, com reflexo na caminhada coletiva que por hora empreitamos. Se feliz é um estado de espírito, negue o mal e priorize o bem em sua vida. E tenha certeza que os bons frutos vão ser colhidos com certeza.

Prefiro a incerteza do tentar, a culpa da desistência prematura.

Aratanan – Deixe de ser coitado, ainda há tempo para uma nova caminhada.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Inveja



Sinônimo de cobiça, a inveja é o desejo de possuir ou gozar de algum bem que outrem possui ou desfruta. Fruto da preguiça, da falta da capacidade e crença na força pessoal que possuímos de alterar o nosso destino e nossas vidas.

A inveja demonstra uma certa incapacidade de construção pessoal por cobiça sobre as coisas alheias. Mais que um defeito a inveja é uma doença silenciosa, que chega de mansinho e faz casa na vida dos menos vigilantes. Sua propagação e aplicabilidade em alguma das vezes é nociva e pode gerar conflitos, secções e até mortes desnecessárias, pois o envolvidos pela cobiça não medem esforços para propagar suas mais íntimas pervesidades.

Nota-se na Biblia a hestoria de Caim e Abel, cujo simbolismo nos dá a dualidade entre a razão e a cobiça, onde a incapacidade de ser humilde e às vezes até generoso nos faz agir de forma insana frente às nossas relações pessoais e sociais. Quanto mais ambiciosos somos, mais fragilizados nos tornamos frente ao poder das práticas invejosas. A vontade insatisfeita de alguns, forja as manifestações de desequlibrio e desrespeito em relação ao outro. Parece que ocorre um esquecimento sobre a grande responsabilidade daquele que possui mais em relação aos outros.

Somos escravizados por sentimentos de apego que nos mantem escravos de nossas mais baixas ilusões, queremos acumular o que não conseguimos carregar. Sendo que o outro passa a ser referência apenas para a manifestação do nosso despeito e de nossas mais baixas intenções. Quantas secções, desuniões e desconfortos provocados em favor de uma aparente satisfação, até mesmo porque, a inveja quando se manifesta de forma irrefreada não traz satisfação e seu descontrole alimenta a necessidade de sempre se querer mais do que realmente se precisa. Inclusive, perdoem a pessoalidade, mas temos que ter nos outros que sobressaem nas varias manifestações da vida, uma referência positiva e um incentivo maior, pois o sol brilha para todos e nossas ingerências em desfavor de nossos irmãos nos faz estacionar em nossa caminhada pessoal e espiritual.

Sendo assim, feita uma análise intima daqueles que vibram na inveja, nota-se uma dicotomia e certo egoísmo desenfreado, e até mesmo uma preguiça em relação à maior magia do ser humano – a vontade. Pensamos inclusive, no mau exemplo que tal defeito traz para as gerações futuras, até mesmo porque, a inveja é uma manifestação que pode gerar efeitos sobre as organizações coletivas, onde grupos de pessoas ou até mesmo suas representações, podem por atos de cobiça caçar a liberdade e até a vida daqueles que por um motivo ou outro manifestam ganhos de caráter e de alta grandeza material.

Finalmente, ficamos as vezes irresignados, pois vemos na atualidade um incentivo, mesmo que disfarçado de uma competição negativa que visa apenas a manifestação de disputas por poder e controle de massas para alimento da sanha apegada ao dominio e a dominação. Diante destas manifestações, só nos resta a resistência e divulgação da caridade e da diligencia como formas de combate a este defeito que vilipendia a evolução da humanidade há muitos séculos.

Quanto custa a sua dignidade?

Aratanan - Voando baixo!